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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Street Life - The Crusaders


Série Álbuns Históricos: 1979 - 3/43

Oriundos do Texas, três amigos de escola resolvem formar um grupo de jazz, Os Swingsters. A coisa não deu muito certo por lá, então em 1961 foram tentar a sorte na California e mudaram o nome da banda para The Jazz Crusaders. Seu som principal era o jazz, mas gostavam de incorporar outros gêneros como o soul, o R&B.

Os integrantes originais eram o pianista Joe Sample, o baterista Stix Hooper, o saxofonista Wilton Felder e o trombonista Wayne Henderson. Sob o nome  de The Jazz Crusaders, gravaram 19 discos durante o período de 1961 a 1970, dentre os quais cito Stretchin' Out, de 1964, pela gravadora Pacific Jazz.

Sob influência indireta de Miles Davis e de suas experimentações sonoras, resolveram cair com tudo no movimento fusion, que incorporava outros estilos musicais ao jazz tornando-o mais acessível, como o funk e até o pop. Passaram a fazer parte da banda o baixista Robert "Pops" Popwell e o guitarrista Larry Carlton. Como a sonoridade ficou mais "eletrificada", abandonaram as limitações que o nome Jazz trazia e transformaram-se nos Crusaders, mas não se engane, o jazz ainda faria parte da essência do grupo.

O primeiro disco sob o novo nome foi Pass The Plate, de 1971.

Com todas essas mudanças, os Crusaders caíram no gosto popular e passaram a integrar as paradas de sucesso, transformando uma carreira quase underground em algo sólido e duradouro.

Lançando praticamente um álbum por ano, foram se estabelecendo no mainstream agradando tanto aos fascinados pela música dançante dos anos 70, quanto aos ouvintes de jazz (exceção feita aos puristas, é claro) e, em 1976, saiu o ótimo álbum Those Southern Knights, mas o ápice da carreira ainda estava por vir, ainda lançariam mais dois discos antes de chegarem lá.


A obra-prima é o tema central desse artigo, o sensacional Street Life de 1979. Além de ser ótimo por si só, ainda levou o grupo ao seu auge de popularidade, conseguindo a incrível proeza de fazer o jazz voltar a ficar em evidência em uma época em que ele  já estava restrito apenas a um pequeno público especializado.

Quentin Tarantino utilizou a faixa-título no filme Jackie Brown.


Street Life (1979)

Curiosidades do álbum

  • A faixa título é tão poderosa que poderia ter sido lançada como um EP de quatro faixas, com uma versão instrumental, uma para rádio e uma ao vivo embutidas - e ainda ser classificada com um clássico.
  • É composto de canções acessíveis com suficiente conteúdo musical para satisfazer tanto a crítica quanto quem quiser apenas dançar.
  • Entrou para os Top 20 dos Estados Unidos e da Inglaterra e liderou a parada de jazz estadunidense por 20 semanas, um feito inédito até então.
Audição Comentada







Meus destaques em colorido

01 - Street Life
A música começa com um belo smooth jazz capitaneado pelo saxofone. Quando a voz entra, ela é acompanhada pelo arranjo de cordas e pelo teclado. O canto é um show à parte. A banda entra cheia de groove e emoldura a melodia. O refrão segue uma linha crescente e recebe a resposta dos metais. Aprecie o belo solo de teclado e de saxofone.

02 - My Lady
O ritmo muda um pouco e conserva o smooth jazz. O saxofone domina a melodia, mas cede o primeiro solo para o teclado. No segundo, defende sem quebrar a harmonia vigente e nos conduz novamente ao refrão onde constatamos a presença de um arranjo vocal.

03 - Rodeo Drive
O baixo se apresenta com mais vigor usando bastante as cordas mais finas do instrumentos e conduz o ritmo. O saxofone nos presenteia com uma bela melodia. A guitarra semi-acústica vem como um presente, solando. Extremamente agradável, baita som!

04 - Carnival Of The Night
A apresentação é feita pelo teclado. A guitarra dobra com o saxofone a melodia, fazendo um bom contraste. O solo é dado para a guitarra, que o executa fazendo uso de distorção, sem grandes floreios, seco, mas belo. A guitarra prepara para o solo de teclado que mantém a mesma linguagem e clareza nas notas. Após uma breve participação do baixo, o tema é retomado.

05 - The Hustler
O tema dessa não empolga, mas é muito bem executada. Já o solo de sax é ótimo.

06 - Night Faces
Mais um agradável tema para fechar este ótimo disco. Obrigatório!








