10 - Obra-prima 9 - Excelente 8 - Muito bom 7 - Bom 6 - Bom, mas recomendado com reservas 5 - Razoável 4 - Mau, mas com alguns méritos 3 - Mau 2 - Muito mau 1 - Horrível 0 - Lixo
Obs: Peguei esta escala de notas da amiga Júnia do blog Vintage
A ideia da lista complementar é a seguinte: como o ano ainda não acabou, há discos sendo lançados e outros que ainda serão, além disso, como sempre escuto discos, há aqueles que escutei após a publicação das listas de indicações que mereceriam estar incluídos nelas. Para corrigir estas faltas, lanço hoje as "Listas Complementares".
Esta é nossa segunda lista.
O rótulo dos estilos musicais estarão linkados às listas, caso o leitor queira consultá-las.
A ideia da lista complementar é a seguinte: como o ano ainda não acabou, há discos sendo lançados e outros que ainda serão, além disso, como sempre escuto discos, há aqueles que escutei após a publicação das listas de indicações que mereceriam estar incluídos nelas. Para corrigir estas faltas, lanço hoje as "Listas Complementares".
Nessa primeira, incluo destaques do ano nos estilos musicais já publicados, ou seja: JAZZ, AMBIENT, ROCK PROGRESSIVO, BLUES, BLUES ROCK e HARD ROCK.
O rótulo dos estilos musicais estarão linkados às listas, caso o leitor queira consultá-las.
Música ambiente é um estilo fácil de identificar, mas difícil de definir. Veja o que diz a respeito a Wikipedia:
"Música Ambiente é um gênero musical que incorpora elementos de vários outros estilos - que incluem Jazz, música eletrônica, new age, música contemporânea (música clássica moderna) e até ruído. É identificável, acima de tudo, por dar um "clima", uma atmosfera sutil e envolvente formada a partir de poucos elementos."
Como tivemos vários lançamentos legais desse estilo musical esse ano, para a lista não ficar muito grande, resolvi não incluir os discos de Dark Ambient, nem de Drone, ambos ficarão para uma futura lista mais específica.
Segue abaixo as dicas de bons lançamentos deste ano nesse estilo musical:
Tim Hecker - Ravedeath, 1972
Grouper - A.I.A
A Winged Victory for the Sullen - Idem
(Essa capa foi censurada em alguns países)
The Caretaker - An Empty Bliss Beyond This World
El Hadra - Ornaments
Deaf Center - Owl Splinters
The Devin Townsend Project - Ghost
Sean McCann - The Capital
Arms and Sleepers - The Organ Hearts
Carbon Based Lifeforms - Twentythree
Steve Roach & Brian Parnham - The Desert Inbetween
Balam Acab - Wander / Wonder
Robin Guthrie & Harold Budd - Bordeaux
Leyland Kirby - Eager to Tear Apart The Stars
Anthony Paul Kerby & Thomas Weiss -Distant Shadows
Falar do inglês Brian Peter George St. Jean le Baptiste de la Salle Eno é uma tarefa difícil se for levado em consideração que ele foi a mente por trás de diversos gêneros musicais como o glam rock, o new wave, música ambiente; de diversos artistas e bandas como Roxy Music, Talking Heads, David Bowie, David Byrne, U2, etc.; além de ser respeitado no mundo erudito com seu minimalismo tão bom quanto o de Phillip Glass por exemplo.
Produziu um sem número de novos artistas e promoveu vários eventos que estimularam artistas underground. Fora tudo isso, foi um dos pioneiros no uso e no descobrimento de novas técnicas para o sintetizador e teclados em geral.
Dá para afirmar sem medo de errar que Brian Eno é uma das figuras mais importantes da música do século XX para cá.
O objetivo de hoje é tratar de seu álbum Ambient 1: Music For Airports, de 1978. Desde 1975, Eno flertava com a ideia que a partir deste ponto seria conhecida como música ambiente. A coisa consistia que “a música poderia até ser ignorada e, ao mesmo tempo, teria de ser interessante”. Com essa premissa fez um álbum manifesto onde expõe seu conceito.
Quatro peças sem formato definido entram e saem de foco de modo glacial e fantasmagórico mas de tonalidade bem construída.
Audição Comentada
Meus destaques em vermelho
01 – 1/1
Um simples fraseado do piano é repetido inúmeras vezes e alguns acordes graves ressoam ao fundo. Após 2 minutos, o fraseado do piano sofre uma leve variação. As sutis variações da melodia seguem no decorrer, mas o clima nunca muda. Acordes crescentes em tom e força também montam o clima. A partir do sétimo minuto, há uma grande reviravolta: entra uma bateria jazzística e um sampler de sax tenor tocando intervalos progressivos em cima do arranjo inicial criando um contraponto estilístico. Próximo aos 10 minutos, retornamos à calma inicial mas o sax e a bateria apontam abruptamente, rapidamente são banidos e o arranjo inicial impera. Aos 12 minutos surgem acordes abertos que preenchem o ambiente, mas são fugazes. A música termina na tônica concluindo em repouso.
02 – 2/1
A linha melódica simula vozes humanas sobrepostas e monta acordes. Não tem acompanhamento, há um entrelaçamento de sons e pausas. Algumas discretas dissonâncias, no todo, a consonância prevalece.
03 – 1/2
Agora o piano parece querer ousar um pouco mais na construção da música. As “vozes” compõem a harmonia. Um acorde arpejado é o centro da peça, possivelmente de sétima, dá um sentimento de incompletude, mas não foge do tom.
04 – 2/2
Um baixo contínuo, notas com timbres metálicos em diversas alturas se apresentam como se disputassem a supremacia. Uma nota agudíssima aparece eventualmente e espeta como uma agulha os tímpanos, mas ela é quase subliminar, portanto contraditória. As pausas têm caráter fundamental e são a válvula de escape da tensão.
Texto: Rodrigo Nogueira Fonte Histórica: Wikipédia Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer
Fui, por seis anos professor de teoria e percepção musical, história da música e saxofone.
Hoje sou administrador de empresa e estudante de filosofia na USP