quinta-feira, 11 de março de 2010

Você Realmente Gosta de Música?

dia mundial da musica[1]
A pergunta do título pode parecer tola, mas acho que cabe uma reflexão. Acredito que podemos apreciar música de duas formas:
1 – Pelo que ela nos causa
Na maioria das vezes que procuramos ouvir música, busbailinho[1]camos os efeitos que ela nos causa, por exemplo: quando saímos para dançar, queremos ouvir músicas que nos compelem à dança como um ritmo animado ou uma balada romântica, isso nos coloca “no clima” e, em geral nos traz prazer. Quando vamos à igreja, precisamos de músicas que nos coloquem em uma espécie de transe, pois nos dá a sensação de estarmos em contato com o divino. Em casos mais corriqueiros, utilizamos a música na tentativa de mudar nosso humor ou potencializá-lo, como nos casos em que ouvimos uma música alegre quando estamos, ou quando queremos ficar alegres.
Dessa forma, música boa é simplesmente aquela de que gostamos, e gosto não se discute. Sem contar que gosto nada mais é do que uma questão de costume e a mídia, sabedora disto, molda o gosto da população em geral ao seu bel prazer, forçando audições constantes de gêneros e artistas específicos.
Existem atualmente até estudos avançados sobre os efeitos da música e terapias que a utilizam como matéria-prima em suas seções, é o caso da Musicoterapia por exemplo.
Mas aí será que estamos apreciando música ou estamos apenas utilizando seus benefícios?
2 – Por ela em si
A música é uma forma de arte e por si só pode ser apreciada. Os livros de teoria musical dizem que “música é a arte de bem combinar os sons” e que sua principal função é a “expressão de sentimentos”. Reparem que não há restrições de sentimentos, ou seja, podem ser tanto bons quanto ruins.
Para apreciar a música dessa forma, devemos saber como ela é de fato, ou seja, sua estruturação, intenção, expressão, interpretação, etc. Não é obrigado, para isso, ter tanta erudição; muito pode ser percebido de forma empírica e por sensibilidades. Sem dúvida que o conhecimento na ár7895musica[1]ea amplia ainda mais essa percepção, mas não é o principal. Portanto, não conseguiremos atingir esse nível de apreciação com atividades paralelas. Quando lemos um livro, não podemos estar com a cabeça em outro lugar como na louça, na conversa com amigos, na balada, etc.; pois assim não entenderemos nada do que estamos lendo. Com a música é da mesma forma.
Nesse caso, música boa é aquela que tem qualidade, o gosto pouco importa. A qualidade é discutível sim e é baseada na análise e na percepção. O fato de gostarmos dela ou não, jamais tirará sua qualidade, só tornará mais ou menos agradável a experiência de ouvi-la.
Meu objetivo nesse texto não é dizer que uma forma é melhor que a outra, apenas dizer que existem outras maneiras de apreciar a música e que não precisamos abrir mão de nenhuma delas.
Como a primeira forma é feita automaticamente, venho oferecer com meu blog um pouco da segunda forma. Não quero de maneira alguma mudar ou influenciar gostos, mas através de pesquisa, mostrar o que tem valor artístico e estético nesse campo. Tanto é que muitas vezes contrario meu próprio gosto nas postagens no intuito de oferecer isenção de julgamento. Nem tudo o que é mostrado precisa ser gostado, mas por que não conhecido?
Mundo da M%C3%BAsica[1]
O universo musical é bem mais amplo do que o que a mídia nos mostra!
Convido os caros leitores a compartilharem comigo dessa maravilhosa viagem.
Programação de Postagens
Segundas e Quartas – Discos históricos de música popular apresentados em ordem cronológica (no momento, estou desbravando o ano de 1978).
Sábados - "Sábados de Jazz Apresenta” – destaque para uma personalidade do jazz e sua obra.
Domingos - “Domingos Especiais” – matérias mais longas que falam da trajetória da música e curiosidades sempre enfocando a música chamada Erudita (ou clássica).
Mande-me um comentário ou e-mail: sonsefilmes@gmail.com
té mais!

