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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Lançamentos Interessantes de 2011 - JAZZ


Nesse rápido post, deixo algumas recomendações de discos interessantes lançados em 2011. O estilo musical desta vez é o Jazz. Abaixo da capa do disco segue o gênero ou sub-gênero musical. Boa viagem!

Matana Roberts - Coin Coin, Chapter 1
Avant-Garde
Peter Evans Quintet - Ghosts
Avant-Garde
Matthew Halsall - On The Go
Modal
Mostly Other People Do The Killing - The Coimbra Concert
Bebop, Avant-Garde
(a capa do disco é idêntica ao do clássico Koln Concert de Keith Jarrett)
Hiromi - Voice
Fusion
Fire! With Jim O'Rourke - Unreleased?
Avant-Garde, Free
Thundercat - The Golden Age Of Apocalypse
Fusion, Nu
Submotion Orchestra - Finest Hour
Nu
Mathias Eick - Skala
?
Avishai Cohen - Seven Seas
?
John Zorne - Nova Express
Avant-Garde, Free
Marcin Wasilewski Trio - Faithfull
?
David S. Ware, Cooper Moore, William Parker, Muhammad Ali - Planetary Unknown
Free
Leszek Mozdzer - Komeda
?
Austin Peralta - Endless Planets
Piano
Iiro Rentala - Lost Heroes
Neoclassicismo
Gutbucket - Flock~
Avant-Garde
Vinícius Cantuária & Bill Frisell - Lágrimas Mexicanas
Latino, Brasileiro
Vijay Iyer with Prasanna & Nitin Mitta - Tirtha
Piano
Baaba Kulka - Baaba Kulka
Nu
Por enquanto é isso pessoal! Em breve novas listas de gêneros diferentes. Mas e aí, gostaria de comentar algum ou indicar outros? Fique a vontade, utilize os comentários!

Até a próxima!

sábado, 24 de setembro de 2011

Return to Forever!


Sim, saudade. De escrever, do blog. Saudade de você!

Cá estou eu com um artigo difuso, honesto... Com tempo, e quem sabe: return to forever!

FUSION

A ousadia de misturar R&B, Funk, Rock e Jazz coube primeiramente ao gênio criador de Miles Davis. Seus  colaboradores e discípulos ampliaram a sonoridade do estilo com ritmos orientais, latinos, música clássica, etc. Seus admiradores desenvolveram o conceito do rock progressivo e seus diversos desdobramentos que vem ocorrendo até hoje.

Para se tocar Fusion, uma coisa é essencial: você tem que dominar totalmente seu instrumento, de preferência ser um virtuose. Principalmente por causa disso, os grupos de Fusion, em sua maioria podem ser considerados "supergrupos". Não no sentido que se dá hoje em dia ao termo, que nada mais é do que a reunião de (ex) membros de bandas famosas, mas no sentido de reunir músicos que são verdadeiros monstros e referências para os instrumentos que tocam.

Um dos exemplos mais evidentes de supergrupo, sem dúvida é o Return To Forever.

RETURN TO FOREVER

Vindo diretamente da incubadora do Fusion, de seu marco zero: algo entorno de In A Silent Way e Bitches Brew (ambos discos de Miles Davis), o pianista/tecladista/arranjador Chick Corea resolve sair da enorme sombra de Davis e colocar em prática suas ideias musicais com um grupo próprio. Em 1972 surge o fantástico Return To Forever.

Formado inicialmente por Corea (teclado, piano), os brasileiros Airto Moreira (bateria, percussão) e Flora Purim (vocal, percussão), Joe Farrell (sax, flauta) e o jovem fenomenal baixista Stanley Clarke, o grupo trilhou o caminho do Fusion com ênfase maior no som latino.

O supergrupo encerrou suas atividades em 1977, mas retornou a ativa em 1983 até resolver parar de novo em 2007, embora tenha realizado vários revivals nesses períodos de ausência. No decorrer do tempo, sofreu diversas mudanças em sua formação e proposta musical. Confira abaixo sua estelar lista de membros:

