10 - Obra-prima 9 - Excelente 8 - Muito bom 7 - Bom 6 - Bom, mas recomendado com reservas 5 - Razoável 4 - Mau, mas com alguns méritos 3 - Mau 2 - Muito mau 1 - Horrível 0 - Lixo
Obs: Peguei esta escala de notas da amiga Júnia do blog Vintage
Ficha corrida do cara: Nome completo: Michael Joseph Jackson Nacionalidade: estadunidense Período de atividades: 1964 até 2009 Estilo/Gênero: Pop, Soul/Disco, dance, funk, R&B Álbuns de estúdio: 10 (mais 5 com os Jackson Five) Site Oficial: http://www.michaeljackson.com/br/home
Line-up do disco: Michael Boddicker (teclados), Larry Carlton (guitarra), George Duke (teclados), David Foster (teclados), Gary Grant (trompete, flugelhorn), Marlo Henderson (guitarra), Jerry Hey (trompete, flugelhorn), Kim Hutchcroft (sax, flauta, trompete, flugelhorn), Louis Johnson (baixo), Greg Phillinganes (teclados), Steve Porcaro (teclados), William Reichenbach (trombone), John Robinson (bateria), Phil Upchurch (guitarra), Bobby Watson (baixo), Wah Wah Watson (guitarra), David Williams (guitarra), Larry Williams (sax, flauta)
O mais bem sucedido entertainer de todos os tempos, segundo o Guinness Book, começou a carreira ainda na infância cantando no grupo junto com mais quatro irmãos, os Jackson Five. Em 1975, foram contratados pela Epic Records, mudaram o nome para Jacksons e Michael passou a ser o principal o compositor. Em 1978 ele trabalhou também como ator interpretando o espantalho no filme The Wiz, uma versão black de O Mágico de Oz.
Quincy Jones
Nesse período, o maestro, arranjador e compositor Quincy Jones fica fascinado com o talento de Michael e resolve produzi-lo. Dá início a uma das mais bem sucedidas parcerias do showbiz. O primeiro fruto da dupla é o álbum histórico de hoje: Off the Wall, que contou com composições de Steve Wonder, Paul McCartney e do próprio Michael.
A crítica o classificou como uma mistura muito bem elaborada de funk, disco, pop, soul, soft rock e jazz. As vendas foram gigantescas e consagraram a carreira solo de Michael, deu as bases para que futuramente ele seja aclamado como o rei do pop.
Off the Wall (1979)
Cotações da crítica:
All Music Guide (0 a 5): 5
Blender (0 a 5): 5
Robert Christgau: A
Melody Maker: favorável
Q (0 a 5): 5
Rolling Stone: favorável
Yahoo Music: favorável
Curiosidades do álbum
É uma intrincada fusão de afiadas batidas disco, o estado da arte do funk, baladas arrasadoras e refrões descomplicados de pop, que reinventou o vocabulário sonoro do R&B.
Participaram dele renomados compositores como Paul mcCartney, Stevie Wonder, Carole Bayer Sager, parceira de Burt Bacharach, e o guru britânico do soul Rod Temperton.
Vendeu 12 milhões de cópias
Foi a pedra fundamental para tudo que veio depois em termos de R&B.
Escute o disco aqui!
Curiosidades do álbum: 1001 discos para ouvir antes de morrer
A banda Chic já ganhou um artigo aqui no blog onde sua origem foi descrita. Caso você ainda não tenha visto, utilize o link abaixo e relembre sucessos como 'Le Freak':
Após o sucesso atingido com o álbum C'est Chic, as mentes criadoras da banda Edwards e Rogers, resolveram incentivar um grupo vocal formado por irmãs talentosas - as Sister Sledge, que também já abordamos aqui no blog, confira no link abaixo.
Os trabalhos com sua própria banda não cessaram, neste ano compuseram o petardo dançante "Good Times", que colocou fogo em discotecas como o famoso (virou até filme!) Studio 54. Além disso, sua batida e levada de baixo serviram de influência para 'Grandmaster Flash', 'Sugarhill Gang' (banda precursora do hip-hop), e outras composições de grupos improváveis como 'Queen' (Another One Bites The Dust), 'Blondie' (Rapture) e Daft Punk (Around The World).