Texto: Rodrigo Nogueira
Fonte Histórica: Wikipédia 
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer


Quer sugerir um artista, banda ou compositor para participar da Série "A Pedidos" e ainda ter seu blog/site divulgadoclique aqui!

sábado, 3 de abril de 2010

Herbie Hancock

HerbieHancock

SÁBADOS DE JAZZ APRESENTA:
HERBIE HANCOCK

Seus pais eram músicos, começou a tocar na igreja… – ou seja, a mesma história de sempre. Só um detalhe: Herbie não gostava de jazz, ele tocava música clássica!

Herbert Jeffrey Hancock, nasceu dia 12 de abril de 1940 em Chicago, EUA e é pianista/tecladista e compositor. Criança-prodígio, começou aos 7 anos e aos 11 já tinha no currículo apresentações do Concerto em Ré Menor para piano de Mozart e composições de Mendelssohn, Chopin e outros autores de música clássica. Aos 13 anos de idade teve sua primeira experiência com o jazz quando ouviu um trio formado por colegas da escola de música que cursava. Ao concluir o segundo grau, seu interesse por tecnologia o levou a se matricular na faculdade de engenharia, mas não tardou muito e sua paixão musical o conduziu para a transferência para a faculdade de música, na qual é formado.

Sua maior influência, em suas primeiras composições, era o mestre Bill Evans, mas em seus improvisos, já mostrava um estilo particular. No final de 1960, foi convidado para substituir o pianista do grupo do trompetista Donald Byrd e foi excursionar em Nova York. Lá realizou sua primeira gravação, acompanhando o saxofonista e colega de grupo Pepper Adams, o disco chama-se Out Of This World. Em 1961, finalmente gravou seu primeiro disco como líder: Takin’ Off, e sua música combinava o talento de Bill Evans, a energia de Bud Powell, a flutuação rítmica de Wynton Kelly e o sabor funk de Horace Silver.

Quando gravou seu segundo disco, contou com o baterista de 17 anos Tony Williams, que também tocava na banda de Miles Davis. Quando Miles precisou de um novo pianista, Williams indicou Herbie, que imediatamente foi contratado e ajudou a formar o melhor grupo de jazz dos anos 60, que era composto, além de Miles, Hancock e Williams, pelo saxofonista Wayne Shorter e pel0000012399cd98d3b427bc7d007f000000000001.Round midnighto baixista Ron Carter (p.q.p.!!). O grupo ficou junto até 1968.

Hancock compôs para o cinema e sua maior proeza nessa área foi a trilha sonora do filme Round Midnight (em que também atuou), que lhe rendeu um Oscar por trilha sonora e outro de melhor ator ao seu colega e amigo, o saxofonista Wayne Shorter.

Até aqui, a carreira de Herbie só recebia elogios, mas influenciado por Miles Davis, quis ampliar seu espectro musical incluindo equipamentos eletrônicos em seus arranjos e flertando muito com outros gêneros, como o rock, o pop, a disco, etc; chegando até a emplacar clipes na MTV. Foi repetidas vezes chamado de “vendido”, respondia que queria usar sua influência para incentivar o multiculturalismo.

Na década de 1980, ele se apresentou e gravou com músicos brasileiros como Tom Jobim, Milton Nascimento, Gal Costa e Dori Caymmi.

Em 1998, surpreendeu a todos ao lançar o álbum Gershwin’s World, elegante projeto dedicado ao centenário deste compositor clássico.

Herbie Hancock é um músico eclético, mas acima de tudo, um jazzista que não tem medo de ousar.

Quero fazer tudo que for possível para me tornar uma força de incentivo pelo multiculturalismo”.

Herbie Hancock.

Digamos que essa também é minha intenção com o blog Sons, Filme & Afins.

EM AÇÃO!