Chick Corea (teclado, piano) 1972 até hoje
Flora Purim (vocal) 1972-73
Joe Farrell (sax, flauta) 1972-73; 1977
Stanley Clarke (baixo) 1972 até hoje
Airto Moreira (bateria, percussão) 1972-73
Bill Connors (guitarra) 1973
Steve Gadd (bateria) 1973
Mingo Lewis (percussão) 1973
Lenny White (bateria) 1973-76; 1983 até hoje
Earl Klugh (guitarra) 1974
Al Di Meola (guitarra) 1974-76; 1983 até hoje
Gayle Moran (vocal, teclado) 1977
John Thomas (trompete) 1977
James Tinsley (trompete) 1977
Jim Pugh (trombone) 1977
Harold Garrett (trombone) 1977
Gerry Brown (bateria) 1977
Ron Moss (trombone)1977
Frank Gambale (guitarra) 2010 até hoje
Jean-Luc Ponty (violino) 2010 até hoje

O grupo passou por dois longos hiatos: 1977-82 e 1984-2007


WHERE HAVE I KNOWN YOU BEFORE




Para quem quiser conhecer o grupo, talvez uma excelente porta de entrada seja este álbum. Lançado em 1974, Where Have I Known You Before foi o primeiro a contar com a prodigiosa participação do incrível guitarrista de apenas dezenove anos Al Di Meola. O line up completo do disco é:

Chick Corea (teclado, órgão, sintetizador, percussão)
Stanley Clarke (baixo, órgão)
Lenny White (bateria, percussão)
Al Di Meola (guitarra, violão, violão 12 cordas)

O disco começa com a extraordinária Vulcan Worlds, uma eletrizante faixa iniciada pelo piano elétrico de Corea com um tema de arpejos ascendentes e limpos contrabalançados pela guitarra distorcida e suja de Di Meola. A cozinha estelar formada por Clarke e White é frenética e carregada de groove - a quebradeira rítmica na sequência serve de pano de fundo para os fraseados em diversos timbres de sintetizadores e dos solos de guitarra. Aliás, temos um excepcional solo de baixo no miolo da música. Essa é para ouvir dez vezes para curtir e observar cada instrumento individualmente - espetacular!

O disco apresenta algumas vinhetas introdutórias executadas individualmente por Corea que são: Where Have I Loved You Before, Where Have I Danced With You Before e Where Have I Known You Before.

A faixa The Shadow Of Lo é aberta com uma bela e lenta melodia que após longos minutos de pura curtição é transformada em um fusion acelerado para depois tornar-se cadenciada e sincopada, um verdadeiro caleidoscópio sonoro.

O destaque final é a épica Song To The Pharoah Kings que demonstra a criatividade e alcance da banda.

Um disco excepcional, vale a pena ter na sua discoteca! Quer um aperitivo? Segue abaixo na íntegra a faixa Vulcan Worlds.




Até a próxima postagem!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Mingus - Joni Mitchell


Série Álbuns Históricos de 1979 - 32/43

Ficha corrida da moça:
Nome completo: Roberta Joan Anderson
Nacionalidade: canadense
Período de atividades: 1965 até hoje
Estilo/Gênero: Folk, jazz, world/Folk-jazz, art-rock
Álbuns de estúdio: 19 até a presente data
Site oficialhttp://www.jonimitchell.com/
Line-up do disco: Joni Mitchell (vocal, guitarra), Jaco Pastorious (baixo), Wayne Shorter (sax soprano), Herbie Hancock (piano, teclado), Peter Erskine (bateria), Don Alias (congas), Emil Richards (percussão).

Esta impressionante artista é uma das maiores compositoras da língua inglesa, está no mesmo nível de talento, importância e influência de nomes como Bob Dylan e Leonard Cohen. 

Crosby
Saiu do Canadá, seu país natal, e foi para os EUA percorrer o circuito de bares e casas noturnas para apresentar suas composições folk de alto nível. Munida de seu violão e da voz "de gaivota", segundo David Crosby (do sensacional grupo Crosby, Stills & Nash, que depois ainda receberia a participação de Neil Young), encantou artistas tanto do folk quanto do country, principalmente ao já consagrado David Crosby que resolveu dar uma força para a bela moça, e conseguiu-lhe uma gravadora onde inclusive ajudou a produzir seu primeiro disco em 1968.

Após o lançamento de seu debut, passou a excursionar pelos EUA e recebeu grande apoio popular. A expectativa para o lançamento do segundo álbum foi grande, e aconteceu em 1969, Clouds é seu nome e conta com a arte da capa da própria Mitchell, revelando mais um talento possuído por essa grande artista, o de pintora.


