sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Bastardos Inglórios

inglouriousbasterds3[1]

 

Inglorious Basterds (2009)

Direção: Quentin Tarantino. Com Brad Pitt, Mélanie Laurent, Cristoph Waltz, Michael Fassbender e  Diane Kruger.20_2431-alt-Brad[1]

Na França ocupada pelos nazistas surge um grupo de resistência americano que tem por “hobby” caçar a gestapo com doses generosas de tortura. Judia fugitiva recebe uma oportunidade de vingança contra aqueles que assassinaram sua família.

Quentin Tarantino é um mestre no que faz e, sem dúvida, tem seu estilo próprio. Neste seu último filme ficam nítidas suas características como cineasta.

Ao mesmo tempo que quer divertir, gosta de chocar, ironizar e usar um mundo inteiro de referências cinematográficas, televisivas e musicais.

Li diversas resenhas sobre esse filme e quase todas favoráveis, o que sinalizava que tinha um belo filme para procurar assistir. E assim o é.

Não quero ser um crítico chato que só fala mal, mesmo porque este filme tem muitas qualidade elogiáveis que você encontrará em outras críticas por aí, mas chamo o amigo leitor para uma reflexão: até que ponto é salutar para um artista buscar repetir a mesma fórmula, mesmo sendo ela de grande qualidade?

Explico-me: Todos os filmes de Tarantino contém cenas com enormes diálogos que, numa olhada rápida, dão a impressão de ser totalmente supérfluas, como por exemplo, discutir o que realmente quer dizer uma determinada letra de uma música da Madonna, quando que para o mais atento temos no fundo um divertido e genial ponto de vista. A cena mencionada é a inicial do filme Cães de Aluguel. Assim como a cena inicial de Pulp Fiction com o casal de assaltantes argumentando tranquilamente antes de, num espasmo, tentar assaltar o restaurante. Da mesma forma acontece em Bastardos Inglórios na ótima cena inicial em que o coronel da Gestapo dialoga longamente com um pai de família (ambos atores estão ótimos, assim como o texto), situação que culmina no assassinato de uma família judia.

O ponto alto de Bastardos Inglórios é a cena no restaurante em que alguns “Bastardos” estão disfarçados para encontrar uma espiã alemã e topam com soldados germânicos genuínos. Sem dúvida brilhante! Assim como na cena final de Cães de Aluguel onde os bandidos ficam no impasse entre si, sendo um deles um “espião” policial.

Cães de Aluguel e Pulp Fiction são, para mim, as referências da altíssima qualidade deste diretor. Se fosse “dar notas” para esses filmes, certamente seriam 10. E Bastardos Inglórios? Acho que não.

Por duas razões:

1 – Tarantino não precisa mais de “afirmação”. Não precisa se auto-plagiar, mesmo que seja plagiar algo de alta qualidade. Deve seguir em frente! Buscar novos caminhos. Não precisa perder seu estilo pessoal, mas também não vejo necessidade dessa reciclagem. Sei que ele é o “rei da reciclagem” mas o legal é quando ele recicla o mundo ao seu redor e não a ele mesmo.

2 – A conclusão da história ambientada num cinema é extremamente ingênua. Todos os planos concebidos são totalmente irreais e impraticáveis. Quando que o exército alemão deixaria que o local que recebe um evento daqueles (uma sessão em que estará presente a alta cúpula do governo incluindo o próprio Hitler) tão desguarnecido ao ponto de os “mocinhos” entrarem e saírem de qualquer lugar e de qualquer maneira? Quando que uma revista prévia não acharia uma tonelada de rolos de filme altamente inflamáveis (que até motorista de ônibus sabe do perigo), simplesmente atrás da tela? E por fim, como que uma mente que se mostrou brilhante durante todo o filme (Coronel Landa), simplesmente torna-se um débil mental e tenta um acordo idiota tendo a faca e o queijo na mão? As conclusões dos filmes deste cineasta sempre foram bem resolvidas, por mais absurdas que as vezes pareçam, mas nunca ingênuas.

Não me entendam mal, se compararmos “Bastardos” com outros filmes, acho que ele estaria bem acima da média, mas se compararmos Tarantino com ele mesmo, vejo um decréscimo.

ATORES/ATRIZES

Brad-Pitt-Moustache-03[1]

Brad Pitt é o tenente Aldo “Apache” Raine, líder dos Bastardos. Mais uma boa (não ótima) interpretação deste ator que vem se afirmando em qualidade. (Prefiro mil vezes sua atuação em “Queime Depois De Ler” do que aqui ou em “Benjamin Button”).

