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terça-feira, 13 de julho de 2010

Nota de Falecimento: Paulo Moura


Faleceu na noite desta segunda-feira (12/07/10), aos 77 anos mais um mestre da música: o compositor, arranjador, clarinetista e saxofonista Paulo Moura.

Famoso pelo seu virtuosismo ao tocar os choros, também mandava bem no jazz, samba e na MPB. Sua marca registrada era o seu clarinete "transparente". Admirado em grande parte do mundo onde representou com extrema dignidade as qualidades e raízes musicais brasileiras.

O vilão foi um maldito linfoma.

Ouça abaixo Paulo Moura em dueto com o virtuose do violão Yamandú Costa.



Adeus mestre!! R.I.P.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Gal Tropical - Gal Costa


Série Álbuns Históricos 1979 - 20/43
Ficha corrida da moça:
Nome completo: Maria da Graça Costa Penna Burgos
Nacionalidade: brasileira
Período de atividades: 1964 até hoje
Site Oficial: http://www.galcosta.com.br/
Estilo/Gênero: Bossa Nova, MPB, Samba
Álbuns de estúdio: 29 até a presente data

Bio - 1ª Parte

Seu interesse pela música surgiu ao ouvir João Gilberto cantar "Chega de Saudade", o marco inicial da Bossa Nova. Algum conhecimento musical veio quando trabalhou em um loja de discos, e a carreira começou quando fez amizade com os namorados de suas amigas Sandra e Dedé, Gilberto Gil e Caetano Veloso respectivamente. 

Disco de estreia de Gal e Veloso
Depois de participar de alguns shows com Gil, Caetano, Bethânia e Tom Zé, foi convidada a gravar junto com Caetano Veloso, o disco de estreia de ambos: 'Domingo', de 1967. Nesse ano, também participou do famoso Festival da Música Popular Brasileira, onde interpretou canções de Gilberto Gil e Renato Teixeira.

Em 1968, integrou o álbum que foi o marco inicial do movimento conhecido como Tropicália (o LP é homônimo ao movimento), que reunia vários artistas com quem tinha afinidades musicais. Nesse momento de sua carreira, trocou a forma doce de cantar, típica da bossa nova, para uma forma mais agressiva advinda da tropicália.

Alguns personagens da novela Gabriela
Depois de conseguir seu primeiro single de sucesso, a música 'Baby' de Caetano Veloso, e de participar como intérprete em mais dois festivais de música popular brasileira, finalmente lança em 1969 seu disco solo chamado 'Gal Costa', em que estão incluídos vários sucessos como 'Baby', 'Divino Maravilhoso', 'Que Pena', etc. No mesmo ano, lança o segundo: 'Gal', com interpretações de músicas de Roberto Carlos (Meu Nome é Gal) e de Caetano Veloso.

A carreira de Gal engrena nos anos seguintes e vários álbuns e shows de sucesso a transformam em uma das melhores intérpretes da MPB. E o fato de participar das trilhas sonoras de algumas novelas (a mais importante entre elas, Gabriela), faz dela uma das cantoras mais conhecidas e apreciadas do Brasil.

Entre 1967, quando lançou seu primeiro álbum "Domingo" e 1979, quando lançou nosso disco de hoje: "Gal Tropical", Gal Costa gravou os seguintes discos solo: "Gal Costa" (1969), "Gal" (1969), "Legal" (1970), "Fa-Tal - Gal a Todo o Vapor" (1971, ao vivo), "Índia" (1973), "Cantar" (1974), "Gal Canta Caymmi" (1976), "Caras e Bocas" (1977) e "Água Viva" (1978).

Gal Tropical (1979)

Escute o disco aqui!