Por Clouds, Mitchell ganhou seu primeiro Grammy de melhor cantora de folk e no mesmo ano de 1970, lança seu terceiro disco: Ladies of the Canyon, que já expandia a sonoridade do folk e flertava com o rock e o pop. A mistura deu tão certo que esse disco foi sucesso comercial e rendeu a cantora seu primeiro disco de ouro. Aí ela resolveu que era a hora de parar. Passou a dedicar-se à pintura e à escrita (colaborava com a revista Melody Maker), mas também deu sua contribuição em trabalhos de amigos como James Taylor e Carole King.

Em 1971 veio Blue, um dos discos mais espetaculares de todos os tempos (para mim pelo menos). Totalmente despido de "mecanismos de defesa", é um disco incrível onde a emoção sempre está à flor-da-pele, as letras são comoventes e a sonoridade é limpa (poucos instrumentos, todos acústicos) e cool, sem arroubos desnecessários, uma obra de arte.

Após Blue, Mitchell resolve retornar aos palcos e logo lança mais um disco: For the Roses, na sequência, é introduzida do mundo do jazz e do fusion, e começa um período espetacular de experiências sonoras. Vários discos incríveis foram lançados, que chamaram a atenção do grande mestre jazzista Charles Mingus. Mingus a convidou para trabalhar em um de seus projetos, mas infelizmente morreu no meio do processo. Joni seguiu  o trabalho com a colaboração do mestre do baixo elétrico Jaco Pastorious (seu namorado) e da lenda viva Herbie Hancock. Assim surgiu Mingus, o disco histórico de hoje.

Leituras relacionadas:

Joni Mitchell
Outras:



Mingus (1979)

Cotações da crítica especializada:
All Music Guide (0 a 5): 3,5
Robert Christgau: C+

Escute o disco aqui:




Faixas/Destaques:

01 - Happy Birthday
02 - God Must be a Boogie Man
03 - Funeral
04 - A Chair in the Sky
05 - The Wolf that Lives in Lindsey
06 - I's a Muggin
07 - Sweet Sucker Dance
08 - Coin in the Pocket
09 - The Dry Cleaner from Des Moines
10 - Lucky
11 - Goodbye Pork Pie Hat

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Morning Dance - Spyro Gyra


Série álbuns históricos 1979 - 12/43

O Spyro Gyra é um grupo de fusion que surgiu nos Estados Unidos em meados da década de 70 que atingiu sucesso comercial e gravou uma grande quantidade de discos. Seu som é influenciado pelo smooth jazz, R&B, funk e pop.
Os amigos Jay Beckenstein e Jeremy Wall se reencontraram após terminarem o curso universitário na cidade de origem de ambos: Buffalo. Como os dois trilharam o caminho da música, resolveram se juntar para jams na noite da cidade. Os temas giravam em torno do R&B, pop e jazz. Incorporaram outros músicos, acrescentaram uma sonoridade esotérica e formaram o Spyro Gyra. O nome foi ideia de Beckenstein que havia feito faculdade de biologia - spirogyro é um tipo de alga verde (lembra da música do Jorge Ben? "É um bichinho bonito, verdinho, que dá na água...").
Conforme aconteciam as apresentações, a banda foi crescendo até chamar a atenção de uma pequena gravadora que resolveu apostar no grupo. Sendo assim, em 1977 lançaram o primeiro álbum que, no ano seguinte ficaria entre os Top 40 dos álbuns de jazz.
Vários integrantes passaram pelo grupo, músicos de funk, disco, jazz, pop, R&B, etc., e levaram consigo toda essa variedade sonora transformando o Spyro Gyra num grupo original de influências diversas.
Apesar de já terem conquistado o respeito no meio musical com o lançamento do primeiro disco, faltava o sucesso, e ele veio com uma forte divulgação da gravadora (agora a forte MCA) e com o lançamento do álbum Morning Dance. Assim conquistaram os EUA e a Europa.
Então, sem mais delongas, vamos a ele: Morning Dance, nosso álbum histórico de hoje.

Morning Dance (1979)

AUDIÇÃO COMENTADA

Meus destaques em vermelho 

01 - Morning Dance
Violão, percussão, xilofone. Um tema latino capitaneado pela bela melodia do sax alto.
 
02 - Jubilee
Guitarra e baixo cheios de groove. Metais em profusão e sax alto a toda. Solos de sintetizador, sax alto, guitarra e baixo. Demais, pusta som!
 