Propositalmente caricato, consegue ser divertido e cruel.

cjw0kwqp4oe44ep[1] Mélanie Laurent é Shosanna Dreyfuss, uma fugitiva da Gestapo que troca de identidade e passa a viver como proprietária de um cinema ao lado de seu namorado nigeriano.

Recebe uma oportunidade única de vingar a morte de sua família transformando seu cinema num forno e tendo dentro dele toda a cúpula nazista incluindo Hitler.

Boa atuação.

christoph-waltz1[2] Cristoph Waltz é o Coronel Hans “Caçador de Judeus” Landa. Aqui temos uma atuação brilhante! O melhor em cena, rouba todas em que aparece. Sua personagem é complexa com uma personalidade que sabe se ajustar aos momentos para conseguir atingir seus objetivos.

Seria a ruína do filme se Waltz não desse conta do recado. Foi excelente!

diane_kruger_1.0.0.0x0.600x899[1] Diane Krueger faz a sedutora atriz alemã e espiã Bridget von Hammersmark. Seu trabalho é ótimo, apenas inferior ao de Cristoph Waltz.

Veja o filme! Antes, fique com o trailer!

Caros amigos, caso queiram expressar suas opiniões, mesmo que sejam contrárias as minhas, fiquem à vontade para comentar.

Para aqueles que são fanáticos, que por alguma razão se revoltem com minha opinião, aviso que comentários com insultos ou palavrões serão deletados.

té mais!

27 comentários:

Marcelo Marques disse...

Para assistir Tarantino vc tem q entender Tarantino, não são filmes para todos, mas são filmes fortes que chamam a atenção de todos, não li uma critca ruim sobre Bastardos, esperava mais sim, mas esse é Tarantino sempre nos faz desejar mais. Mas os diálogos, os movimentos da Camera principalmenta na citada cena do Bar em que eles vão encontrar a atriz famosa, é perfeição. Alan Alda é o vilão de 2009 não teve melhor, e atuação impecável, ele desliza no final do filme pq acha que tem tudo a seus pés ele esta maravilhado encantado (até demais) com o que conseguiu. |O estilpo tarantino é trash movies, filmes B ele faz isso em todos os filmes, Pulp Fiction já é clássico e um dos melhores filmes o melhor do Tarantino e um dos melhores de todos os tempos. Inglorios mostra a visão de le de brincar com os temas, nesse caso os nazistas onde até hitler é um fanfarrão...são as viagens dele e os filmes dele sempre serão assim...essa fika para debate nº 1...no nº 2 o filme todo é ingenuo, mas a troca de cinemas...um ambiente onde se pode reunir poucas pessoas, só alemães e convidaods estavam lá... o que ajuda a pensar que todos estavam confortaveis com a situação...Alan Alda achou que tinha a faca e o queijo na mão...não creio que deslizou, acho que estava sendo cínico e se vangloriando...tarantino impressiona como ator (Drink no Inferno, a ponta em a Balada do pistoleiro, Planeta Terror, Cães de Aluguel) e em direção, criação, particiação (Pulp Fiction, Cães de Aluguel, Kill Bill 1 e 2, Planeta Terror) e se envolveu em filmes pífios (Albergue 2, Modesty Blaise e continuações de drink no inferno), Inglorios é diferente e deve ser respeitado..o dialogo inicial é fantastico...

Rodrigo Nogueira disse...

Não sei se entendi direito mas vamos lá:
1- Vc acha q ele se auto-reciclou nesse filme e q isso é bom e ele sempre o fará?
2- Vc acha q o filme é ingênuo como uma brincadeira de criança? (Ou bricadeira de Tarantino?)

Solange e Alessandro disse...

Devo ver esse filme entre hoje e amanhã por isso não li a postagem para não estragar a sessão, mas somos fan aqui do Tarantino. Estamos na esperança de ser um bom filme. Agora se vc não souber um pouco de Tarantino, não entender sua visão, certamente não irá gostar de seus filmes ou não irá entender nada. Tarantino é um dos poucos, iniciou-se os flash back... O que seria de Lost sem Tarantino ? nada haver ? se vc disser que Tarantino e Lost (A Série) não tem nada haver... É realmente você não conhece Tarantino... Então o filme para vc talvez não seja bom. Eu retorno assim que ver o filme em questão e vou ler a postagem, abri esse comentário sem ler o post e talvez não esteja nada relacionado ao texto. Obrigada e Bjs no Coração:

Marcelo Marques disse...

