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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Debut - The Specials


Série Álbuns Históricos de 1979 - 43/43

Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1977 até 1984; 1996 até 2001; 2008 até hoje.
Estilo/Gênero: Rock, Pop, Ska/2 Tone, New Wave
Site oficialhttp://www.thespecials.com/
Álbuns de estúdio: 7 até o momento
Line-up do disco: Terry Hall (vocal), Neville Staple (vocal), Lynval Golding (guitarra), Roddy Radiation (guitarra), Jerry Dammers (teclado), Sir Horace Gentleman (baixo), John Bradbury (bateria), Chrissy Hynde (vocal), Rico Rodriguez (trombone), Dick Cuthell (trompete)

As ideias principais dos integrantes foram montar uma banda que misturasse o rock com o ska (em alta na Inglatera na época) e efetuar a integração racial - o grupo é numeroso e conta com integrantes de várias "cores". Em 1978 foram um dos principais nomes do movimento "Rock Against Racism" (rock contra o racismo).

O primeiro nome do grupo foi The Automatics, depois Coventry Automatics, The Special AKA, e, finalmente, The Specials.

No início, tiveram uma bela força de Joe Strummer (The Clash), que após assistir a um show da banda, os convidou para excursionarem com eles abrindo seus shows. O Clash estava em alta e levantou a carreira dos Specials.

Em 1979, os Specials resolveram fundar uma gravadora independente, a 2 Tone Records - que contou com um conjunto de bandas e artistas que tinham um som diferente, mas parecido entre si. Por causa disso, 2 Tone também passou a ser designado como um sub-gênero do rock - e com a produção de Elvis Costello, lançaram o álbum histórico de hoje.

Leituras Relacionadas:

Veja aqui tudo o que já foi postado sobre o Clash
Veja aqui tudo o que já foi postado sobre Elvis Costello

Debut - The Specials (1979)

Cotações da crítica especializada:
All Music Guide (0 a 5): 5
Rolling Stone (0 a 5): 4,5
Punknews (0 a 5): 4,5


Curiosidades do álbum:

  • Com os metais acrescentados pelo veterano trombonista de ska Rico Rodriguez e com s produção de Elvis Costello, que enfatizava a energia crua dos Specials, o disco entrou para as paradas inglesas em quarto lugar e ficou entre os Top 40 durante 45 semanas.


Ouça aqui o disco completo!


Curiosidades do Álbum: 1001 discos para ouvir antes de morrer

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

The Pleasure Principle - Gary Numan


Série Álbuns Históricos de 1979 - 42/43

Ficha corrida do cara:
Nome completo: Gary Anthony James Webb
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1977 até hoje
Estilo/Gênero: Rock, Pop/New Wave, Synthpop, eletrônico, rock industrial, gótico, darkwave
Site oficialhttp://www.garynuman.co.uk/
Álbuns de estúdio: 22 até o momento
Line-up do disco: Gary Numan (vocal, teclados, bateria eletrônica), Paul Gardiner (baixo), Chris Payne (teclados, viola), Cedric Sharpley (bateria, percussão), Billy Currie (violino), Gary Robson (backing vocals)

De origem humilde, Gary sonhava em ser piloto de avião, mas nunca obteve desempenho escolar satisfatório para ingressar na função. Influenciado por um tio, começou a compor aos 15 anos e tocar em diversas bandas de garagem. Dotado de talento, passou a ser melhor observado por algumas gravadoras pequenas e conseguiu gravar alguns singles e jingles, como por exemplo, um para a marca de jeans Lee.

Influenciado pela cultura new wave e por livros e gibis de ficção científica, passou a utilizar teclados e sintetizadores na intenção de obter sons futuristas. Mas isso já havia sido feito por outras bandas como o Kraftwerk por exemplo, porém, a pegada de Numan, apesar de também vanguardista, era acessível aos ouvidos da molecada da época e a música Cars foi um sucesso arrasador, ficando em primeiro lugar na parada britânica e em nono na estadunidense.