18 comentários:

Edilza Nascimento disse...

Gosto muito de música e concordo com vc quando diz que "Nem tudo o que é mostrado precisa ser gostado, mas por que não conhecido?". Só faço uma pequena restrição ao jazz. Realmente não bate legal no meu ouvidinho.
Parabéns pelo blog.
Edilza

Rodrigo Nogueira disse...

Obrigado Edilza, bom vê-la por aqui!
Concordo que o jazz talvez seja mais difícil de gostar, ainda mais por ser uma estética de fora e pouco ter a ver com nossa cultura e no meu entender, gosto=costume. Só que para haver esse costume, é necessário que seja dado um passo de cada vez. E para que dê certo, é necessário pré-disposição e um coração aberto. Minha esposa é formada em música erudita e sempre torceu o nariz para o jazz (são estilos antagônicos, daí normal a repulsa), mas com calma, começando por gêneros mais próximos do que ela está acostumada e "piorando" aos poucos, ela passou a compreender mais e com a compreensão o gosto surge. Claro que ela não é fanática por jazz hoje, mas já não acha tão repulsivo.
Abraço!

Leca disse...

Eu adoro música...mas música...
O que é música pra mim?
Jazz, Blues, Rock...
alguns sons não fazem parte do meu universo...
escuto por lado e sai pelo outro...
beijo
Leca

KRETÉPTUS KAIWMY disse...

Costumo dizer, (ao menos eu acredito no que eu digo... rsrs) que o gosto musical de alguém, nada mais é do que um contraste entre o conhecimento e valores de um indivíduo.
Como se pode afirmar, não gosto, se você não tiver conhecimento sobre o que é?
Esse fator conhecimento é que não existe hoje em relação à música. Todos se conformam com o que é apresentado pelo mercado fonográfico, que só se preocupa com o ganho de dinheiro, e nunca com qualidade. Dessa forma, grande parte da população atual, não ouve música, mas sim, consome música, consomem a música que não é feita para se ouvir, mas sim para vender.
Se grande parte desses alienados culturais cultivados pelas grandes gravadoras, chamam a música dos anos 70 e 80 de música antiga, eu paro pra pensar o que será que eles acham que é a música do século XVI, XVII??
Quando eu era adolescente, gostava de rock (mas sempre amei em primeiro lugar a música erudita), aí comecei a querer conhecer o que era o que meus amigos ouviam, que era aquelas músiquinhas de JovemPan, e nunca me identifiquei com uma música de estrutura pobre e simples, com as mesmas notas e mesmas batidas sendo repetidas incansavelmente. Nada contra quem ouve, mas a maioria das pessoas que as ouvem, não tem o mínimo conhecimento histórico sobre música.
Não sou do tipo de pessoa que ouve música com o coração, mas sim prefiro ouvir com o cérebro, por isso, meu conhecimento sobre música (que não é extremamente gigante), somado aos meus valores, do que eu considero que uma música tem que ter pra me satisfazer; fizeram com que hoje, eu me dedique cada vez mais a estudar a música erudita antiga. (a música antiga de meados do século XVIII pra traz, não a dos anos 80...hehe)

Rodrigo Nogueira disse...

Olá amiga Leca, bom vê-la por aqui!
Sem dúvida todos nós temos nosso gosto, pois como a música lida com a emoção, é muito difícil não sermos passionais na hora de julgá-la.
Porém, acredito que ao mesmo tempo que isso é positivo, pode também ser negativo se contruirmos uma muralha para tudo que vier de novo ou diferente, pois assim restringimos nosso universo.
A proposta é que tudo pode ser ouvido, mas nem tudo será apreciado (será bom ou terá qualidade). O legal é termos condições de identificar isso e utilizar o gosto como apenas mais um critério e não como o único. Tudo isso com o objetivo de atingir o prazer tanto racional quanto emocional.
Por que abrir mão de um deles, não é mesmo?

Bj!

Rodrigo Nogueira disse...

Kretéptus, que belo material você trouxe para o debate, hein amigo?