03 - Rasul
Um delicado tema solado em sax soprano e depois pelo tenor. Intervenções de uma inusitada trompa.
 
04 - Song For Lorraine
Um fusion típico à lá Weather Report. Ritmo quebrado e complexo - walking bass!

05 - Starburst
Teclado em tom de strings. Guitarra sincopada e sax alto esmirilhando. Os teclados assumem vários timbres no decorrer da música. No meio, temos uma cadenciada para depois retomar com tudo na percussão!
 
06 - Heliopolis
Ritmo mais convencional, de pegada mais leve. Longo solo de teclado. Trabalho econômico na percussão. Boa, mas inferior às demais. 
 
07 - It Doesn't Metter
Pela primeira vez vozes no arranjo. Destaque para a guitarra. Belo encadeamento de acordes da harmonia.

08 - Little Linda
A percussão já anuncia que a coisa vai pegar fogo. O sax mostra um agradável tema. O teclado com timbre de piano também marca boa presença abrindo para o solo do xilofone. Quase um sambinha.
 
09 - End Of Romanticism
Os metais abrem com peso e o teclado sola na sequência em andamento acelerado. Após nova intervenção dos metais, o andamento desacelera e a harmonia destaca primeiro a trompa e depois a guitarra que apresenta um belo solo. 
Texto: Rodrigo Nogueira
Fonte histórica: Wikipedia

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Street Life - The Crusaders


Série Álbuns Históricos: 1979 - 3/43

Oriundos do Texas, três amigos de escola resolvem formar um grupo de jazz, Os Swingsters. A coisa não deu muito certo por lá, então em 1961 foram tentar a sorte na California e mudaram o nome da banda para The Jazz Crusaders. Seu som principal era o jazz, mas gostavam de incorporar outros gêneros como o soul, o R&B.

Os integrantes originais eram o pianista Joe Sample, o baterista Stix Hooper, o saxofonista Wilton Felder e o trombonista Wayne Henderson. Sob o nome  de The Jazz Crusaders, gravaram 19 discos durante o período de 1961 a 1970, dentre os quais cito Stretchin' Out, de 1964, pela gravadora Pacific Jazz.

Sob influência indireta de Miles Davis e de suas experimentações sonoras, resolveram cair com tudo no movimento fusion, que incorporava outros estilos musicais ao jazz tornando-o mais acessível, como o funk e até o pop. Passaram a fazer parte da banda o baixista Robert "Pops" Popwell e o guitarrista Larry Carlton. Como a sonoridade ficou mais "eletrificada", abandonaram as limitações que o nome Jazz trazia e transformaram-se nos Crusaders, mas não se engane, o jazz ainda faria parte da essência do grupo.

O primeiro disco sob o novo nome foi Pass The Plate, de 1971.

Com todas essas mudanças, os Crusaders caíram no gosto popular e passaram a integrar as paradas de sucesso, transformando uma carreira quase underground em algo sólido e duradouro.

Lançando praticamente um álbum por ano, foram se estabelecendo no mainstream agradando tanto aos fascinados pela música dançante dos anos 70, quanto aos ouvintes de jazz (exceção feita aos puristas, é claro) e, em 1976, saiu o ótimo álbum Those Southern Knights, mas o ápice da carreira ainda estava por vir, ainda lançariam mais dois discos antes de chegarem lá.


A obra-prima é o tema central desse artigo, o sensacional Street Life de 1979. Além de ser ótimo por si só, ainda levou o grupo ao seu auge de popularidade, conseguindo a incrível proeza de fazer o jazz voltar a ficar em evidência em uma época em que ele  já estava restrito apenas a um pequeno público especializado.

Quentin Tarantino utilizou a faixa-título no filme Jackie Brown.


Street Life (1979)

Curiosidades do álbum

  • A faixa título é tão poderosa que poderia ter sido lançada como um EP de quatro faixas, com uma versão instrumental, uma para rádio e uma ao vivo embutidas - e ainda ser classificada com um clássico.
  • É composto de canções acessíveis com suficiente conteúdo musical para satisfazer tanto a crítica quanto quem quiser apenas dançar.
  • Entrou para os Top 20 dos Estados Unidos e da Inglaterra e liderou a parada de jazz estadunidense por 20 semanas, um feito inédito até então.
Audição Comentada







Meus destaques em colorido

01 - Street Life
A música começa com um belo smooth jazz capitaneado pelo saxofone. Quando a voz entra, ela é acompanhada pelo arranjo de cordas e pelo teclado. O canto é um show à parte. A banda entra cheia de groove e emoldura a melodia. O refrão segue uma linha crescente e recebe a resposta dos metais. Aprecie o belo solo de teclado e de saxofone.