Mas para o ano de 1979, o melhor grupo disco de todos os tempos também trouxe os hits "My Forbidden Lover" e "My Feet Keep Dancing". Estas e outras músicas interessantes da disco music foram reunidas no álbum de hoje: Risqué.
Como havia muito lixo descartável neste gênero musical e muitos problemas com drogas e violência nas casas noturnas, aconteceu neste mesmo ano um movimento nos Estados Unidos contra a disco music e as discotecas. Muitos álbuns foram destruídos pelos próprios jovens e casas noturnas fechadas - acabava assim a "Era Disco" e a Chic, que era uma espécie de oásis, infelizmente acabaria no início de 1980. Edwards e Rogers seguiram no meio musical produzindo e tocando para outros artistas como Diana Ross, Madonna, Robert Palmer, Duran Duran, etc.
O refrão de 20 notas no baixo em "Good Times" definiu não apenas a música urbana, mas também o hip-hop.
A gravadora Atlantic, resolveu voltar a exibir seu selo prateado, que marcava seu catálogo de jazz e R&B, apenas para esse disco.
Os temas são basicamente sobre relacionamentos.
Audição Comentada
01 - Good Times
O groove do baixo convida para a pista de dança. A guitarra e o piano completam o arranjo. O canto das meninas começa em uníssono e depois abrem a harmonia. Um grupo de cordas também aparece.
02 - A Warm Summer Night
O piano à frente e a orquestra ao fundo dão um tom mais delicado para a música. O vocal é sexy mas cai no ridículo com seus "te quiero papi". Independente disto, a faixa agrada pelo arranjo muito bem tratado.
03 - My Feet Keep Dancing De volta á pista de dança com esse motivo 'sacolejante'. Fez muito sucesso na época, mas a acho muito repetitiva.
04 - My Forbidden Lover
Essa é mais interessante - o baixo caminha pela melodia de modo bastante técnico.
05 - Can't Stand To Love You Essa soa alienígena no álbum. A levada é totalmente diferente das demais e muito sem graça.
06 - Will You Cry (When You Hear This Song) Como o título sugere, trata-se de uma balada tipo dor-de-cotovelo, porém conta com um canto mais elaborado que, ao meu ver, exagera um pouco nos vibratos tornando-a quase brega. Apesar de datada, ainda trás algum interesse.
07 - What About Me Essa conta com o vocal principal cantado dobrado e o arranjo soa como sobra, ou seja, o tipo de música que serve para completar o disco aproveitando as ideias das faixas anteriores.
Texto: Rodrigo Nogueira
Fonte histórica: Wikipedia
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer
A cidade da Filadélfia, EUA, foi o berço das irmãs Sledge. Netas da cantora de ópera Viola Williams, começaram cedo na música. Dotadas de bom talento vocal, logo estavam mostrando seu canto na igreja batista que a família frequentava.
Como na época, as rádios e TVs estadunidenses massacravam os ouvidos dos ouvintes e telespectadores com a disco music, nada mais natural que as moças enveredassem por este caminho. Só não sabemos se a vovó aprovou a ideia.
Em 1975, o empresário Charles Simmons escutou as madames cantando Mamma Never Told Me, gostou e as ajudou a gravar seu primeiro disco, então Debbie, Kim, Joni e Kathy Sledge lançaram Circle Of Love, que teve um sucesso moderado.
As moças ficaram na geladeira até que resolveram dar mais uma chance a elas em 1977. Veio então o álbum Together, mas infelizmente também não estourou e a carreira delas não decolou. O problema é que estavam mal assessoradas e não faziam algo diferente, apenas tentavam "entrar na onda".
Um dia conheceram os nomes de maior prestígio na disco music, como vimos em um artigo anterior, falo de Nile Rodgers e Bernard Edwards, as mentes por trás do melhor grupo disco, reconhecido inclusive pela crítica, o Chic.
Ambos acreditaram no potencial das irmãs e compuseram algumas faixas para elas além de as chamarem para algumas gravações com o Chic. Em 1979, veio ao mundo o grande disco We Are Family que contou com o melhor time de músicos da gravadora Atlantic e as levou ao topo. Se alguém acha que na disco music só tem músicas descartáveis, é porque ainda não ouviu esse álbum.
Participaram da gravação o trio principal do Chic, o trompetista Joe Faddis, o saxofonista/flautista Alex Foster e os cantores Luther Vandross e Norma Jean Wright.