Meus destaques em vermelho


01 - Samba Rasgado
02 - Noites Cariocas
03 - Índia
04 - Estrada do Sol
05 - A Preta do Acarajé
06 - Dez Anos
07 - Força Estranha
08 - Olha
09 - Juventude Transviada
10 - Balancê
11 - O Bater do Tambor
12 - Meu Nome é Gal

Texto: Rodrigo Nogueira
Fonte Histórica: Wikipedia

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Vento de Maio – Elis Regina

elis[1]
Elis Regina, simplesmente a maior cantora que o Brasil já viu.
Durante os anos 70, aprimorou constantemente a técnica e domínio vocal, registrando em discos de grande qualidade técnica parte do melhor de sua geração de músicos.
Patrocinada pele Philips na mostra Phono 73, com vários outros artistas, deparou-se com uma platéia fria e indiferente, distância quebrada com a calorosa apresentação de Caetano Velos: “Respeitem a maior cantora desta terra”. Em julho lançou o álbum Elis.
Em 1975, com o espetáculo Falso Brilhante, que mais tarde originou um disco homônimo, atinge enorme sucesso, ficando mais de um ano em cartaz e realizando quase 300 apresentações. Lendário, tornou-se um dos mais bem sucedidos espetáculos da história da música nacional e um marco definitivo da carreira. Ainda teve grande êxito com o espetáculo Transversal do Tempo, em 1978, de um clima extremamente político e tenso; o Essa Mulher, em 1979, direção de Oswaldo Mendes, que estreou no Anhembi em São Paulo e excursionou pelo Brasil no lançamento do disco homônimo em 1980, sucesso de crítica e público pela originalidade, tanto nas canções quanto nos números com dançarinos amadores, direção de Ademar Guerra e coreografia de Márika Gidali (Ballet Stagium); e finalmente o último espetáculo, Trem Azul, em 1981, direção de Fernando Faro. Data desta época a frase: Neste país só duas cantam: Gal (Costa) e eu. Também desta época (1978) é a gravação do álbum que trago neste post, que trouxe para a cantora o reconhecimento internacional.
Causando grande comoção nacional, faleceu aos 36 anos de idade em 19 de janeiro de 1982, devido a complicações decorrentes de uma overdose de cocaína, tranquilizantes e bebida alcoólica. Foi sepultada no cemitério do Morumbi.
Para saber mais sobre Elis, leia também o post do excelente blog de minha amiga Mara do Pintando Música.
Vento De Maio (1978)
0398[1]
Download:Vento de Maio
OUÇA AS FAIXAS E COMPARE COM A ANÁLISE MUSICAL:
DESTAQUES EM VERMELHO
01 – Vento de Maio
00:00 – um belo arranjo orquestrado e um violão em destaque introduzem; 00:19 – a bela voz da estrela apenas acompanhada pelos arpegios do violão; 00:28 – volta o arranjo, reparem na linha de baixo; 01:13 – o violão fica isolado, após, o arranjo da orquestra com as cordas em stacatto mudam a cara da música para destacar ainda mais a voz que se solta e vai até a região mais alta da mezzo-soprano fazendo um verdadeiro solo; 02:29 – começa um arranjo vocal acompanhado do teclado.
02 – Sai Dessa
Num tom mais descontraído, na cadência do samba, é apresentada a segunda faixa.
03 – Tiro ao Álvaro
00:00 – acompanhada do cavaquinho, uma voz masculina e envelhecida (Adoniram Barbosa, o compositor), abre esse samba de breque; 00:15 – entra Elis. É feito o dueto sustentado pelo regional (cavaquinho, violão sete cordas e percussão). Um clássico da música popular brasileira!
04 – Só Deus Quem Sabe
Easy listening que mostra um lado mais intimista da cantora.
05 – O Que Foi Feito de Vera
Arranjo vocal ascendente ao fundo, o violão e Elis num tom menor. O refrão é exultante, a harmonia é limpíssima; 02:00 – a bateria eleva! Entra mais um monstro sagrado: Milton Nascimento, acompanhem Elis maravilhosa ao fundo. Espetacular! Praticamente uma ode indígena que penetra na alma.
06 – Nova Estação
Bolero moderno, destaque para o xilofone e para as dissonâncias vocais colocadas com extremo bom gosto.
07 – Calcanhar de Aquiles
Latin jazz, reparem o domínio da voz de Elis principalmente no refrão.
08 – Outro Cais
Um canto de ninfa.
09 – Rebento
Elis acompanhada apenas do piano. Vocal contido na maior parte da música.
10 – O Trem Azul
Fenomenal interpretação deste clássico de Lô Borges. A versão definitiva da música.
11 – O Medo de Amar O Medo de ser Livre
Apesar de boa performance, nem Elis consegue salvar essa peça medíocre.
12 – Se Eu Quiser Falar com Deus
Elis canta essa consagrada música de Gilberto Gil prestando homenagem às cantoras antigas da época do rádio, abusando no vibratto.
13 – Aprendendo a Jogar
Funk formidável acrescido do colorido brasileiro, com a participação do grupo vocal Boca Livre e letra irreverente de Guilherme Arantes que brinca com os ditados populares.
Análise Musical: Rodrigo Nogueira
Fonte Histórica: Wikipédia
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer
té mais!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Pausa!!







