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sábado, 10 de abril de 2010

Charles Mingus

charles mingus
SÁBADOS DE JAZZ APRESENTA:
CHARLES MINGUS
As listas de “melhores” na música, existem para auxiliar a ressaltar grandes nomes e mostrar para o leigo qual o tamanho do artista retratado. No jazz há listas dos maiores inovadores, intérpretes, virtuoses, etc. Charles Mingus é comumente enquadrado como um dos três maiores compositores do jazz, ao lado de Duke Ellington e Thelonious Monk.
Charles Mingus Jr. nasceu no dia 22 de abril de 1922, num quartel militar em Nogales, EUA. Sua mãe era mestiça de negro e chinês e seu pai, um sargento branco, mas descendente de negros. Ressalto isso pois acredito que sua herança genética incomum seja um dos fatores da sua genialidade.
Estimulado pelas irmãs mais velhas que estudavam violino e piano, Mingus entrou no mundo musical, só que pelo lado da música clássica e, o primeiro instrumento que se interessou em tocar foi o trombone, mas como era muito pequeno para tocá-lo, optou pelo violoncelo. Com o passar dos anos, foi aconselhado por um amigo a trocar para o baixo com o argumento de que um negro, por melhor que fosse, jamais teria sucesso em orquestras de música erudita. Assim, direcionou-se para o jazz e o mundo ganhou um de seus maiores baixistas.
Ele adquiriu experiência rapidamente tocando em diversas formações de jazz, dentre elas, vale citar os grupos de Miles Davis, Charlie Parker e Duke Ellington, que era seu maior ídolo.
Como intérprete, Mingus tinha um som distinto. Cada nota soava com grande clareza. Como compositor, talvez nenhuma outra obra jazzística seja tão transparente, tão reveladora do ser humano que a criou.
Seu temperamento era explosivo ao ponto de arrancar um dente de um colega com um soco numa discussão, e, em muitos momentos sensível, gentil e inseguro ao ponto de chorar nos bastidores de uma apresentação caso algo desse errado.
Este grande artista nos deixou em 5 de janeiro de 1979, por problemas causados por uma incomum doença chamada de mal de Lou Gehrig, que causa paralisia muscular.
“ A música é a evidência de que a minha alma vai viver”
Charles Mingus
Fonte de pesquisa: Coleção folha clássicos do jazz nº 19
EM AÇÃO! 
AUDIÇÕES
charlesmingus2
Do álbum “Jazz Portraits”
01 – I Can’t Get Started
02 – Alice’s Wonderland
Do álbum “The Black Saint and the Sinner Lady”
03 – Solo Dancer
Do álbum “Mingus, Mingus, Mingus”
04 – IIB.S.
Do álbum “Money Jungle”, com Duke Ellington e Max Roach
05 – Very Special

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Heavy Weather – Weather Report (1977)

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Liderados pelo pupilo ideológico de Miles Davis, Joe Zawinul, o Weather Report é referência de fusion jazz.

Esse estilo foi muito difundido, principalmente nos anos 70 e 80, sendo responsável por uma “modernização” no jazz. O que zangou uma infinidade de puristas.

O que mais irrita os defensores do jazz, é que o fusion o mistura com o rock, gênero responsável pela decadência do jazz no gosto popular.

Se você considerar o tipo de rock que se fazia na época: hard rock, rock psicodélico e outros; já pode imaginar o que saiu desta fusão.

Teclados e efeitos em profusão, solos de guitarra com saxofone, percussão infernal e por aí vai. Mas não pense que é barulhento, não senhor! A qualidade dos músicos, arranjos e composições são primorosos.

Weather Report Live at Shinjuku Kosei Nenkin Hall, 11 Jun 1981

Vários monstros sagrados passaram pelo grupo como o próprio Joe, Wayne Shorter, Jaco Pastorious, Alex Acuña, etc. Até alguns brasileiros célebres como Dom Um Romão e Airto Moreira.

O álbum Heavy Weather é fundamental para a história da música e vem com a marca registrada da banda: a faixa Birdland, que chegou até a virar hit (fato raro para jazz após os anos 70).

As outras faixas são uma explosão de criatividade e perícia nos instrumentos, culminando com a inspirada faixa Havona (veja no vídeo embaixo).

Destaco o som primoroso e agradável do baixo fretless (aquele sem os trastes no braço, veja foto abaixo), executado por Jaco Pastorious.

30230223_1[1]

Se você quer se aprofundar no jazz, mas quer ir aos poucos, sem cair de cabeça, e já passou a etapa do easy listening e do smooth, venha para o Weather Report e o fusion jazz!

 

‘té mais!