Audição Comentada
Meus destaques em colorido
01 - He's The Greatest Dancer
As contagiantes guitarras, o baixo swingado e a bateria constante nos convidam para a pista de dança, o arranjo de cordas dá o toque de elegância e o canto sensual das "sisters" arrasa.
02 - Lost In Music
Mais um hit deste álbum. Foi remixado várias vezes. O ritmo não é frenético, mas é contagiante.
03 - Somebody Loves Me
O canto é delicioso, a levada calma convida para dançar a dois. Boa para um encontro romântico.
04 - Thinking Of You
Cheia de estilo com o baixo e a percussão (no início) dando um show! Som muito agradável.
05 - We Are Family
Trilha de inúmeros filmes, animou vários estádios estadunidenses em intervalos de jogos e serve de hino para festas familiares até hoje. Para mim, apenas mais uma boa faixa desse ótimo disco, mas longe de ser a melhor.
06 - Easier To Love
Mais uma faixa elegante, leve e "noturna". Boa pedida para relaxar à varanda com uma boa bebida e companhia.
07 - You're A Friend To Me
Guitarra sincopada no início e arranjo simplório. O canto é belo, mas a melodia não empolga.
08 - One More Time
Regular. Não empolga mas também não estraga.
Quer sugerir um artista, banda ou compositor para participar da Série "A Pedidos" e ainda ter seu blog/site divulgado? clique aqui!
Restando poucos álbuns históricos para apreciar, que foram lançados em 1978, seria impossível – e até injusto – não colocar ao menos um representante do movimento musical mais bem sucedido da época: o disco music. O problema é que a maioria dos hits não eram acompanhados de material relevante em seus respectivos álbuns, excessão feita a este trabalho da banda estadunidense, a Chic.
O grupo foi fundado pelo guitarrista Nile Rodgers e pelo baixista Bernard Edwards, ambos rockeiros que ganhavam a vida acompanhando outros artistas. Desaconselhados à investir no rock (pelo fato de serem negros), foram para o R&B e para o disco. Em 1977, Rodgers convidou sua ex-namorada La Belle, o baterista Tony Thompson e, por fim, a cantora Norma Jean Wright, que só aceitou entrar no grupo se fosse incluído em seu contrato uma cláusula que lhe permitisse manter a carreira solo paralelamente. Assim surgiu o Chic.
Entusiasmados com a demo de “Dance, Dance, Dance” e de “Everybody Dance”, os agentes da gravadora Atlantic logo os contrataram e a banda já estourou logo com o primeiro álbum, chamado simplesmente, Chic.
Houve o desejo de incorporar outra cantora, então Wright sugeriu sua amiga Luci Martin, que entrou para a gravação de C’est Chic, o disco apreciado hoje.
Nasceu em Chobham em 13 de fevereiro de 1950. É um músico do Reino Unido, um dos representantes da World Music, assim como um de seus principais incentivadores. Apesar disso, sua carreira está intimamente relacionada ao pop. Tornou-se famoso por ser o vocalista, flautista e líder da banda de rock progressivo Genesis, partindo posteriormente para uma bem sucedida carreira solo. Peter também é envolvido em diversas causas humanitárias.
Fundou o Genesis em 1967 enquanto ainda era aluno da Charterhouse School com seus companheiros de banda, Tony Banks, Anthony Phillips, Mike Rutherford e Chris Stewart. O nome da banda foi sugerido por um colega, o empresário de música pop Jonathan King, que produziu o primeiro álbum da banda, From Genesis to Revelation.
Apaixonado pela soul music, Gabriel foi influenciado por diferentes fontes para seu canto, incluindo Nina Simone, Gary Brooker do Procol Harum e Cat Stevens. Ele tocou flauta no álbum de Stevens Mona Bone Jakon de 1970.
O Genesis tornou-se rapidamente uma das bandas mais comentadas da Inglaterra, e posteriormente, da Itália, Bélgica, Alemanha e outros países da Europa, amplamente devido à presença de palco de Gabriel, que envolvia diversas mudanças de vestuários bizarros e contos cômicos nas introduções de cada canção. Os concertos faziam uso extenso de luz ultravioleta enquanto as luzes normais estavam baixas ou completamente apagadas.