Concordo com seu conceito de gosto, mais ainda assim creio que na verdade você se refere ao aperfeiçoamento do gosto e não ao gosto em si. Num primeiro momento, o que vale é o costume: o que seus pais ouviam na sua infância (pode ser absorvido ou execrado, mas a influência é nítida),ou até o que as pessoas que você admirava ouviam. Num momento seguinte, quando o conhecimento (ou falta de), e valores se juntam à equação, tudo pode mudar e o gosto é lapidado. Geralmente a coisa para por aí, mas ainda acho que existe mais um passo para definir o gosto: a compreensão. É ela que nos abre os olhos para o que os passos anteriores fechavam. É incrível como a compreensão te faz gostar de coisas que antes você nem imaginava ser capaz. Lembre-se que conhecer não significa necessariamente compreender. Apenas conhecer a obra de Bach, por exemplo, não significa compreendê-la.
Sobre sua pergunta, devolvo com outra: Como posso afirmar, gosto, sem ter o conhecimento do que é? A maioria das pessoas gostam ou não gostam sem ter conhecimento nenhum, e é legítimo pois o gosto pode surgir empiricamente. Claro que, quando há o conhecimento, esse gosto será lapidado e terá razão concreta de ser.
Com relação ao mercado comercial, concordo totalmente com seu ponto de vista.
Entendo quando diz que uma música é pobre por ter uma estrutura simples e repetitiva, mas ressalvo que ela será pobre tecnicamente e não artisticamente. Lembre-se que a essência da música é expressar sentimentos e isso pode ser feito tanto com riqueza técnica como sem, não acha?
Como dizer que as grandes peças sacras do início do Renascimento são medíocres por usarem apenas uma linha melódica cantada em uníssono e com fraseado simples? O sentimento de elevação e respeito que se obtinha como resultado era sublime!
Enfim, acho que o prazer completo com a música é obtido quando ela é ouvida com o coração e com o cérebro e que a técnica é muito importante, mas não é o mais importante, existem outros fatores para torná-la efetivamente uma arte. Mas claro que isso é apenas minha opinião.

Muito legal que você tenha participado!
Um fraterno abraço!

Pinheiro disse...

Excelente o post!! Acredito que sinceramente não sabemos nada sobre "música". Temos alguns conhecimentos teóricos, ela nos gera alguns sentimentos quando à ouvimos, mas paramos por aí. Vejo a música como um veículo que leva uma mensagem, seja essa mensagem boa ou ruim. Através das letras Igrejas Evangélicas apontam o caminho a seguir, mas bandas de Metal Extremo também. Já dizia meu professor de canto: "Não existe "dó" de Deus e "dó" do diabo, "dó" é "dó" o grande lance é a mensagem que vc leva pros outros através desse "dó". Vejo a melodia, harmonia e rítmo causando reações diversas nas pessoas quando são usadas conscientemente ou não. Num curso que fiz certa vez lembro do professor falando que a melodia aguçava os sentimentos, o rítmo a ação e reação frente a uma situação e a harmonia a parte racional/intelectual e que os três elementos quando trabalhados de forma que um estivesse em evidência em relação ao outro causaria os efeitos esperados por sua característica. Usou como exemplo músicas de novela, filmes e comerciais de TV pra explicar a melodia e o efeito sentimental que causava no ouvinte; músicas de carnaval e funk (carioca) e suas predominâncias rítmicas para falar das reações dos seus ouvintes frente a brigas e confusões; e da Bossa Nova e MPB pra falar da riqueza harmônica e que geralmente eram escutadas por pessoas mais "questionadoras" por assim dizer, aquelas que não engolem qualquer coisa que lhes são apresentadas. Uma das coisas que me faz pensar que não sabemos nada sobre música é que segundo a Bíblia há música no céu e não creio que seja igual à que conhecemos aqui em terra, ou que eu e vc teremos algum privilégio por conhecer um pouquinho de música aqui, mas sei que HÁ!! Então tem muito mais coisa aí... Bem, vou parar por aqui que isso já tá virando outro post, rsrsrs. Mas já deu pra sacar o quanto gosto de música. Não paro de falar... rsrsrs Abraços musicais!!

rattleheadbrasil disse...