1 - Ele sempre fará...
2 - Brincadeiras de Tarantino, vide o que acontece com Hitler..são as viagensdo Tarantino, ele nos mostra absurdos e consegue fazer boas coisas com isso...

Rodrigo Nogueira disse...

Entendido.
E aí, qdo vai se tornar seguidor??

Daniel disse...

Nada a ver sua crítica sobre o final. O Hans é débil mental por que? Por que percebeu que o regime estava em declínio e se não fizesse algo iria ser preso logo em seguida? Ele não estava com a faca e o queijo na mão coisa nenhuma. Ingênuo foi você, ao acreditar que, assim como você, o Tarantino não conhece um pouquinho de história.

Além disso, como você mesmo disse, o Tarantino gosta dessas coisas que parecem supérfluas, mas se você analisar a fundo são geniais. Críticos adoram se gabar que "entendem" mais o filme do que um cidadão comum, não é mesmo? Pois eu acho que você perdeu uma dessas durante a cena final do cinema. Re-avalie seu comentário sobre a facilidade com que os espiões e o filme inflamável entraram no cinema ;)

Fabricio disse...

Coronel Hans se mostrou um vilão completo, conseguiu desmantelar toda a trama envolvendo o assassinato de Hitler, desta forma nada mais cabível ele projetar a idéia de que os alemães estavam vencendo a batalha mas nao poderiam vencer a guerra. A faca e o queijo na mão foram a oportunidade de se ingressar neste novo mundo. Entao venho a discordar de sua critica de numero dois, visto que a conclusão para este vilão poderia apenas ficar em uma medalha no peito.

Anônimo disse...

pulp fiction, kill bill ai sim bastardos inglórios...

Anônimo disse...

Já diz a frase que se alguém sempre tem a mesma opnião, sobre alguma coisa, é porque não evoluiu.
Assisti Pulp Fiction no alge dos meus vinte e poucos anos,creio eu.
Revendo o mesmo filme com quarenta e poucos, achei um pé no saco.Principalmente pelas cenas demoradas, beirando o cinema europeu.Para mim o melhor filme de Quentin é Cães de aluguel.Sobre bastardos o que se percebe é que é um filme mais bem trabalhado.Mas tirando o vilão que é ótimo, a primeira cena e a do restaurante que são bem boladas o resto é muito chato.
Encheram muito a bola do Quentin, e para falar a verdade, existem cineastas muito superiores a ele.

Anônimo disse...

Parabéns.
Muito corajoso da sua parte abordar o filme assim. Fãs de tarantino são passionais mas, pelos comentários aqui, inteligentes.
Assisti o filme. Vou vê-lo novamente em DVD assim como ler o livro com o roteiro...
Mas o que eu quero mesmo é a segunda parte com as missões dos Inglorius Bastards... e se fosse com o Sly ainda melhor.

Rodrigo Nogueira disse...

Caro Daniel, Evidente q sei q no momento histórico em q se passa o filme, a guerra está no fim e a Alemanha está prestes a ser derrotada, acredito q o inteligente coronel tb sabia disso. Quando o chamei de débil mental refiri-me nao ao fato de ele mudar de lado, mas a forma ingênua com q fez isso confiando plenamente no inimigo, ou seja, a traiçao era certa. Disse que estava com a faca e o queijo na mao pois tinha como barganhar melhor sua mudança de lado.
Sobre eu me julgar "entendido", desculpe, mas quem fala isso é vc, eu nunca disse q era melhor q ninguém! Essa é apenas a minha opiniao, se vc nao concorda, ok, nao me sinto o dono da verdade.
Eu nao preciso desmerecer sua opiniao so pq discorda da minha.
Abç!

Rodrigo Nogueira disse...

Ok Fabrício, concordo com sua visao, mas o ponto que me refiro é outro. Ele foi esperto em querer mudar de lado, disse q foi ingênuo pela maneira como fez, pois tinha condiçoes de barganhar melhor e confiou em seus inimigos e acabou traído, o q era óbvio que aconteceria.
Abç!

Rodrigo Nogueira disse...

Anônimo 1 - Tá registrada tua opiniao, obrigado por comentar!
Anônimo 2 - Apesar de achar Tarantino ótimo, existem outros q também sao (talvez até melhores). Só acho q nenhum outro é como ele, ou seja, ele é original. Quanto ao Pulp Fiction discordo, mas respeito sua opiniao.
Abç!
Anônimo 3 - Obrigado e vamos aguardar essa segunda parte! Abç!