02 - My Lady
O ritmo muda um pouco e conserva o smooth jazz. O saxofone domina a melodia, mas cede o primeiro solo para o teclado. No segundo, defende sem quebrar a harmonia vigente e nos conduz novamente ao refrão onde constatamos a presença de um arranjo vocal.

03 - Rodeo Drive
O baixo se apresenta com mais vigor usando bastante as cordas mais finas do instrumentos e conduz o ritmo. O saxofone nos presenteia com uma bela melodia. A guitarra semi-acústica vem como um presente, solando. Extremamente agradável, baita som!

04 - Carnival Of The Night
A apresentação é feita pelo teclado. A guitarra dobra com o saxofone a melodia, fazendo um bom contraste. O solo é dado para a guitarra, que o executa fazendo uso de distorção, sem grandes floreios, seco, mas belo. A guitarra prepara para o solo de teclado que mantém a mesma linguagem e clareza nas notas. Após uma breve participação do baixo, o tema é retomado.

05 - The Hustler
O tema dessa não empolga, mas é muito bem executada. Já o solo de sax é ótimo.

06 - Night Faces
Mais um agradável tema para fechar este ótimo disco. Obrigatório!








Texto: Rodrigo Nogueira
Fonte Histórica: Wikipédia 
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer


Quer sugerir um artista, banda ou compositor para participar da Série "A Pedidos" e ainda ter seu blog/site divulgadoclique aqui!

sábado, 3 de abril de 2010

Herbie Hancock

HerbieHancock

SÁBADOS DE JAZZ APRESENTA:
HERBIE HANCOCK

Seus pais eram músicos, começou a tocar na igreja… – ou seja, a mesma história de sempre. Só um detalhe: Herbie não gostava de jazz, ele tocava música clássica!

Herbert Jeffrey Hancock, nasceu dia 12 de abril de 1940 em Chicago, EUA e é pianista/tecladista e compositor. Criança-prodígio, começou aos 7 anos e aos 11 já tinha no currículo apresentações do Concerto em Ré Menor para piano de Mozart e composições de Mendelssohn, Chopin e outros autores de música clássica. Aos 13 anos de idade teve sua primeira experiência com o jazz quando ouviu um trio formado por colegas da escola de música que cursava. Ao concluir o segundo grau, seu interesse por tecnologia o levou a se matricular na faculdade de engenharia, mas não tardou muito e sua paixão musical o conduziu para a transferência para a faculdade de música, na qual é formado.

Sua maior influência, em suas primeiras composições, era o mestre Bill Evans, mas em seus improvisos, já mostrava um estilo particular. No final de 1960, foi convidado para substituir o pianista do grupo do trompetista Donald Byrd e foi excursionar em Nova York. Lá realizou sua primeira gravação, acompanhando o saxofonista e colega de grupo Pepper Adams, o disco chama-se Out Of This World. Em 1961, finalmente gravou seu primeiro disco como líder: Takin’ Off, e sua música combinava o talento de Bill Evans, a energia de Bud Powell, a flutuação rítmica de Wynton Kelly e o sabor funk de Horace Silver.

Quando gravou seu segundo disco, contou com o baterista de 17 anos Tony Williams, que também tocava na banda de Miles Davis. Quando Miles precisou de um novo pianista, Williams indicou Herbie, que imediatamente foi contratado e ajudou a formar o melhor grupo de jazz dos anos 60, que era composto, além de Miles, Hancock e Williams, pelo saxofonista Wayne Shorter e pel0000012399cd98d3b427bc7d007f000000000001.Round midnighto baixista Ron Carter (p.q.p.!!). O grupo ficou junto até 1968.

Hancock compôs para o cinema e sua maior proeza nessa área foi a trilha sonora do filme Round Midnight (em que também atuou), que lhe rendeu um Oscar por trilha sonora e outro de melhor ator ao seu colega e amigo, o saxofonista Wayne Shorter.

