Formada em 1976, essa banda punk londrina tinha na liderança uma moça de nome Poly Styrene (?!), e claro, “botavam pra quebrar!”
Marion Elliott (Poly Styrene) decidiu formar uma banda após se empolgar com o som dos Sex Pistols. Viu que a estética deles era perfeita para poder expressar suas frustrações e esfregar na cara das “patricinhas” de plantão que o cérebro também fazia parte do corpo de uma mulher. Decidiu pregar contra as futilidades e o consumismo, mas sempre de forma bem-humorada e provocadora.
Fizeram parte da formação inicial da banda, além de Poly, Jak Airport (guitarra), Paul Dean (baixo), BP Hurding Paul (bateria) e Lara Logic (na verdade Whitby Susan), no saxofone. Começaram fazendo a alegria da moçada se apresentando no clube punk The Roxy ao lado de grupos como Buzzcocks e Wire. Causaram tanta publicidade que logo foram contratados por uma gravadora e lançaram o single Oh Bandage Up Yours, que começa com a seguinte frase: "Algumas pessoas pensam que as meninas devem ser vistas e não ouvidas - bem, eu acho, oh bondage, up yours!”
O line-up original durou até 1978, quando substituíram a saxofonista por Rudi Thomsom e aí lançaram o relevante álbum “Germ Free Adolescents”, considerado pelo The Guinness Encyclopedia of Popular Music como o oitavo melhor álbum de punk de todos os tempos e é um trabalho dos que melhor resume a vida de um jovem no final da década de 1970. O grupo não foi muito prolífico e lançou apenas 4 álbuns, sendo 2 ao vivo, mas marcaram sua época e deixaram seus nomes escritos na história da música!
Germ Free Adolescents (1978)
Download: Germ Free Adolescents
Curiosidades do álbum
- Música nova combinando elementos de Patti Smith e Sex Pistols.
- As letras dizem que as pessoas devem ser genuínas e cândidas num mundo de irrealidades, são apaixonadas e convincentes.
- Apesar da capa datada, seu conteúdo ainda é atual.
- Styrene logo deixaria de ser punk. Depois de ter uma “visão” passou a fazer músicas mais açucaradas e depois se retirou e foi se aprofundar na doutrina krishna.
Audição comentada:
Meus destaques em vermelho
01 – Art-I-Ficial
Poly anuncia a música e a banda logo se apresenta. O vocal é vigoroso. O sax faz rápidas passagens e no solo vem dobrado e todo atravessado fazendo um fraseado primário.
02 – Obsessed With You
A banda pisa no acelerador, porém a fórmula é mais ou menos a mesma. O sax atravessa direto! Avança algumas vezes e chega atrasado em outras, caos! A voz é muito legal! Bem “espoleta”.
03 – Warrior In Woolworths
Agora é a voz que está dobrada. O rítmo desacelera e a música toma aspectos infantis e o sax continua aquela “beleza”.
04 - Let’s Submerge
O vocal volta a se sobressair com força e subindo as notas. O saxofonista acerta uma, ufa! O fraseado continua simples, mas agora fica legal e bem tocado. A guitarra faz bom papel.
05 – I Can’t Do Anything
Depois da apresentação da banda o sax entra com um timbre bizarro dobrando a melodia executada pela cantora e depois parte para um stacatto safado de poucas notas. O canto mostra muita influência de Johnny Rotten dos Pistols.
06 – Identity
Um grito inicial, que soa como um prenúncio de Cindy Lauper, introduz a música e é seguido do sax gravado em primeira e terça da escala. Mais uma faixa interessante.
07 – Genetic Engineering
Com um riff forte na guitarra e um arranjo muito influenciado por Sex Pistols. Bom trabalho da bateria. O vocal é alucinante e o sax defende bem o solo.
08 – I Live Off You
Johnny Rotten de saias cantando!! Pra que dobrar o sax?? O som fica uma m… Mesmo assim a música é legal.
09 – I Am A Poseur
Puts, sem querer fazer heresia, mas o riff dessa música lembra bem algo do começo do Iron Maiden! Só faltou o Steve Harris cavalgando no baixo.
Ecos na guitarra e uma pseudo-balada. Maldito teclado porcaria!
11 – Plastic Bag
Do caralho!!!!!! (desculpem o excesso… é que entrei no clima) Muito zoada. Adorei conhecer a tal da Poly Styrene.
12 – The Day The World Turned Day-Glo
Hahaha, Poly nem deixa o saxofonista terminar seu fraseado e já atravessa soltando o gogó, muito divertido! UUUoooOOUoOOUUUUOU o saxofonista é uma vergonha, mas ficou muito engraçada essa mistura, valeu!
Texto: Rodrigo Nogueira
Fonte Histórica: Wikipédia
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