AUDIÇÕES

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Do disco Jazz Profile:

01 – Cantaloup Island

02 – Empty Pockets

03 – Eye Of The Hurricane

04 – I Have A Dream

05 – Jack Rabbit

Fonte: Coleção Folha Clássicos do Jazz, Nº 2

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Aja – Steely Dan (1977)

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Steely Dan -- é uma banda americana de jazz fusion e acid jazz, centrada na dupla Walter Becker e Donald Fagen. O grupo ganhou popularidade nos anos 70, quando fez seis álbuns juntando elementos do jazz, rock, funk, R & B e pop.
Inicialmente rock, sua música absorveu complexas estruturas e harmonias com influências do jazz. O nome da banda se refere a um livro de William Borroughs. Além de Fagen (piano, teclados e vocal) e Becker (baixo e guitarra), a banda original tinha Denny Dias (guitarra), Jeff "Skunk" Baxter (guitarra e percussão), Jim Hodder (bateria) e David Palmer (vocal) . O grupo fez turnês de 1972 a 1974, mas de 1975 a 1980 se retirou dos palcos para trabalhar unicamente em estúdio. Depois de uma pausa que durou até 1993, atendendo a pedidos, Fagen e Becker voltaram a se reunir e a se apresentar nos EUA, lançando um disco Alive in America em 1994. Em 2000, a dupla lançou Two Against Nature, primeiro disco com inéditas em 20 anos, ganhando quatro Grammys em 2001.

Walter Becker e Donald Fagen
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Aja (1977)

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Faixas
01
Black Cow
02
Aja
03
Deacon Blues
04
Peg
05
Home At Last
06
I Got The News
07
Josie



 Aja é a obra-prima do grupo. Já com seu som definido. Seguindo na esteira do Weather Report e outros, mas com originalidade.
Para conhecer mais de Weather Report, clique no link abaixo:
É um trabalho dividido em duas sonoridades: as faixas Black Cow, Aja e Deacon Blues São jazz fusion (jazz + rock + pop), e outras como Peg, Home At Last, I Got The News e Josie São acid jazz (jazz + funk + disco + R & B).
A qualidade dos arranjos, que reunem 30 dos melhores músicos de estúdio da época, é irrepreensível.
Para os padrões dofusion e do acid, o Steely Dan, até que é light. Para os padrões do pop, são sofisticadíssimos.

Black Cow
00:00 - a guitarra dá o tom e o baixo faz a marcação junto com uma bateria; 00:20 - Entra o vocal de Fagen embasado pela guitarra iniciando os compassos, e pelas backing vocals; 01:00 - refrão com um belo trabalho de vozes ; 01:23 o teclado e os sopros  ficam no contracanto até a volta da estrofe; 02:35 – os sopros fazem a ponte para o solo de teclado em 02:45, culminando no refrão em 03:30; 03:52 -- belíssimo solo de sax tenor do monstro Wayne Shorter, finalizando a música em 05:09.
Aja
Ponto alto do disco, inicia com acordes de teclado, a guitarra principal em contracanto e a outra fazendo segunda voz; 00:37 - Há uma mudança de andamento e a presença da percussão onde o tema principal é apresentado; 01:06 - Volta o primeiro tema , introduzido pela guitarra e teclado, e tudo é retomado; 02:15 - Intervenções de acordes de guitarra e teclado fazem a "cama" em 03:08 para que tenhamos um primoroso solo de guitarra totalmente limpa (sem distorção); 04:43 - a bateria pega fogo com um jazz extremamente complexo e o sax tenor voa por cima da harmonia com improvisos quase de be bop em 05:34, quando recua novamente trazendo, a serenidade do primeiro tema em 05:47; 06:56 - após o refrão, a bateria volta a quebrar o ritmo e, junto com uma marcação do teclado, finaliza a música de forma quente em 07:59.

Deacon Blues
00:00 - acordes de guitarra, e bateria no prato condução intruduzem a história de um músico fracassado, cantada por Donald Fagen; 00:14 - Início da estrofe levada em compasso 4 / 4, típico de rock e andamento médio; 00:46 -- novamente o primeiro tema, só que incrementado com sopros ao fundo; 01:20 - refrão com vocais - "Drink Scotch Whisky all night long and die behind the wheel" (Bebendo Scotch Whisky a noite inteira e morrendo sob o volante ...) ; 02:05 - é retomada a narração da história de Deacon Blue na mesma harmonia levando novamente ao refrão,  e em 03:54 - temos um arranjo crescente nos metais que inspiram o solo de sax belo e comedido; 04:53 - O final da deprimente história e 06:00 o fechamento instrumental com a mesma base harmônica até 07:36.
Peg
Ouça:



Abre a sessão acid jazz. 00:00 - O teclado convida a banda que se junta em 00:13 e marca o início do groove com destaque para o baixo; 01:05 - levadas com slaps de baixo tornando o refrão dançante; 01:26 - Ponte para a retomada do arranjo do início mas em vez da voz, um solo de guitarra distorcida até 02:10 onde o vocal reassume o comando e nos leva novamente ao refrão em 02:36 e ele se repete até o final da música em 04:00 com a diferença de contar com os solos de improviso de guitarra.