Até aqui, a carreira de Herbie só recebia elogios, mas influenciado por Miles Davis, quis ampliar seu espectro musical incluindo equipamentos eletrônicos em seus arranjos e flertando muito com outros gêneros, como o rock, o pop, a disco, etc; chegando até a emplacar clipes na MTV. Foi repetidas vezes chamado de “vendido”, respondia que queria usar sua influência para incentivar o multiculturalismo.

Na década de 1980, ele se apresentou e gravou com músicos brasileiros como Tom Jobim, Milton Nascimento, Gal Costa e Dori Caymmi.

Em 1998, surpreendeu a todos ao lançar o álbum Gershwin’s World, elegante projeto dedicado ao centenário deste compositor clássico.

Herbie Hancock é um músico eclético, mas acima de tudo, um jazzista que não tem medo de ousar.

Quero fazer tudo que for possível para me tornar uma força de incentivo pelo multiculturalismo”.

Herbie Hancock.

Digamos que essa também é minha intenção com o blog Sons, Filme & Afins.

EM AÇÃO!

AUDIÇÕES

2007_0827_HerbieHancock

Do disco Jazz Profile:

01 – Cantaloup Island

02 – Empty Pockets

03 – Eye Of The Hurricane

04 – I Have A Dream

05 – Jack Rabbit

Fonte: Coleção Folha Clássicos do Jazz, Nº 2

sábado, 26 de dezembro de 2009

Chic Corea

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SÁBADOS DE JAZZ APRESENTA:
CHIC COREA

Armando Anthony “Chic” Corea (Chelsea, 12 de junho de 1941) é um pianista e tecladista de jazz norte-americano e um compositor bastante conhecido por seu trabalho na década de 70 no gênero chamado jazz fusion, apesar de ter contribuições significativas para o jazz tradicional.

Participou da criação do movimento electric fusion como membro da banda de Miles Davis na década de 60, e, nos anos 70, fez parte do grupo Return To Forever.

539w[1] Return To Forever

Continuou a buscar outros colaboradores e a explorar vários estilos e gêneros musicais nos anos 80 e 90. Entre os pianistas de jazz, Corea é considerado um dos mais influentes, desde Bill Evans (junto com Herbie Hancock, McCoy Tyner e Keith Jarrett). Também é conhecio por ser um promotor da cientologia.

Site Oficial

Prêmios Grammy

1975 – Melhor performance de jazz instrumental (junto com o Return To Forever)

1976 – Melhor arranjador de música instrumental e melhor performance de grupo de jazz

1978 – Melhor performance de grupo de jazz

1979 – Melhor performance de grupo de jazz

1981 - Melhor performance de grupo de jazz

1988 – Melhor performance instrumental de R&B

1989 – Melhor performance de grupo de jazz

1999 – Melhor solista de jazz instrumental

2000 – Melhor performance instrumental de jazz

2001 – Melhor arranjador instrumental

2007 – Melhor álbum instrumental de jazz e Melhor álbum instrumental no Grammy latino

2009 – Melhor álbum de jazz instrumental

2010 – foi indicado em várias categorias.

AUDIÇÕES E ANÁLISES

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Obs.: Devido ao período de festas, não houve tempo hábil para as análises musicais, mas seguem as faixas para ouvir. Logo voltarão as análises. (Rodrigo)

Straight Up And Down

Lenore

Nite Sprite

Matrix

NÃO SE ESQUEÇAM! SÁBADO É DIA DE JAZZ NO BLOG!!

TORNE-SE UM SEGUIDOR !

Fontes: Wikipedia e site oficial de Chic Corea

té mais!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Aja – Steely Dan (1977)

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Steely Dan -- é uma banda americana de jazz fusion e acid jazz, centrada na dupla Walter Becker e Donald Fagen. O grupo ganhou popularidade nos anos 70, quando fez seis álbuns juntando elementos do jazz, rock, funk, R & B e pop.
Inicialmente rock, sua música absorveu complexas estruturas e harmonias com influências do jazz. O nome da banda se refere a um livro de William Borroughs. Além de Fagen (piano, teclados e vocal) e Becker (baixo e guitarra), a banda original tinha Denny Dias (guitarra), Jeff "Skunk" Baxter (guitarra e percussão), Jim Hodder (bateria) e David Palmer (vocal) . O grupo fez turnês de 1972 a 1974, mas de 1975 a 1980 se retirou dos palcos para trabalhar unicamente em estúdio. Depois de uma pausa que durou até 1993, atendendo a pedidos, Fagen e Becker voltaram a se reunir e a se apresentar nos EUA, lançando um disco Alive in America em 1994. Em 2000, a dupla lançou Two Against Nature, primeiro disco com inéditas em 20 anos, ganhando quatro Grammys em 2001.