 

 Enciclopédia Básica de Estilos Musicais (Fonte: Wikipedia)

Enka (演歌, Enka?) é um estilo de música japonesa que é uma mistura de sons tradicionais japoneses com melodias ocidentais, principalmente de influência americana. Porém foi criada entre a Era Meiji e Era Taisho, como uma forma de música de protesto.

Ethereal Wave, também chamado de Etheric Wave ou Ethereal, é um termo que descreve um sub-género do rock gótico. É característico deste género de música o uso de paisagens sonoras atmosféricas de guitarra, incluindo efeitos sonoros como eco e delay. Uma outra característica é o uso de vozes femininas enevoadas, celestiais ou murmuradas e uma forte influência de música ambiente.

Eurobeat - versão britânica da "Italo Disco". 1987 - atualmente: Dance music com elementos de Italo Disco produzidos principalmente para o mercado japonês.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Obsessiva, Obsessed (2009)

Direção de Steve Shill, com Idris Elba, Beyoncé Knowles e Ali Larter, 108 min.



O filme começa com aquela batida história de casal-feliz-que-muda-pra-casa-nova-que-acabou-de-comprar. Vale muito a música inicial “Any Other Day”, belamente interpretada por Norah Jones e Wyclef Jean.


Notamos a felicidade do casal, Idris e Beyoncé, no aconchego do carpete onde trocam carícias bem comportadas e quando a coisa esquenta, puf, corte de cena. Ahh!

O maridão vai para o trabalho, onde é vice-presidente de uma próspera empresa de negócios e no elevador encontra a bela Ali Larter (a obsessiva do título) e descobrem que vão trabalhar juntos, pois a moça é secretária temporária (temp girl). Logo de cara notamos um “clima” entre eles e aqui começa o “tormento” do cidadão.


A moça, sabe-se lá por quê, fica “gamadona” no sujeito (ô mau gosto!)e passa a jogar charme (e que charme!).


Derek (o nome do sortudo) fica cheio de si e não corta diretamente os assédios da moça, mas também não dá pra dizer que a encoraja só que a cada dia a coisa vai piorando, mas ele não se importa, pois ela é “temp girl”, então logo irá embora, certo? Nada! De repente todas as secretárias vão ficando doentes uma a uma e quem substitui? Nossa loira gatinha de mau gosto.


Bem, então nosso herói resiste bravamente às várias tentativas da moça e tenta resolver a situação sem falar nada para a esposinha. Você já deve imaginar como a coisa termina.


É o primeiro filme em que vejo Idris Elba e a impressão não foi boa, achei canastrão. Pior mesmo é Beyoncé, atuação fraca e coberta de roupa da cabeça aos pés. Destaque para Ali Larter que é a única que parece atriz de verdade, se bem que já a vimos nesse papel antes, no seriado Heroes, interpretando a transtornada Niki.


O roteiro é cheio de furos, por exemplo: como é que as secretárias foram ficando doentes em sequência? Qual a linha de investigação da detetive do filme, entre outras. Sem contar que proporcionou pelo menos duas “pérolas”: na cena que Beyoncé bota o marido pra fora de casa, ele, apavorado, pergunta aos berros: “mas pra onde eu vou?” e ela responde: “pro inferno! Mas antes dê uma passada no hotel Waldorf Astoria...” (hahahaha). A outra é no combate corpo-a-corpo entre Beyoncé e Ali em que a primeira pega a segunda pelas pernas e diz que vai “varrer o chão com sua bundinha magra!”


Diferente de Glen Close em Atração Fatal, a personagem de Ali Larter é mais carente que psicopata e em nenhum momento apresenta sério risco à família, por isso achei exagerado matar a bandida no final.





Veja o trailer de Obsessiva acima

‘té mais!



Avaliação (0 a 10): 2

Enciclopédia Básica de Estilos Musicais
Concerto Grosso - é o concerto em que um grupo de solistas ("concertino") — geralmente dois violinos e um violoncelo — dialoga com o resto da orquestra ("ripieno"), por vezes fundindo-se com este resultando no "tutti", sendo característico do período barroco.
Cool Jazz - é um estilo de jazz surgido no final da década de 1940 em Nova Iorque. Um de seus maiores representantes foi o músico Miles Davis. O estilo caracteriza-se por ser, ma maioria das vezes, uma música mais lenta e mais melancólica. Há mais espaços na música, ela é mais estendida, e menos notas são tocadas.
Coladeira - é um género musical e de dança de Cabo Verde.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Os Melhores Discos que já Ouvi (Anos 50) Músicas da Época da Vovó

In The Wee Small Hours - Frank Sinatra (1955)


Para mim, Frank Sinatra tem a voz masculina mais bonita de todos os tempos.
Esse disco em especial, traz uma ótima coleção pra ouvir bem baixinho com a luz apagada e abraçadinho com seu amor.
Uma experiência muito agradável dormir ou acordar com esse album tocando.