Mas não é só de Cars que vive esse disco. Gary conseguiu transpor para a música o sentimento de impotência que boa parte da juventude sentia em virtude da falta de oportunidades e pobreza - muitos passaram a ficar indiferentes e alheios a tudo e a música de Numan virou uma espécie anestesia geral na galera. Muitos passaram a seguir o artista em sua forma de encarar o mundo; ficaram conhecidos como "Numanoids".


Antes de explodir na mídia com The Pleasure Principle, Gary Numan já havia lançado, como membro da banda Tubeway Army, dois álbuns que foram muito bem recebidos pela crítica: Tubeway Army (1978) e Replicas (1979).

Leituras relacionadas:

Veja aqui tudo o que já foi postado sobre o Kraftwerk
Veja aqui tudo o que já foi postado sobre David Bowie

The Pleasure Principle (1979)


Cotações da crítica especializada
All Music Guide (0 a 5): 4,5
Mojo (0 a 5): 5
Robert Christgau: B

Curiosidades do álbum:
  • As principais influências são David Bowie, Kraftwerk e Roxy Music;
  • Cars é uma excursão à paranoia e à solidão, levada por um dos mais impactantes riffs de sintetizador da música eletrônica;
  • Consegue soar futurista e, ao mesmo tempo, estranhamente atemporal para o mundo pós-moderno.


Escute o disco completo aqui!


Curiosidades do álbum: 1001 discos para ouvir antes de morrer

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Lodger - David Bowie


Série Álbuns Históricos de 1979 - 28/43


Ficha corrida do cara:
Nome completo: David Robert Jones Hayward
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1964 até hoje
Site oficialhttp://www.davidbowie.com/
Estilo/Gênero: Rock, pop/Glam rock, pop rock, art rock, rock psicodélico
Álbuns de estúdio: 25 até o momento.
Line-up do disco: Carlos Alomar (guitarra e bateria), Dennis Davis (baixo e percussão), George Murray (baixo), Sean Mayes (piano), Simon House (violino e bandolim), Adrian Belew (guitarra e bandolim), Tony Visconti (guitarra, baixo, bandolim, vocais), Brian Eno (sintetizadores e vários instrumentos exóticos), Roger Powell (sintetizadores) e Stan (saxofone).

Como vimos nas postagens anteriores sobre Bowie (confira as leituras relacionadas abaixo), nessa época (1979), ele estava em Berlim absorvendo a musicalidade local e criou uma trilogia que se encerrou com o lançamento do álbum Lodger.


Diferentemente dos outros dois discos da trilogia - Low e Heroes - Lodger é mais econômico com relação ao instrumental que recheia o disco (não tem faixas inteiramente instrumentais), porém expande suas influências, acrescentando à música de estética alemã (krautrock em sua maior parte), estilos exóticos de origem africana contrapostos com a new wave, que era um sub-gênero que estava na moda, derivado do punk (uma versão mais leve e comercial na verdade). É de se salientar também a importância de Brian Eno e de Iggy Pop nessa trilogia (veja leituras relacionadas abaixo).

Lodger, por seus padrões mais próximos do pop que os outros discos da trilogia Berlim, embora ele esteja longe de ser pop, é considerado um dos trabalhos mais injustamente subestimados da carreira de Bowie. Apesar de o receber de forma indiferente na época de seu lançamento, a crítica, hoje o coloca em mais alta conta, retificando seus colegas do passado. É um disco que se valoriza ano a ano, o que prova que o crítico mais justo é o tempo.

Leituras relacionadas:







Lodger (1979)




Cotações da crítica especializada:
All Music Guide (0 a 5): 4,5
Blender (0 a 5): 4
Robert Christgau: A-
RS Album Guide (0 a 5): 5
Spin (0 a 10): 8

Escute o disco aqui




Faixas/Destaques:

01 - Fantastic Voyage
02 - African Night Flight
03 - Move On
04 - Yassanin (Turkish for Long Live)
05 - Red Sails
06 - DJ
07 - Look Back in Anger
08 - Boys Keep Swinging
09 - Repetition
10 - Red Money

terça-feira, 20 de julho de 2010

Armed Forces - Elvis Costello & The Attractions

Série Álbuns Históricos de 1979 - 25/43

Ficha corrida do cara:
Nome completo: Declan Patrick MacManus
Nacionalidade: britânica
Período de atividades: 1970 até hoje
Site Oficialhttp://www.elviscostello.com/
Estilo/Gênero: Rock/New wave, punk
Álbuns de estúdio: 33 até a presente data (10 com a banda The Attractions)