Home At Last
00:00 - Teclado sincopado dá a entrada para os sopros e para a guitarra, quando em 00:30, temos a deixa para a entrada do vocal dada pela bateria, tudo bem R &B; o teclado passa a marcar o compasso e a guitarra pula para o Contracanto; 00:59 - conhecemos pela primeira vez o refrão, todo cantado em duas vozes; 01:23 - Preparação dos sopros para a retomada do primeiro tema; 02:15 segunda vez do refrão mas com um arranjo de sopros levemente diferente; 03:01 - Temos uma quebra de andamento liderada pelos sopros; 03:09 inicia o solo de teclado com um som de órgão sintetizado típico dos anos 70; 03:16 - a harmonia original retorna, mas permanece o solo; em 03:30 ouvimos um solo de guitarra limpa trabalhado principalmente nas cordas graves quando em 04:00  temos novamente o refrão só que o solo de guitarra permanece e conta com o peso dos sopros em contracanto até que em 04:37 ela reassume como protagonista e leva a música até o fim em 05:35.
I Got The News
Jazz + Pop descontraído mas sem baixar o nível - Quebrada e bateria swingada - 02:23 - solo de guitarra encaixado no ritmo  irregular e intervenções do teclado.

Josie
00:00 – Guitarra introduzindo em acordes menores; 00:17 bateria funkeada e a  guitarra ajustam a entrada do vocal; 01:03 - guitarra muda para a marcação de compasso quando o refrão se apresenta acompanhado pelas sempre presentes backing vocals em cima da base dada pelo teclado; 01:20 - Volta ao tema e reinicio da harmonia até o refrão; 02:12 Introdução do solo de guitarra que prevalece em 02:30 e vai até 03:01 quando repete-se o refrão, até que em 03:19 volta a introdução de acordes menores  seguido da base  Harmônica sem  o vocal  até o final em 04:31.

Álbum fechado. Opinião? Um dos melhores do ano.

Análise musical: Rodrigo Nogueira
Fonte histórica: Wikipedia

'té mais!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Recuperando a Modéstia


Pouco modestamente, achava que já tinha ouvido de tudo em termos de música. Como estava enganado!
Humildemente me retrato...
Para compartilhar o quanto estupefato fiquei ao ouvir este disco, transcrevi abaixo, na íntegra: sem edições, faixa por faixa, minhas impressões sobre esse álbum.
Infelizmente, não havia em minha cópia a faixa 09 - The Sound Of Someone You Love Who's Going Away And It Doesn't Matter com 11min e 46s - dita a melhor! Mal posso esperar!

01 - Penguin Cafe Single - Lembra um Beatles orquestrado;
02 - From The Colonies - cravo? Lembra o "Palavra Cantada"/ instrumentos caseiros;
03 - In a Sydney Motel - vocal/violão, melodias em tom + baixo que o vocal, cello? gaita?
04 - Surface Tension - erudito - Rautavaara (pesquisar!), cordas;
05 - Milk - baixo/voz, contrastes - grave/agudo - experimental, rabeca?
06 - Coronation - lamento, cordas, voz feminina, erudito contemporâneo;
07 - Giles Farnaby's Dream - cravo, barroco, latino (?), baixos, bandolin? banjo? ouça aqui!
08 - Pigtail - vento, sintetizador, krautrock;
09 - ??????
10 - Hugebaby - guitarras + cordas, consonante X dissonante, agudíssimos suaves; clique aqui. para ouvir
11 - Chartered Flight - Diggeridoo, acid jazz + clássico com pop!! Pizzicatto.

Psicodélico
Várias contradições
Misturas inusitadas
Criativo ao extremo
 Nunca ouvi nada parecido!
'té mais!

Enciclopédia Básica de Estilos Musicais
Bossa Nova - movimento da música popular brasileira surgido no final da década de 1950 e início da de 1960 na capital fluminense. Impressionismo erudito + cool jazz.
Breakbeat - Acid house + techno + hip-hop + krautrock + funk + dub + música ambiente.
Britpop - Rock alternativo + indie rock + madchester + mod revival + beat + glam rock + punk rock + pub rock.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Mestres do Funk - Parliament