A gota d’água para Peter Gabriel abandonar o Genesis foi o nascimento da primeira filha dele, Anna. Quando ele optou permanecer com ela e sua esposa enquanto ela estava doente ao invés de entrar em estúdio, o ressentimento do resto da banda fez Gabriel concluir que deveria sair do grupo. Esta decisão foi retratada posteriormente na canção Solsbury Hill.
Mais adiante, postarei a análise do álbum III, aí tratarei do histórico de sua carreira solo.
A faixa Solsbury Hill narra os motivos de sua saída do Genesis e foi seu primeiro hit da carreira solo.
OUÇA AS FAIXAS E COMPARE COM A ANÁLISE MUSICAL:
DESTAQUES EM VERMELHO
01 – Moribund The Burgermeister
00:00 – Tambores afro introduzem acompanhados de efeitos do teclado, seguidos do canto; 00:44 – a música muda para uma estética rock com a forte presença da guitarra; 01:08 – voltamos para os tambores e para harmonia do início; 01:32 – novamente o rock; 02:08 – efeitos na voz, guitarra sincopada e mais tambores; 02:56 – refrão rock, quase ópera rock; 03:31 – efeitos na voz: “I will find out” e assim termina, em 04:20.
02 – Soulsbury Hill
00:00 – Um belo trabalho de violão de cordas de aço apresenta a harmonia; 00:25 – o teclado imitando sons de violoncelos e o canto são acrescentados à harmonia. A música segue na mesma toada até o final, simples e bela.
03 – Modern Love
00:00 - “One and Two”, repique da bateria e entra o riff da guitarra seguido da banda; 00:28 – primeira estrofe acompanhada da banda e de um órgão; 00:53 – o forte refrão; 01:09 – tudo é retomado: estrofe, depois refrão, repare no baixo apontando para cima ao final de cada fraseado do refrão; 01:48 – ponte, segunda estrofe acompanhada de guitarra dedilhada e baixo; 02:08 – aparece novamente o riff inicial; 02:31 – novamente a primeira estrofe seguida do refrão e o final em fade em 03:39.
04 – Excuse Me
00:00 – um estranho arranjo vocal abre a música e segue num estilizado doo-wop; 00:51 – a música toma ares de som da Broadway com direito a tuba e banjo; 02:24 – a tuba toma conta do teatro e a guitarra entra, tocada com slide.
05 – Humdrum
00:00 – a balada é iniciada apenas pelo canto acompanhado do teclado; 01:00 – se transforma num bolero instrumental; 01:26 – volta à melodia vocal; 01:53 – se transforma agora num pop grandiloquente; 03:08 – cadência e fim. Muito interessante.
06 – Slowburn
00:00 – arpeggios do piano e uma nota aguda sustentando ao fundo, guitarra com um riff forte e logo em seguida o vocal abrem mais uma bela faixa; 00:43 – cordas e um glockspiell emolduram o fraseado vocal até 00:56, quando entra um arranjo semelhante aos melhores trabalhos do Queen; 01:20 – um emocionante solo de guitarra e o vocal retorna poderoso até 01:48, quando volta à calmaria, que logo se dissipa; 02:03 – a força do rock progressivo volta até terminar num acorde que cria suspense em 02:34 – agora temos um arranjo tranquilo típico do Elton John; 02:58 – muda tudo de novo, agora para um pop típico dos Carpenters; 03:14 – mais um agradável solo de guitarra; 03:45 – volta o pianinho staccato dos Carpenters com efeitos de guizos de bicicleta e efeitos diversos no teclado. Brilhante!
07 – Waiting For The Big One
00:00 – Agora um blues, guitarra na base, piano no solo; 00:53 – para tudo! 00:55 – piano + voz; 01:44 – volta a banda e o vocal se torna displicente; 02:28 - novo breque; 02:40 – solo de guitarra que lembra remotamente o Jimmy Page; 03:05 – volta à estrofe e o vocal fica ainda mais displicente, até o breque em 03:48, a narrativa segue com contracantos na guitarra e no piano; 04:46 – Breque seguido do arranjo instrumental preparando a cama para o solo de guitarra com contracantos do piano; 06:05 – uma cadência, mas não a final, o arranjo retorna lentamente e sem peso incrementado por um coral; 06:53 – o arranjo fica vigoroso para a cadência final, que já prepara para a próxima música.