Escute uma faixa! - http://www.youtube.com/watch?v=5ImGP33hcc4


The Wildest! - Louis Prima (1956)

Certamente (para mim) o disco mais divertido dos anos 50.
Louis Prima era bem maluco cantava e tocava trompete fazendo a maior festa! Fazia um "mix" de swing com o rock que estava surgindo e a banda "mandava brasa".
Músicas despretensiosas, feitas pra alegrar o ambiente.
Louis Prima era rei em sua época e, como diz o nome do LP ele era "O SELVAGEM!"

Para se divertir, clique - http://www.youtube.com/watch?v=8Ha1TP8lMv8

Ellington At Newport 1956 (1956)

O senhor Ellington é considerado por muitos o maior compositor da música norte-americana.
Ele era um ótimo pianista mas o seu instrumento mesmo era sua orquestra - excelente tecnicamente e nas interpretações.
Músicas fantásticas gravadas ao vivo com solos perfeitos.
Pra quem gosta de swing, este talvez seja o melhor disco do gênero. Disco para ouvir com atenção, aconselho apenas para os iniciados no gênero, os iniciantes devem deixá-lo pra depois.
http://www.youtube.com/watch?v=T5SsZ-TqFsA


Brilliant Corners - Thelonious Monk (1957)

Thelonious Monk era louco (sério! Até passou uma temporada no hospício!) e também genial.
Foi um dos inventores do Be Bop junto com Charlie Parker e Dizzie Gilesppie. Digamos que o Be Bop é o "Heavy Metal" do jazz.
O cara é um dos músicos/compositores mais originais que já ouvi e esse disco mostra bem isso. Esse é só pra amantes do gênero ou curiosos.
Conheça um trecho - http://www.youtube.com/watch?v=QB5VU2eKh2c


Birth Of The Cool - Miles Davis (1957)

Esse, sem dúvida, é um dos meus músicos favoritos: Miles Davis.
Esse disco é histórico! Miles é considerado o precursor de vários gêneros do jazz e esse album é citado como o marco inicial do Cool Jazz, variação que inclui música clássica em sua receita. Nada de virtuosismos exagerados, as notas são usadas na medida certa.
Reza a lenda que foi o Cool Jazz que influenciou o João Gilberto a bolar a nossa Bossa-nova. Imprescindível para todo o amante de música!


Lady In Satin - Billie Holiday (1958)


Confesso que não sou fã da Billie Holiday, mas esse disco... Como é belo e, principalmente sofrido...
Ela já não tinha uma voz lá essas coisas e, nessas gravações, menos ainda. Porém, que interpretação formidável! A orquestra e os arranjos do sr. Ray Ellis são soberbos.
Se você está com depressão, não ouça, é perigoso! Recomendo que você escute esse sozinho. Eu chorei.



Kind Of Blue - Miles Davis (1959)

Puxa, o que dizer deste aqui. Provavelmente é O MELHOR DISCO QUE JÁ OUVI DE TODOS OS TEMPOS!
Imagine juntar os melhores músicos (lendas!) de seus respectivos instrumentos, num estúdio sem ensaio nem nada e apresentar alguns temas e dizer: "vamos tocar". Aposto que você imaginou uma viagem doidona! E se eu acrescentar que a turma tinha que improvisar em cima de escalas modais? Piorou? Cacofonia e virtuosismo vazio? Meu, acredite se quiser, um álbum tranquilo, belo, sutil, preciso, original, GENIAL!! Escute esse disco e mude seus conceitos sobre música! http://www.youtube.com/watch?v=4sDeysxjvrQ

Time Out - The Dave Brubeck Quartet (1959)
Um dos discos mais populares (e vendidos!) do gênero de todos os tempos.
Esse é legal até pra iniciantes no jazz. Gostoso de ouvir, animado. Bela pedida!
Não sei se vovó ouvia esse mas, se não ouvia, perdeu. Quebre seus discos do Richard Clayderman e do Ray Conniff e coloque esse no lugar! - http://www.youtube.com/watch?v=JAydqZwnpBo


Enciclopédia Básica de Estilos Musicais
2-step - Surgiu em Londres, no final da década de 1990, derivada da dance music e considerada subgênero do UK garage.
2 tone - Surgiu no final da década de 1970, derivado do ska.
4-beat - Surgiu em 1993, derivada do breakbeat.
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