Bio - 2ª Parte

Depois de seu disco de estreia (abordado em outro artigo, veja leitura relacionada abaixo), Costello tentou a sorte nos Estados Unidos e um fato curioso aconteceu: foi convidado para se apresentar na tv, no programa Saturday Night Live e tocar a música 'Less Than Zero', mas a banda queria tocar a polêmica 'Radio Radio', que não foi permitida pela direção do show. Costello e os Attractions começaram a tocar a primeira música e depois de interrompê-la abruptamente, eles pediram desculpas e mandaram 'Radio Radio'. O programa saiu do ar e Elvis Costello foi banido por 20 anos da tv estadunidense - veja no vídeo abaixo uma apresentação recente de Costello no Saturday Night Live, onde a produção resolveu reviver aquele momento (ocorrido em 1977) à título de piada. Participação dos Beastie Boys.

Apesar do banimento dele, seu sucesso em seu país natal só aumentou com o lançamento de seu segundo disco, "This Year's Model". Melhor produzido, o disco mostrou todo o sarcasmo e criatividade desse brilhante artista - um álbum impiedoso e sem discursos vazios.

O disco seguinte, é o que disponibilizo hoje: "Armed Forces". O estilo ficou mais diluído, a estética pop foi incorporada e levou nosso artista de hoje para o segundo lugar da parada britânica, perdeu apenas para Gloria Gaynor e seu hino gay "I Will Survive".

Leituras relacionadas:

Armed Forces (1979)
Cotações da crítica especializada:
All Music Guide (0 a 5): 5
Pitchfork Media (0 a 10): 9,5
Robert Christgau: A-
Rolling Stone (0 a 5): 4

Curiosidades do álbum:
  • O nome original do álbum era "Emotional Fascism, Armed Forces", foi diminuído por razões óbvias
  • O single 'Oliver's Army' ficou em segundo lugar nas paradas, perdendo para "I Will Survive"
  • Junto com o LP, vinha um single com 3 faixas ao vivo
  • A música "Grenn Shirt" foi feita em homenagem a apresentadora da BBC Angela Rippon
  • A música "Sunday Best" havia sido composta para a interpretação de Ian Dury, mas este a recusou.
Escute o disco aqui


Faixas/Destaques

01 - Accidents Will Happen
02 - Senior Service
03 - Oliver's Army
04 - Big Boys
05 - Green Shirt
06 - Party Girl
07 - Goon Squad
08 - Busy Bodies
09 - Sunday's Best
10 - Moods for Moderns
11 - Chemistry Class
12 - Two Little Hitlers

Texto: Rodrigo Nogueira
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Broken English - Marianne Faithfull


Série Álbuns Históricos 1979 - 21/43
Ficha corrida da moça:
Nome completo: Marian Evelyn Faithfull (Baronesa de Sacher-Masoch)
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1964 até os dias de hoje
Site oficial: http://www.mariannefaithfull.org.uk/
Estilo/Gênero: Rock, pop, folk, jazz, blues
Álbuns de estúdio: 19 até a presente data

Bio - 1ª Parte

Com o namorado Mick Jagger
Apesar de ter nascido em berço de ouro (faz parte da nobreza austríaca), começou a carreira cantando nos bares de Londres. Logo após ter seu talento descoberto, fez amizade com a rapaziada dos Rolling Stones. Foi amante de Mick Jagger, servindo de inspiração para clássicos do rock como 'Sympathy for the Devil'. Na juventude, consumiu muitas drogas e passou por uma série de crises e tentativas de suicídio.

Tratemos de sua carreira artística. Começou a gravar em 1964 e seu primeiro álbum foi lançado no ano seguinte (Come My Way).Também tem uma sólida carreira como atriz de teatro, cinema e TV. Começou a atuar em 1964, no seriado 'Juke Box Jury'.