08 – Down The Dolce Vita
00:00 – rufar de timbales num crescente até explodir uma imponente orquestra com destaque para os metais à lá Wagner; 00:33 – tudo é transmutado num pop disco (ridículo!!!!); 01:25 – volta a orquestra wagneriana triunfante e novamente vira disco (socorro!!!); 02:10 – a orquestra reassume, mas agora segue (ainda bem…) partindo para um andamento mais lento; 03:05 – relógios mil, a guitarra vai num crescendo acompanhada do rufar da caixa militar; 03:48 – mistura tudo, vira um caos! Péssimo! Aqui temos “criatividade” em excesso; 04:40 – o famoso fade entra em ação e o tema toma cores new age, que na verdade já é a introdução da próxima música.
Obs.: Aos que leem, não achem que tenho algo contra a disco music, o que achei ridícula foi a combinação dela com o a orquestra pós-romântica e da forma como foi feita.
09 – Here Comes The Flood
00:00 – Balada com base no teclado/piano; 01:33 – o refrão pop finalizado em falsete; 02:10 – a balada retoma o arranjo, essa é daquelas boas para tocar nas rádios; 02:49 – novamente o refrão (deixa-me acender o isqueiro…); 03:26 – solinho de guitarra; 04:05 – repasse da bateria para o refrão, seguido de sequência de acordes de guitarra e cadência.
Análise Musical: Rodrigo Nogueira Fonte Histórica: Wikipédia Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer
Aqui encontramos a maior preciosidade de Bob Marley.
O mestre do reggae, havia sofrido um atentado em sua residência por motivos políticos e quase perdeu a vida junto com sua esposa e, sugerido por sua gravadora (a Island), foi para a Inglaterra, onde encontraria paz para gravar seu novo álbum, Exodus.
Como sabemos, as músicas de Bob, têm cunho político ou religioso, as vezes os dois. Ele era adepto da religião/filosofia Rastafári e não perdia a oportunidade de expor suas teorias nas letras, teorias essas que foram aceitas até com certa tranquilidade, pois tinham muito em comum com a maioria das religiões.
O maior exemplo disso nesse disco é a faixa que o abre, Natural Mystic, agora se você não se importa com essas conversas religiosas, procure as faixas Jamming, Waiting In Vain, Three Little Birds e One Love, composições de extrema sensibilidade, sendo a última, eleita pela BBC como a “canção do milênio”.
Em 1999, a revista Time elegeu Exodus como o disco do século. Para mim um certo exagero, diria que é o melhor disco de reggae que já ouvi, isso sem dúvida. e a melhor faixa é Waiting In Vain (ouça abaixo).
Apesar de não ser um aficcionado do estilo, certamente reservarei um lugar na minha discoteca selecionada para esse disco.
‘té mais!
Enciclopédia Básica de Estilos Musicais (Fonte: Wikipedia)
Deep house é um estilo da chamada house music que pode ser distinguido por uma série de características:
Se você acha que funk é Tati Quebra Barraco ou aquelas porcarias do DJ Marlboro, você está por fora!
Os Parliament são os mestres desse estilo! E mais! O disco Mothership Connection (1976) ainda o aperfeiçoa!
Com a presença do vozeirão de George Clynton, o sax de Maceo Parker e a condução swingada do baixo de Bootsy Collins temos Acid (gênero que mistura funk, disco, R&B com jazz).
Vale lembrar, pra quem não conhece, que Bootsy Collins era o baixista de ninguém menos que James Brown, o pai do funk, e que colaborou para criar as bases do estilo.
Os caras influenciaram o som de muita gente como por exemplo: Red Hot Chilli Peppers, Primus, Jamiroquai, até Snoopy Doggy Dog.
Saiba se você gosta ou não de funk (o verdadeiro!) ouvindo Mothership Connection do Parliament. Clique aqui para experimentar um pouquinho com a faixa "Unfunky UFO".
'té mais!
Enciclopédia Básica de Estilos Musicais
Blues-Rock - estilo musical híbrido que combina elementos do blues com rock and roll, enfatizando a guitarra elétrica.
Amigos, hoje me esbaldei ouvindo cinco discos, todos de 1976 (ano que nasci). Uns melhores que outros mas todos muito legais, abaixo, minhas observações:
Hejira - Joni Mitchell (1976)
Confesso que sou super fã da Joni Mitchell, acho ela demais.
Esse álbum, como os outros que ouvi dela, é sensacional!