Wallace disse...

Quando você disse "auto-plagiar" me lembrei de uma cena do Bastardos Inglórios que toca a mesma música do kill bill! A cena em questão é a que Shashonna é abordada pela SS (ela está em cima da escada trocando o nome do filme) e é forçada a entrar no carro.

Alguém reparou na música?

As obras primas de Tarantino são definitivamente Cães de Aluguel e Pulp Fiction. Não quero desmerecer Kill Bill nem B.I., mas é incrivel como hoje em dia falam de Tarantino como se ele tivesse "surgido" a partir de Kil Bill.
Mas não foi Kill Bill que ganhou oscar de melhor roteiro original.

Confesso que fiquei um pouco desapontado com Bastardos Inglórios. Assisti ontem. Tarantino poderia voltar pro laboratório e desenvolver alguma outra fórmula brilhante, pq essa já está batida.

Gu Zapata disse...

Na boa, Bastardos é uma obra-prima sim.

E discordo com sua crítica quanto ao Pitt... a atuação dele estava ótima, cômica ao extremo, real demais para parecer falsete...

Enfim, abraços

Bannoki disse...

para mim a questão do cinema mostra o quando o mestre Tarantino, é um jeito de mostrar um patriotismo voraz. Pois pense só quem não iria revistar o local de extrema importância como o lugar em que o fuhrer iria ficar... umas mulas... é assim que Quentin ve o resto do mundo... alias não é ele que vê assim é o E.U.A... isso fica evidenciado na cena em que o Brad Pitt mostra seu ridículo sotaque, achando que iria passar despercebido... ou o a roupa da noiva em Kill Bill... um exemplo claro, na minha percepção que os E.U.A crêem que são os melhores em tudo até no Kung-fu.

Rodrigo Nogueira disse...

Wallace, confesso que não reparei no detalhe da música. Vou dar uma checada na próxima vez que assistir.
Abç!

Rodrigo Nogueira disse...

Valeu Gu, estão registradas suas discordâncias, só espero que não tenha entendido que achei falsa a interpretação de Pitt...
Outro abraço pra vc!

Rodrigo Nogueira disse...

Bannoki, concordo que muitos americanos, ou melhor, estadunidenses, se julgam superiores, só não acho que seja o caso do Tarantino pois a sátira à seu povo é muito constante em seu trabalho.
Valeu!

Anônimo disse...

vale lembrar que o cinema foi indicado por um militar de alta patente e os alemães estavam de olho nos inimigos, mas não imaginavam que os inimigos já estavam dentro de sua casa....recentemente um casal de "penetras" entrou numa festa oficial na Casa Branca!
então acredito que a idéia do Tarantino não foi tão irreal e impraticável assim!!
as vezes somos muito críticos com relação ao cinema e acabamos esquecendo que erros existem na vida real!!!

marcus disse...

PULP FICTION ! melhor filme de todos os tempos...

Anônimo disse...

Concordo plenamente, o 2º item apontado pelo autor do texto é o que mata o filme. Custaria bolar um desfecho melhor para os Bastardos? O Coronel depois de todo o trabalho que teve faria um acordo tão idiota assim? O final cômico me irritou profundamente.. Ver o Hitler morrendo que nem um fanfarrão no cinema é de amargar.. Tarantino é capaz de muito mais que aquilo ali. Ah, e outra coisa, cadê a violência tão comentada por aí? Eu não vi nada de mais... :(

Anônimo disse...

Alguem sabe de quem é a musica da cena final do filme? Obrigada

Rodrigo Nogueira disse...

Bastero Gondors Rabhia E Tarantella de Ennio Morricone

Everson disse...

Gostei do filme em si, Esperava mais do final, concordo que o acordo no fim foi ridiculo. muito primario , não acredito que alguem confiaria tanto no inimigo, mas recomendo.

Rodrigo Nogueira disse...

É isso aí Everson, não será por isso que deixará de ser um filmaço! Sem dúvida um dos melhores do ano.

Ghost disse...

Faltou ai uma coisa, a atenção ao pormenor que ele deu. Deve ser dos pouco filmes em que os alemães falam alemão, os franceses francês e os americanos inglês.
Sou fã de Tarantino e gostei do filme mas esperava um bocado mais.

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