Patricinha Punk!!
Depois de inúmeros problemas (alguns citados no primeiro parágrafo), conseguiu recuperar o brilho com o disco de 1979 Broken English. Sob forte influência do marido, um músico punk, e de sua voz alterada, por causa do cigarro e da bebida (e de todas as outras drogas que consumia), interpreta as canções com uma pegada forte, porém pouco técnica, mas aqui, isto não é um demérito, pois transporta toda a realidade efervescente da época, juntando experiências punks do submundo com a estética eletrônica que saía dos guetos para o mainstream.

Só que o impacto não ficou apenas nisso. Foi uma grande mudança no estilo da moça. É algo como transformar o James Taylor no Kurt Cobain! Surreal...

Broken English (1979)


Cotações da crítica especializada:
All Music Guide (0 a 5): 4,5
Rolling Stone (a revista, 0 a 5): 4

Curiosidades do álbum:
  • Longe das baladinhas que a deixaram famosa, aqui é puro new wave.
  • A faixa 'Why D'ya do it' é baseada num poema do dramaturgo Heathcote Williams, e 'Working Class Hero' é de John Lennon.
  • Seu vocal varia entre uma Patti Smith e uma Grace Jones.
  • O tecladista é ninguém menos que Steve Winwood.
  • As interpretações de Marianne literalmente deixaram o público de queixo caído.
Escute o disco aqui!


Meus destaques em vermelho

01 - Broken English
02 - Witche's Song
03 - Brain Drain
04 - Guilty
05 - The Ballad of Lucy Jordan
06 - What's the Hurry
07 - Working Class Hero
08 - Why D'ya do it

Texto: Rodrigo Nogueira
Fonte histórica: Wikipedia
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Quiet Life - Japan


Série Álbuns Históricos 1979 - 18/43
    Ficha corrida da banda:
    Nacionalidade: inglesa
    Período de atividades: 1974 a 1982
    Site oficial: não tem
    Estilo/Gênero: Rock/New wave, post-punk, synth-pop
    Álbuns de estúdio: 6
    Membros em 1979: David Sylvian (vocais, teclado, guitarra), Mick Karn (baixo, saxofone, oboé), Rob Dean (guitarra), Steve Jansen (bateria, percussão), Richard Barbieri (teclado)

    Bio - 1ª Parte

    Adolescent Sex
    Seguindo na esteira da primeira fase musical de David Bowie e do Roxy Music, um grupo de amigos, nascidos na Inglaterra, resolve formar um conjunto de glam rock. Apenas depois de quatro anos de existência, e de vários singles lançados, é que conseguiram gravar seu primeiro álbum: 'Adolescent Sex', no mesmo ano de 1978 saiu o segundo: 'Obscure Alternatives'.

    Utilizando um visual produzido e andrógeno, e investindo em canções de forte apelo sexual, atingiram um enorme sucesso no Japão e na Holanda. No restante do mundo foram sumariamente ignorados. A imprensa inglesa os taxava de ultrapassados, pois, conforme o leitor do blog pôde constatar nos artigos postados da produção musical desde 1977, o que mandava na época era o punk, o post-punk e o new wave.

    Obscure Alternatives
    Diante deste quadro, resolvem alterar seu tipo de som para algo mais em voga e, por afinidades, caem de cabeça no new wave. Para ajudá-los, contratam o produtor musical Simon Napier-Bell, que tinha em seu currículo trabalhos com várias bandas, entre elas os Yardbyrds e grupos de pop/new wave.

    As mudanças dão resultado e o álbum de hoje, 'Quiet Life', atinge o público em cheio, levando o Japan ao estrelato.

    Lendo as linhas anteriores, talvez a impressão que fique é que o trabalho da banda é puramente comercial e sem alma, mas o disco apresenta algumas qualidades, que são percebidas pela crítica e o álbum torna-se influência para os grupos que infestaram as rádios na década de 1980, alçando Quiet Life ao patamar de "álbum histórico" e o Japan a precursor do synth-pop.