Ela mistura folk, country-rock e jazz como ninguém, além de se preocupar com suas mensagens sendo sempre profunda. Poetiza!
O disco fala de "viagens" pessoais, fazendo uma analogia com a Hejira (viagem do profeta Maomé de Meca ao exílio em Medina).
Nas composições destacam-se os arranjos baseados quase totalmente nas cordas (baixo e guitarra), com a participação do monstro do baixo e namorado de Joni, Jaco Pastorius. O álbum é homogênio, as músicas mantem o mesmo "jeito" do começo ao fim.
Sucesso total até hoje, sendo um campeão de vendas no mundo todo, Boston é um disco bem bacana. A banda é super competente e técnica e faz um som pra frente.
Até o Nirvana rendeu uma homenagem à banda no "Acústico MTV" quando tocou a música Smells Like Teen Spirit incluindo uma do Boston no meio.
Pena que dez anos depois do lançamento de Boston, surgiu uma banda que desvirtuou a idéia deles e ridicularizou o gênero. Que banda famigerada foi essa? O Bon Jovi, qual mais?
Os Eagles em 1976, estavam totalmente contra a maré. Enquanto o que "mandava" na música mundial era o descerebrado disco music (nem tudo) ou o cru e expressivo punk, eles fecharam os ouvidos para o mundo exterior e continuaram na sua costa leste americana fazendo seus country-rocks com o mais absoluto esmero, produzindo este clássico do gênero capitaneado pela inesquecível faixa título.
Praticamente todas as gerações conhecem este hino, nas mais diferentes versões. Até nos malditos karaokês encontramos uma versão "midi" (cruz-credo) da música.
Mas o álbum não se resume nisso, todas as outras faixas são agradáveis e produzidas com muita qualidade. Um pouco melancólico é verdade.
Como o próprio líder do grupo, Björn Uivaeus disse, "a música pop é uma coisa descartável", aqui temos um belo exemplar.
Brincadeira, não concordo com isso, embora todos os estilos e gêneros musicais tenham sua parte descartável e, provavelmente, no caso do pop, seja a maior parte; não incluiria ABBA, ou pelo menos nem tudo deles.
Pelo tipo de som que fazem, são alvos fáceis para a crítica mais rabugenta, mas observando com boa vontade, certamente encontraremos méritos no trabalho deles.
Por exemplo: apesar das letras simplórias, nem todas são alienadas como a maioria das letras do gênero vigente na época; As músicas são bem arranjadas e os vocais são arrumadinhos e principalmente, algumas músicas incluídas nesse álbum sobreviveram à prova do tempo, pois marcaram muitas pessoas e agradaram todas as gerações pelas quais passaram. Prova disso é o sucesso obtido com o musical "Mamma Mia", estrelado por Meryl Streep. Claro que hoje em dia quem gosta de ABBA são os saudosistas e as crianças. Ah, tá bom, eu sei que ninguém resiste em apontar o dedo pra pista quando as moças cantam: "See that girl, watch that scene, digging the Dancing Queen, nem que for pra tirar sarro.
Para muitos, o melhor disco do Kiss. Para muitos, isso não quer dizer grande coisa.
Eles foram acusados de tudo: aproveitadores, escrachados, banda-paródia, palhaços e até de satanistas (vejam vocês). Claro que tudo isso foi dito por quem não conhece nada do som da banda, pobres ignorantes.
Mas afinal, o som é bom?
Nesse álbum, na minha opinião é.
Rocks descomplicados e divertidos. A originalidade deles é copiar e juntar a originalidade de outros (até Beethoven!) e se divertir a valer. São Show-Men.
Contribuíram muito para a estigmatização, mas também para a cristalização do heavy metal (apesar de não serem bem desse gênero).
Baila - Estilo que mistura elementos da música portuguesa com os dos escravos africanos trazidos ao Sri Lanka.
Baisha Xiyue - Gênero musical orquestrado tradicional dos Naxis, grupo étnico oriundo da região noroeste da província de Yunnan (China).
Bajourou - Gênero musical executado em casamento e reuniões sociais em Mali, surgido na década de 1990, acompanhado por guitarra com afinação não convencional.
Fui, por seis anos professor de teoria e percepção musical, história da música e saxofone.
Hoje sou administrador de empresa e estudante de filosofia na USP