'té mais!

Enciclopédia Básica de Estilos Musicais
Batucada - Ritmo oriundo dos escravos africanos no Brasil, subgênero do samba.
Batuque - Ritmo executado, em princípio, apenas por mulheres, acompanhado por canto, palmas e percussão.
Bayin - Estilo musical instrumental executado em casamentos, funerais e outros rituais dos habitantes das Ilhas Pescadores em Taiwan.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Jorge Ben (Jor) - Africa/Brasil (1976)

Você conhece o senhor Jorge Duílio Lima Meneses? E o Babulina? E o Jorge Ben? Jorge Ben Jor?
Cidadão brasileiro, nascido no Rio e filho de mãe etíope; Jorge é conhecido no mundo inteiro como o compositor de "Mas que Nada" e admirado por músicos em geral por ser um artista original.
Começou, como quase todos os músicos brasileiros da época, influenciado por João Gilberto e sua bossa-nova, mas como não sabia muito bem fazer aquela "batida nova" no violão (e quase mais nada no instrumento), inventou um jeito novo de tocar e deu vazão a toda a sua musicalidade inata.
Esse disco apresenta um artista já consagrado (com mais de 10 anos de carreira), que praticamente põe um ponto final numa discussão muito inflamada que ocorria na época entre as principais correntes musicais do Brasil: samba e tropicália.
O problema é que os adeptos do samba proclamavam-se detentores da música nacional e julgavam os tropicalistas "colonizados" da música americana com suas guitarras estridentes em lugar do pandeiro e zabumba.
Por outro lado, os tropicalistas achavam que a música tem um caráter universal e evolutivo, que novos instrumentos e ritmos podem muito bem temperar o som típico brasileiro.
Pôs um ponto final pois Jorge trocou seu inseparável violão por uma guitarra e mostrou que sai sim música brasileira desse instrumento. Também porque seu som nesse disco é claramente música brasileira, seja por suas letras (futebol, praia, tradições), seja por seu som (samba, balanço, sambalanço). E surpreendentemente para alguns, essa "brasilidade" aparece justamente com as evidentes presenças de funk e rock.
Talvez você pergunte: Esse disco é de que? Samba, funk, rock...? Jorge responde: é de música brasileira, e da boa!
Escute o clássico Umbabarauma (homem-gol) - http://www.youtube.com/watch?v=fKV9k2ZpEc8

'té mais!

Enciclopédia Básica de Estilos Musicais
Balada - Termo genérico para designar o estilo em andamento lento surgido na Idade Média, com letras compostas por poemas.
Ballata - Genero musical com letras poéticas, surgido na Itália no final do Século XIII.
Bambuco - Estilo musical da região andina colombiana, acompanhado por um violão.
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um refúgio para quem tem a mente aberta, mas opinião própria"

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