Walter Becker e Donald Fagen
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Aja (1977)

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Faixas
01
Black Cow
02
Aja
03
Deacon Blues
04
Peg
05
Home At Last
06
I Got The News
07
Josie



 Aja é a obra-prima do grupo. Já com seu som definido. Seguindo na esteira do Weather Report e outros, mas com originalidade.
Para conhecer mais de Weather Report, clique no link abaixo:
É um trabalho dividido em duas sonoridades: as faixas Black Cow, Aja e Deacon Blues São jazz fusion (jazz + rock + pop), e outras como Peg, Home At Last, I Got The News e Josie São acid jazz (jazz + funk + disco + R & B).
A qualidade dos arranjos, que reunem 30 dos melhores músicos de estúdio da época, é irrepreensível.
Para os padrões dofusion e do acid, o Steely Dan, até que é light. Para os padrões do pop, são sofisticadíssimos.

Black Cow
00:00 - a guitarra dá o tom e o baixo faz a marcação junto com uma bateria; 00:20 - Entra o vocal de Fagen embasado pela guitarra iniciando os compassos, e pelas backing vocals; 01:00 - refrão com um belo trabalho de vozes ; 01:23 o teclado e os sopros  ficam no contracanto até a volta da estrofe; 02:35 – os sopros fazem a ponte para o solo de teclado em 02:45, culminando no refrão em 03:30; 03:52 -- belíssimo solo de sax tenor do monstro Wayne Shorter, finalizando a música em 05:09.
Aja
Ponto alto do disco, inicia com acordes de teclado, a guitarra principal em contracanto e a outra fazendo segunda voz; 00:37 - Há uma mudança de andamento e a presença da percussão onde o tema principal é apresentado; 01:06 - Volta o primeiro tema , introduzido pela guitarra e teclado, e tudo é retomado; 02:15 - Intervenções de acordes de guitarra e teclado fazem a "cama" em 03:08 para que tenhamos um primoroso solo de guitarra totalmente limpa (sem distorção); 04:43 - a bateria pega fogo com um jazz extremamente complexo e o sax tenor voa por cima da harmonia com improvisos quase de be bop em 05:34, quando recua novamente trazendo, a serenidade do primeiro tema em 05:47; 06:56 - após o refrão, a bateria volta a quebrar o ritmo e, junto com uma marcação do teclado, finaliza a música de forma quente em 07:59.

Deacon Blues
00:00 - acordes de guitarra, e bateria no prato condução intruduzem a história de um músico fracassado, cantada por Donald Fagen; 00:14 - Início da estrofe levada em compasso 4 / 4, típico de rock e andamento médio; 00:46 -- novamente o primeiro tema, só que incrementado com sopros ao fundo; 01:20 - refrão com vocais - "Drink Scotch Whisky all night long and die behind the wheel" (Bebendo Scotch Whisky a noite inteira e morrendo sob o volante ...) ; 02:05 - é retomada a narração da história de Deacon Blue na mesma harmonia levando novamente ao refrão,  e em 03:54 - temos um arranjo crescente nos metais que inspiram o solo de sax belo e comedido; 04:53 - O final da deprimente história e 06:00 o fechamento instrumental com a mesma base harmônica até 07:36.
Peg
Ouça:



Abre a sessão acid jazz. 00:00 - O teclado convida a banda que se junta em 00:13 e marca o início do groove com destaque para o baixo; 01:05 - levadas com slaps de baixo tornando o refrão dançante; 01:26 - Ponte para a retomada do arranjo do início mas em vez da voz, um solo de guitarra distorcida até 02:10 onde o vocal reassume o comando e nos leva novamente ao refrão em 02:36 e ele se repete até o final da música em 04:00 com a diferença de contar com os solos de improviso de guitarra.