    Leituras relacionadas:

    Quiet Life (1979)

    Cotações da crítica especializada
    All Music Guide (0 a 5): 4

    Curiosidades do álbum
    • Capta à perfeição a nova onda de romantismo
    • A música All Tomorrow's Party é de Lou Reed
    • Transformou Japan em estrela do pop
    Playlist comentada

    Meus destaques em vermelho

    01 - Quiet Life
    Teclados em profusão, baixo e bateria eletrônica. O vocal não trás nada de excepcional. Até o som da guitarra soa fake. Parece um pré-Duran Duran.

    02 - Fall in Love With Me
    O instrumental gera uma espécie de looping vertiginoso e o vocal é bastante afetado. Não faz muito meu gênero.

    03 - Despair
    A famigerada bateria eletrônica abre a música, mas é seguida de um belo timbre de piano. Um tom melancólico e profundo, e um solo de saxofone que brinca com as dissonâncias. Interessante.
    04 - In vogue
    Um bom trabalho com o baixo fretless e o canto sem muitas frescuras. Claro que o teclado toma conta de quase toda a harmonia. Depressiva, quase gótica, mais ao meu estilo.

    05 - Halloween
    O andamento é um pouco mais rápido. O teclado abusa dos acordes "sombrios", mas o restante da harmonia é alegre... contradição, música confusa. O destaque fica por conta do baixista que mostra qualidade em seu fraseado.
    06 - All Tomorrow's Parties
    Detesto teclado tocando com timbre de saxofone. Perdoe-me Lou Reed, mas não vou destacar essa faixa.
    07 - Alien
    Isso! Destaque para os glissandos do fretless e alguns slaps. 
    08 - The Other Side of Life
    Piano e vocal chorosos, modulações no início de cada verso cantado (frescura extrema). O arranjo ao fundo lembrou o do tema de Titanic (credo!!). Há quem goste, eu não.

    Texto: Rodrigo Nogueira
    Fonte histórica: Wikipedia
    Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

    quarta-feira, 26 de maio de 2010

    Fear Of Music - Talking Heads


    Série Álbuns Históricos 1979 - 9/43



    O início da carreira dos Talking Heads já foi tratado aqui no blog, confira no link abaixo:
    Depois do sucesso do álbum "More Songs About Buildings & Food", o grupo chegou a conclusão de que não queria ser reconhecido apenas como "hit maker", então os integrantes procuraram um estúdio em Nova York onde poderiam tentar novamente aperfeiçoar seu som. A primeira ideia foi dar um destaque maior à disco music, que aparecia apenas discretamente no álbum anterior. O resultado não foi bom e o grupo resolveu arquivar a produção e começar tudo de novo.

    Brian Eno
    Saíram do estúdio, alugaram uma van repleta de equipamentos e a estacionaram na frente da casa de Byrne. Puxaram vários cabos da van pela janela e fizeram um estúdio caseiro. Para ajudar na concepção e gravação, chamaram a ajuda do amigo, produtor do disco anterior e uma das mentes mais criativas do século XX; falo de Brian Eno.

    O som produzido agora tem um caráter mais sombrio e introspectivo, aproximando a banda do pós-punk. O resultado final foi o álbum "Fear Of Music", que é considerado por muitos o melhor dos Heads e foi aclamado, logo após seu lançamento, pela crítica especializada. O público também gostou e deu ao grupo seu primeiro disco de ouro.


    Fear Of Music (1979)

    baixe aqui


    Curiosidades do álbum
    • Aqui os Heads escavaram um veio de paranoia que seus dois discos anteriores tinham apenas arranhado.
    • David Byrne dirigiu seu olhar destruidor para dentro de si e dissecou sua própria mente ansiosa.
    • A guinada da banda para um rumo sombrio confundiu os fãs ingleses, mas os críticos e o público estadunidense adoraram o som experimental do álbum.
    Audição comentada

    Meus destaques em vermelho

    01 - I Zimbra
    Sons estranhos que parecem o violão tocado no cavalete, mais uma percussão afro e o canto vem em dueto em forma de brados. Elementos interessantes completam a música.

    02 - Mind
    Vocais sobrepostos causam um efeito etéreo e a música tem um caráter melancólico. Estranha...

    03 - Paper
    Trinados na guitarra abrem a faixa. Divertida.

    04 - Cities
    Efeitos sonoros e a banda mandando o arranjo, surgem bem ao fundo e vão ganhando corpo até se estabelecer. A bateria é marcada como na faixa anterior assim como o tom agradável, que continua.