Se você acha que funk é Tati Quebra Barraco ou aquelas porcarias do DJ Marlboro, você está por fora!
Os Parliament são os mestres desse estilo! E mais! O disco Mothership Connection (1976) ainda o aperfeiçoa!
Com a presença do vozeirão de George Clynton, o sax de Maceo Parker e a condução swingada do baixo de Bootsy Collins temos Acid (gênero que mistura funk, disco, R&B com jazz).
Vale lembrar, pra quem não conhece, que Bootsy Collins era o baixista de ninguém menos que James Brown, o pai do funk, e que colaborou para criar as bases do estilo.
Os caras influenciaram o som de muita gente como por exemplo: Red Hot Chilli Peppers, Primus, Jamiroquai, até Snoopy Doggy Dog.
Saiba se você gosta ou não de funk (o verdadeiro!) ouvindo Mothership Connection do Parliament. Clique aqui para experimentar um pouquinho com a faixa "Unfunky UFO".

'té mais!

Enciclopédia Básica de Estilos Musicais
Blues-Rock - estilo musical híbrido que combina elementos do blues com rock and roll, enfatizando a guitarra elétrica.
Bohemian Dub - Hip-hop + dub + funk + pop + klezmer.
Boi - Música folclórica da amazônia.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Choradeira

Coincidentemente, o disco apreciado hoje, também é de soul. Menos funk e mais R&B e gospel que o Earth, Wind & Fire de ontem. Falarei de There's No Place Like America Today - Curtis Mayfield (1975).
Curtis Mayfield era considerado um inovador na música black e influenciou desde Prince a Racionais MC's. Multi-instrumentista, tocava guitarra, baixo, piano, sax e bateria; além de cantor e compositor. Era tido como um porta-voz da comunidade negra pobre norte-americana. Seu trabalho sempre foi muito engajado nas causas de "sua gente". Suas letras são utilizadas até hoje como base para alguns compositores de Rap e sua forma bem característica de cantar (um falsete suave) é muito copiada por cantores até dos dias de hoje.
Bem, falarei do disco: como não sou do tipo "politicamente correto", acho um porre essas letras tristonhas de "ai, como sou injustiçado e minha vida é dura" - pára de choramingar e vá a luta! Confira os temas desse disco:
Faixa 1 - Billy Jack - conta a história de um marginal negro assassinado que ninguém deu bola;
Faixa 2 - When Seasons Change - pobreza dos negros;
Faixa 4 - Jesus - nem preciso falar;
Faixa 5 - Blue Monday People - devemos nos preocupar mais com amor que com dinheiro;
Faixa 6 - Hard Times - tempos difíceis;
Faixa 7 - Love To The People - nós negros temos que nos amar.
Reparem que não incluí a faixa 3 - So In Love - essa não é engajada (talvez por isso seja a melhor do disco).
Além dos temas, as músicas são quase todas (excessões das faixas 6 e 7) tristonhas, arrastadas com o canto "choramingado" e instrumental mínimo. O cúmulo é a faixa "Jesus", um gospel bem comportado, chato e interminável (a música tem mais de 6 minutos).
O que salva o disco de ser uma total catástrofe (para mim) são as fankeadas (levemente, é verdade) 6 e 7, além da bela 3 - So In Love, elevando sua cotação para "album razoável".
Um fato curioso e triste aconteceu com o senhor Mayfield numa apresentação em 1990: um poste de luz caiu sobre ele e o deixou tetraplégico (pelo jeito nem Jesus gostou da música feita pra Ele); mas nem por isso parou de compor e gravar. Morreu em 1999 por problemas relacionados à diabetes.
Os fãs inveterados não fiquem bravos comigo critico apenas ESSE album, não o artista e, para os que ficaram curiosos, indico o disco "Superfly" (1972).
Há que ressaltar a bem sacada capa: uma fila de pessoas negras (provavelmente pra pegar o seguro-desemprego) e acima um outdoor com uma família branca feliz dirigindo um carro com a frase ambígua "There's No Place Like America Today (não há lugar como a América hoje).
Para ouvir So In Love, clique no link http://www.youtube.com/watch?v=SO1YaRpCVko
'té mais!

Enciclopédia Básica dos Estilos Musicais
Acid House - Subgênero da house music criado em Chicago na década de 1980, tendo, como símbolo, um smiley.
Acid Jazz - Estilo que combina elementos do jazz, soul, hip-hop e funk, criado ao final da década de 1980.
Acid Rock - Variação mais pesada do rock psicodélico, caracterizada por longos solos instrumentais e pouca letra, surgida no final da década de 1960.
Acid Techno -  Variação mais pesada do techno, que mistura o peso do techno com a progressão do trance, surgida no início da década de 1990.
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