Home At Last
00:00 - Teclado sincopado dá a entrada para os sopros e para a guitarra, quando em 00:30, temos a deixa para a entrada do vocal dada pela bateria, tudo bem R &B; o teclado passa a marcar o compasso e a guitarra pula para o Contracanto; 00:59 - conhecemos pela primeira vez o refrão, todo cantado em duas vozes; 01:23 - Preparação dos sopros para a retomada do primeiro tema; 02:15 segunda vez do refrão mas com um arranjo de sopros levemente diferente; 03:01 - Temos uma quebra de andamento liderada pelos sopros; 03:09 inicia o solo de teclado com um som de órgão sintetizado típico dos anos 70; 03:16 - a harmonia original retorna, mas permanece o solo; em 03:30 ouvimos um solo de guitarra limpa trabalhado principalmente nas cordas graves quando em 04:00  temos novamente o refrão só que o solo de guitarra permanece e conta com o peso dos sopros em contracanto até que em 04:37 ela reassume como protagonista e leva a música até o fim em 05:35.
I Got The News
Jazz + Pop descontraído mas sem baixar o nível - Quebrada e bateria swingada - 02:23 - solo de guitarra encaixado no ritmo  irregular e intervenções do teclado.

Josie
00:00 – Guitarra introduzindo em acordes menores; 00:17 bateria funkeada e a  guitarra ajustam a entrada do vocal; 01:03 - guitarra muda para a marcação de compasso quando o refrão se apresenta acompanhado pelas sempre presentes backing vocals em cima da base dada pelo teclado; 01:20 - Volta ao tema e reinicio da harmonia até o refrão; 02:12 Introdução do solo de guitarra que prevalece em 02:30 e vai até 03:01 quando repete-se o refrão, até que em 03:19 volta a introdução de acordes menores  seguido da base  Harmônica sem  o vocal  até o final em 04:31.

Álbum fechado. Opinião? Um dos melhores do ano.

Análise musical: Rodrigo Nogueira
Fonte histórica: Wikipedia

'té mais!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Heavy Weather – Weather Report (1977)

weather-report-956-l[1]

Liderados pelo pupilo ideológico de Miles Davis, Joe Zawinul, o Weather Report é referência de fusion jazz.

Esse estilo foi muito difundido, principalmente nos anos 70 e 80, sendo responsável por uma “modernização” no jazz. O que zangou uma infinidade de puristas.

O que mais irrita os defensores do jazz, é que o fusion o mistura com o rock, gênero responsável pela decadência do jazz no gosto popular.

Se você considerar o tipo de rock que se fazia na época: hard rock, rock psicodélico e outros; já pode imaginar o que saiu desta fusão.

Teclados e efeitos em profusão, solos de guitarra com saxofone, percussão infernal e por aí vai. Mas não pense que é barulhento, não senhor! A qualidade dos músicos, arranjos e composições são primorosos.

Weather Report Live at Shinjuku Kosei Nenkin Hall, 11 Jun 1981

Vários monstros sagrados passaram pelo grupo como o próprio Joe, Wayne Shorter, Jaco Pastorious, Alex Acuña, etc. Até alguns brasileiros célebres como Dom Um Romão e Airto Moreira.

O álbum Heavy Weather é fundamental para a história da música e vem com a marca registrada da banda: a faixa Birdland, que chegou até a virar hit (fato raro para jazz após os anos 70).

As outras faixas são uma explosão de criatividade e perícia nos instrumentos, culminando com a inspirada faixa Havona (veja no vídeo embaixo).

Destaco o som primoroso e agradável do baixo fretless (aquele sem os trastes no braço, veja foto abaixo), executado por Jaco Pastorious.

30230223_1[1]

Se você quer se aprofundar no jazz, mas quer ir aos poucos, sem cair de cabeça, e já passou a etapa do easy listening e do smooth, venha para o Weather Report e o fusion jazz!

 

té mais!

 

 Enciclopédia Básica de Estilos Musicais (Fonte: Wikipedia)

Enka (演歌, Enka?) é um estilo de música japonesa que é uma mistura de sons tradicionais japoneses com melodias ocidentais, principalmente de influência americana. Porém foi criada entre a Era Meiji e Era Taisho, como uma forma de música de protesto.

Ethereal Wave, também chamado de Etheric Wave ou Ethereal, é um termo que descreve um sub-género do rock gótico. É característico deste género de música o uso de paisagens sonoras atmosféricas de guitarra, incluindo efeitos sonoros como eco e delay. Uma outra característica é o uso de vozes femininas enevoadas, celestiais ou murmuradas e uma forte influência de música ambiente.

Eurobeat - versão britânica da "Italo Disco". 1987 - atualmente: Dance music com elementos de Italo Disco produzidos principalmente para o mercado japonês.

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