Finalmente consegui!
Você sintetizou o que eu penso muito bem, vou falar um pouco sobre a minha experiência em ambos os itens ok? Sobre o item 1:

- Ouvir música pra mim é como uma necessidade, algo como ter que beber água, ou se alimentar, todas as épocas, experiências boas e ruins, relacionamentos, etc são musicadas, e não se engane, rock e metal, assunto do meu blog são a ponta do iceberg, pois eu gosto de tudo, ou quase tudo, sempre consigo, da minha maneira, achar poesia naquilo que ouço. Eu gosto de música, mas gosto de inserir minha interpretação, nada que eu gosto é barato, ou simplório, sempre tenho uma explicação de 2 páginas pra cada artista/banda que eu curto. A música do "momento", ou seja, a que eu estiver ouvindo está diretamente proporcional ao meu estado de espírito, se minha esposa curtisse música como eu ela me entenderia muito melhor ;) graças a Deus eu sempre marginalizei a mídia, isso é algo que me sinto orgulhoso por isso, pois desde pequeno preferi as coisas que tinham algum conteúdo "off pop" tanto no cinema, quanto na música, estilo de vestir, etc...

sobre o item 2:

- Falando em: "estruturação, intenção, expressão, interpretação", isso só veio com o tempo pra mim, eu sempre estive solto no céu carregado pelas notas de quem conquistava minha alma naquele momento, depois eu fui começando a me interessar por isso, mas mesmo tendo conquistado uma certa maturidade musica, eu não procuro música pela sua técnica e sim por ela me tocar de alguma forma, falar comigo de uma maneira pessoal. Sobre "Quando lemos um livro, não podemos estar com a cabeça em outro lugar", um dos motivos pelos quais eu curto muito o vinil, pois ele nos traz o ritual de ouvir música, parar, tirar com cuidado o vinil da capa, colocar no toca-discos, levar a agulha até o disco e curti... Isso é bom demais.

Bom espero ter acrescentado algo ao seu excelente post, a programação ficou maneiríssima e o seu blog também é um garimpo pra mim pois eu também adoro pesquisar música.

FORTE ABRAÇO!

Rodrigo Nogueira disse...

Salve Pinheiro, como vão as aulas?

Valeu por ter comparecido!
Legal seu ponto de vista baseado na Bíblia. Não sou religioso, mas tenho uma visão quanto à música religiosa (sacra), se eu for contar aqui o papo vai longe, rsss, qualquer dia escrevo um post sobre isso.
Bem legal a concepção desse seu professor sobre o ritmo a melodia e a harmonia (já tá anotado!)

Obrigado pelos elogios!

Abração!

Rodrigo Nogueira disse...

Fabião, digamos que temos experiências e pontos de vista muito parecidos! Muito legal ter te encontrado na net, acredito que ambos temos muito a aprender um com outro em termos musicais!
Para minha sorte, casei um uma pianista, professora de música e, em breve, musicoterapeuta. Fim de semana trocamos altas experiência musicais e calorosas discussões sobre o tema. O único problema é vou num ritmo mais acelerado que o dela, as vezes tenho gás para encarar o quarto disco seguido e ela quer mudar de assunto lá pelo terceiro.
Sobre vinil vou dizer o quê? É OURO!!!

Abração!

Azrael disse...

Achei ótima a idéia de "apresentar" novos sons.
Sou acadêmico de música e mesmo neste meio, o julgamento do gosto impera entre as pessoas como fator decisivo na qualidade (ou não) de uma obra musical. E como obra me refiro desde Mozart/Machaut/Debussy até Charlie Paker/Herbie Hancock etc...
Eu partilho da visão que o gosto humano pela arte é algo construído culturalmente, e pra sair desse "ciclo" é necessário certo esforço. Que a indústria fonográfica infelizmente luta pra que não ocorra.
Amo jazz, amo música erudita, amo mpb, amo metal. Música aos meus olhos é uma só, só existem diferentes linguagens(ou talvez dialetos ?) pra exprimí-la. Acho que seria interessante você apresentar obras contemporâneas também como pierre schaeffer, stockhausen, J. Cage. Pelo próprio fato do seu sentido de "belo" ser completamente diferente, acredito que seria uma boa experiência pra todos nós =D

PhyetrO disse...