    05 - Life During Wartime
    Acordes de teclado comandam e deixam a faixa chata.

    06 - Memories Can't Wait
    Acordes fortes e efeitos sonoros carregam a música ao refrão que é mais cadenciado. Sombria.

    07 - Air
    Parece trilha sonora de filme de ficção científica antigo. Gostei, apesar dos momentos de desafinação de Byrne.

    08 - Heaven
    Uma balada sentimental que não cai no brega.

    09 - Animals
    Doida, neurótica. Esbravejando com alguém.

    10 - Electric Guitar
    Mais um experimentalismo estranho. Bom para conhecer, mas não para ouvir seguidamente

    11 - Drugs
    Essa é a cara do Brian Eno: minimalismo exótico. A voz ruim de Byrne seria dispensável.





    Texto: Rodrigo Nogueira
    Fonte: Wikipedia
    Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

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    quarta-feira, 19 de maio de 2010

    Reggatta De Blanc - Police


    Série Álbuns Históricos 1979 - 7/43


    Tudo começou em 1976. Stewart Copeland, o baterista da banda de rock progressivo Curved Air, um dia foi assistir ao show do grupo de jazz-rock Last Exit e ficou impressionado com a performance de um dos integrantes: Sting. Fizeram amizade e, quando o Last Exit acabou, decidiram formar uma banda juntos que tivesse influência do punk, do jazz e do que deu o toque de originalidade: do reggae. Para completar o line-up, convidaram o guitarrista Henry Padovani. Nascia na Inglaterra o Police.

    O primeiro single foi "Fall Out", lançado por um selo independente. A aceitação foi grande, mais de 70.000 cópias foram vendidas. O guitarrista Andy Summers foi incorporado à banda formando um quarteto, mas logo Padovani resolve sair.

    Em 1978, conseguem assinar com uma gravadora mais expressiva, a A&M e lançam os singles "Roxane", que vai mal e "Can't Stand Loosing You", que vai muito bem nas paradas e justifica uma turnê pelos Estados Unidos, mesmo o grupo ainda não possuindo um álbum.

    O Police fica em evidência e, ainda em 1978, lançam seu primeiro disco: Outlands D'Amour, que transforma em hits os dois singles citados acima e "So Lonely".

    Convidado para participar do filme Quadrophenia, que é baseado em um disco conceitual do The Who, Sting dá início a uma carreira paralela de ator. No mesmo ano a banda lança o single "Message In A Bottle" e, logo após, o super disco Reggatta De Blanc, que liderou as paradas por quatro semanas e tornou a banda conhecida no mundo todo.



    Reggatta De Blanc (1979)

    baixe aqui


    Curiosidades do álbum
    • O título significa "reggae de branco".
    • Primeiro lugar na Inglaterra e top 30 nos EUA.
    • Gordon Summer é o verdadeiro nome de Sting e ele foi professor de inglês antes de se tornar músico.
    Audição comentada


    Meus destaques em vermelho

    01 - Message In A Bottle
    02 - Reggatta De Blanc
    03 - It's Alright For You
    04 - Bring On The Night
    05 - Deathwish
    06 - Walking On The Moon
    07 - On Any Other Day
    08 - The Bed's Too Big Without You
    09 - Contact
    10 - Does Everyone Stare
    11 - No Time This Time


    Texto: Rodrigo Nogueira
    Fonte: Wikipedia
    Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer










    quarta-feira, 12 de maio de 2010

    The B-52's



    Série Álbuns Históricos: 1979 - 5/43


    The B-52's é uma divertida banda estadunidense de new wave, que surgiu em 1976 durante um encontro de amigos em um restaurante chinês, que ficava na Georgia. Depois de vários copos de "Flaming Volcano" e muita cantoria, os companheiros Fred Schneider, Keith Strickland, Kate Pierson e os irmãos Ricky e Cindy Wilson acharam que deveriam continuar com a brincadeira e, quem sabe, ganhar alguma grana com isso. Strickland foi quem sugeriu o exótico nome alegando que havia sido indicado por uma "entidade" que o visitou em sonhos e lhe mostrou um avião cujo "bico" continha a inscrição B-52.