Gosto muito de música e tanto que fiz um blog com músicas francesas acessa ai> http://phyetro.blogspot.com/

Rodrigo Nogueira disse...

Azrael, obrigado por passar por aqui mais uma vez.

Tom Jobim (acho que foi ele...) uma vez disse: "Só existe 2 tipos de música: música boa e música ruim"; mas não disse que eu só posso gostar da boa ou só devo me contentar com a ruim.

Apesar do post tratar especificamente de música, acho que dá pra transcender o tema para diversas áreas, o gosto (concordo ser de origem cultural) acaba sendo o princípio das barreiras entre os seres humanos por ser a pedra fundamental para os preconceitos. Tudo que agrada ou que faz parte de bagagem cultural semelhante entre as pessoas é chamado de "identificação" e a consequência é a aceitação e a possível convivência entre os indivíduos. Quando não há esses elementos, a convivência e aceitação ficam difíceis pois as pessoas têm por praxe ignorar ou até execrar o diferente e muitas vezes o novo também, simplesmente argumentando que "não é bom", "não gosto", "é errado", "não presta", "na minha época era melhor..", etc. O que pode gerar e explicar uma série de conflitos.

Sua sugestão sobre a música (erudita) contemporânea é muito legal. Os compositores que citou fogem da maioria dos paradigmas aceitos hoje o que torna muito difícil que "caia no gosto" numa primeira audição, e a apreciação só seria possível com análise e compreensão abrangentes. Um belo desafio você sugere. Verei o que posso fazer.

Abraço! Apareça quando puder!

Rodrigo Nogueira disse...

Phyetro, tá dado o seu recado! Espero que tenha lido o post também.

Abç.

Murilo Barbosa disse...

Belo post Rodrigo, me lembrou a discussão singela (e definitiva) dos três "modos de ouvir" música que o Jota Moraes propôs naquele livrinho "O que é música", da coleção primeiros passos. O importante não é a música, mas como se ouve. Ouvir com o corpo, ouvir com o coração ou ouvir com o cérebro.
Por isso, música ruim realmente não existe. O que existe é música fora de seu contexto. Funk carioca na hora de jantar; Beethoven na pista de dança; música eletroacústica em show ao vivo. E é um pouco do que está acontecendo por aí: rádios tocando música "bate-estacas" e pagodes, o dia inteiro, como se fôssemos bailarinos de gafieira 24 horas por dia. Televisão mostrando o "último sucesso" romântico como se a trilha sonora de nossa vida fosse um eterno mar de rosas. O ouvido fica um pouco perdido nessa selva de músicas (ou será barulho?).

Rodrigo Nogueira disse...

Perfeita sua análise Murilo. Não li o tal "livrinho", mas já anotei e procurarei ler! Falei de ouvir com o coração e com o cérebro mas não falei com o corpo, muito obrigado pelo complemento.
Já sobre música boa ou ruim, acho que a questão é sob qual prisma você está analisando? Por exemplo: em geral um "bate-estaca" é ruim para o cérebro mas pode ser bom tanto para o coração quanto para o corpo; assim como a obra mais vanguardista de Schoenberg pode ser excelente para o cérebro, mas péssima para o corpo e indiferente para o coração.

Abração!

Bruna disse...

Muito bom. Você tocou na questão-chave: o universo musical é infinitamente maior do que o apresentado pela mídia.

Também escrevo sobre esses assuntos em meu blog: http://angustiaetica.blogspot.com.br.


Abraços,

Bruna.

Rodrigo Nogueira disse...

Olá Bruna! Obrigado pela visita.

Já dei uma passada por seu blog e gostei de suas ideias, parabéns!

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