    A proposta da banda era agregar à new wave, surf music, coreografias de dança e um figurino old fashion, que incluía avantajadas perucas para as moças.  O negócio ficou bem diferente, o público não aceitou muito bem de cara, mas o grupo não desistiu. Fizeram diversos shows em clubes underground como o CBGB (sempre ele, já citei uma porção de bandas que começaram por lá em posts anteriores) e no Max's Kansas City. Apesar de esses locais serem redutos de punks, os marmanjos ficavam admirados com a beleza e as perninhas de fora das belas moças que integravam o grupo.

    O primeiro single veio em 1978 pela gravadora DB, foi Rock Lobster. Vendeu a importante quantidade de 2000 exemplares, sendo que alguns deles foram parar na Inglaterra e na Austrália, onde muitos de seus habitantes se mostraram interessados, motivando assim a realização de alguns shows nestes países. Obtiveram grande êxito e um contrato com a gravadora Warner.

    Em 1979 saiu o primeiro disco do grupo que tinha Rock Lobster como carro-chefe. O sucesso foi imediato e ganharam disco de platina. Gostem deles ou não, na época Paul Simon afirmou que The B-52's representava a música do futuro (anos 80) e, sem dúvida, foi o que aconteceu. Por isso muitos reclamaram achando que a música (dos anos 80) ficou vazia e alienada, e outros se alegraram achando que a leveza e a animação inspiradas pelo grupo trouxeram mais colorido e descontração para a década.

    Por tudo isso, este álbum de estreia é considerado um marco histórico. Apresento então, The B-52's!



    The B-52's (1979)

    baixe aqui


    Curiosidades do álbum
    • O sucesso do disco rendeu à banda uma ponta no filme One Trick Pony
    • Rock Lobster é quase um teatro musicado.
    • Kate Pierson e Cindy Wilson, além de cantar também tocaram respectivamente, teclado e guitarra nas gravações.
    • A faixa Downtown provavelmente entrou no álbum porque o grupo não tinha mais músicas e a gravadora não aceitaria fazer um LP com oito faixas.
    Audição comentada



    Meus destaques em vermelho

    01 - Planet Claire
    Quase toda instrumental. A linha do baixo lembra a trilha sonora de um filme ou série (não lembro qual, você se lembra? Mande um comentário!). No meio da música, somos apresentados à voz de barítono de Fred Schneider.

    02 - 52 Girls
    Aqui podemos ouvir um arranjo razoável para o canto das moças. O ritmo é mais acelerado. Boa faixa.

    03 - Dance This Mess Around
    O staccato do teclado se sobressai. O arranjo é vazio proporcionando protagonismo total para o canto que em certo momento torna-se uma conversa entre os integrantes. A estrutura é repetida do começo ao fim. Lembra muito o trabalho da Blitz do Evandro Mesquita e da Fernanda Abreu.

    04 - Rock Lobster
    Interessante os efeitos que as moças fazem com o canto, um vibrato forçado e engraçado. A música parece feita para integrar a trilha sonora de algum filme B ou algum episódio do desenho do Scooby Doo. Sem dúvida a melhor do disco.

    05 - Lava
    Um riff interessante, a melodia é revezada pelo canto de Schneider e das moças. O teclado fica no contracanto tocado em stacatto. Criativa.

    06 - There's A Moon In The Sky
    O teclado imitando uma voz humana aguda causa um efeito diferente (para a época). Simples na forma, mas interessante no geral, a guitarra mostra criatividade.

    07 - Hero Worship
    O canto está fora de tom (desafinado) em muitos momentos. O ritmo é bem marcado e a música parece amarrada.

    08 - 6060-842
    Esse número do título refere-se a uma piada que contavam entre eles que resolveram musicar. Schneider domina os vocais e as meninas acompanham fazendo um jogo de pergunta e resposta. A música parece que foi feita para uma encenação.


    09 - Downtown









    Sequência de acordes no teclado repetitiva e chata. Esse cover empobreceu o original. 

    Texto: Rodrigo Nogueira
    Fonte Histórica: Wikipédia
    Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer


























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