quarta-feira, 31 de março de 2010

Eternally Yours – The Saints

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The Saints é uma banda australiana de punk rock formada originalmente pelos colegas de escola Chris Bailey (vocal e guitarra), Ed Kuepper (guitarra), Kym Bradshaw (baixo) e Ivor Hay (bateria).

Em 1976, eles conseguiram um contrato com a gravadora EMI para a gravação de três álbuns, o primeiro foi chamado (I’m) Stranded.

Em meados de 1977, se mandaram para a Inglaterra e não gostaram nada do cenário alienado do punk de lá e procurarm distanciar seu trabalho do deles buscando influências no lado R&B do rock. Nessa época, Kym Bradshaw caiu fora e em seu lugar entrou Alisdair “Algy” Ward no baixo; então gravaram seu segundo álbum e mais memorável: Eternally Yours.

Na sequência, buscaram influência também no jazz-blues e, em pouco tempo, por várias disavenças quanto aos rumos da banda, todos saíram à excessão de Bailey que manteve o nome The Saints e contratou novos músicos, mas nunca mais conseguiram a mesma “pegada”.

No final da década de 1980, conseguiram êxito comercial com o álbum All Fools Day (1987), mas o fôlego durou pouco e a banda deixou de existir na década de 1990 até que Bailey apostou, sem sucesso, na carreira solo.

Até hoje ainda são feitos alguns revivals com os membros originais.

Site Oficial

Eternally Yours (1978)

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Download: Eternally Yours

Curiosidades do álbum

  • As letras mal-humoradas investem contra as empresas, o consumismo e a cultura da TV, tipo: “ I ain’t no puppet for no capital gain”.
  • A única música que se tornou hit foi “This Perfect Day”, que é um ótimo cartão de visitas para o trabalho da banda.
  • Em 2004, ele foi relançado num box recheado de bônus, que reúne os 3 primeiros discos da banda.

Audição Comentada

01 – Know Your Product

O disco é aberto por um surpreendente arranjo de metais e a guitarra cheia de peso se funde ao arranjo. A bateria dá uma vitamina extra com suas quebradas. Muito bom!

02 – Lost And Found

O baixo e a bateria quebram tudo com um trabalho competente. A guitarra se restringe a poucos acordes, porém cheios de atitude.

03 – Memories Are Made Of This

O violão que dita o ritmo, mas é a guitarra que sola. Aqui eles pegam mais leve.

04 – Private Affair

Temos o peso de volta, 4 acordes descentes, o vocal pula de uma canal para o outro.

05 – A Minor Aversion

Arranjinho simples e sem muita expressividade.

06 – No Your Product

Com um pé no rockabilly e outro no punk. O vocal se impõe com mais ênfase e a mensagem é passada com fúria. Uma b-side típica, gostei!

07 – The Perfect Day

O clima da música anterior permanece. Menos rockabilly, mais punk. guitarra com efeito de eco (acho). Médio…

08 – Run Down

A bem vinda presença de uma gaita em cima do punk furioso.

09 – Orstralia

Letrinha boba e a volta dos metais só que com um arranjo burocrático.

10 – New Center Of The Universe

Punk comum, mas com uma letra legal.

11 – Untitled

O canto é preguiçoso, o violão fica basicamente em dois acordes e a música nem tem nome. Sei lá, gostei!

12 – I’m Misunderstood

Um riff legal, como um rockabilly acelerado.

13 – International Robots

Zoação. Risadas, backing vocals ridículos. Qualquer coisa para fechar o disco.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Dire Straits

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No final dos anos 70, o rock seguia basicamente duas tendências: havia o progressivo, super elaborado e pesado do Rush e do Yes e, em resposta, o punk: cru, também pesado e fadado ao esgotamento. Eis que em 1977, Mark Knopfler, um ex-jornalista e professor, juntamente com seu irmão David, que era assistente social e mais dois malucos: John Illsley e Pick Whiters, resolvem formar uma banda de rock, mas com uma proposta totalmente diferente do que estava na moda.
Para atingir esse objetivo, eles buscaram nas raízes do rock a base para a inovação pretendida. Esses quatro ingleses optaram por uma sonoridade mais leve e muito arraigada no blues, no country, no folk e no rock tradicional. Surgia assim a banda Cafe Racers.
Mark Knopfler aprendeu guitarra sozinho, e por isso desenvolveu uma forma incomum, mas eficiente para tocar: utiliza apenas três dedos na mão direita. Isso impede um certo virtuosismo, mas dá uma sonoridade diferente à sua execução e a torna original e criativa; tanto que muitos o consideram um guitar hero.
Um belo dia, quando a banda estava reunida, o baterista Pick Whiters, observando a precariedade dos equipamentos, roupas e condição financeira; resolveu rir da situação e falou que a banda, na verdade deveria se chamar “Dire Straits” (que em inglês é uma gíria usada para designar algo ou alguém em situação financeira muito ruim), o que vendo hoje é uma ironia, pois a banda foi uma das mais bem sucedidas da história da música e Mark Knopfler é um dos músicos mais ricos do planeta; todos riram na época e resolveram adotar esse novo nome.
Em 1978, um empresário do selo Vertigo, resolveu apostar nos caras e contratou o Dire Straits para gravar. O álbum é o que analiso hoje. Como remavam contra a maré musical vigente, o tal do empresário foi muito corajoso em lançar esse disco e quebrou a cara, ele foi totalmente ignorado na Inglaterra.
Então o grupo foi tentar a sorte nos Estados Unidos e acabaram sendo contratados pela gigante Warner Brothers, que, encurtando o caso, fez uma divulgação legal e eles estouraram; inclusive na Inglaterra.
Claro que a história continua. Não perca mais sobre o Dire Straits em posts futuros!
Dire Straits (1978)
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Curiosidades do álbum:
  • Sultans of Swing, foi o primeiro single e é até hoje um dos maiores hits da banda.
  • Foi lançado 6 meses depois do single, ficando entre os 5 primeiros das paradas
  • Nos Estados Unidos ficou entre os 3 mais vendidos e levou um disco de platina duplo.
Faixas Comentadas
01 – Down To The Waterline
Uma beleza de abertura com a guitarra em evidência. Quando a banda entra, mostra a característica típica do som do Dire Straits. Mark Knopfler canta muito parecido com Bob Dylan e seus solos com a guitarra limpa são ótimos!
02 – Water Of Love
Um rítmo bem praiano que lembra alguma coisa do Lulu Santos. A voz vem dobrada. A harmonia é simples mas muito agradável.
03 – Setting Me Up
A pegada fica mais para country, a guitarra recebe reverb e o rítmo é dançante.
04 – Six Blade Knife
Tranquila na harmonia e forte na letra. Blueseira! Destaque para os contra-cantos da guitarra.
05 – Southbound Again
Não sei, não gosto do acompanhamento da guitarra base, acho que o timbre dela não me agrada.
06 – Sultans Of Swing
O que dizer desta? É destaque e pronto! Super-inspirada! Quem nunca ouviu deve ser de outro planeta.
07 – In The Gallery
Outra que bebe no country e no blues. Sincopada e com rítmo moderado.
08 – Wild West End
A base é com um banjo, a bateria usa a lateral da caixa; uma balada.
09 – Lions
Agradável, relaxante, bluseira.
Comentários e adaptação do texto: Rodrigo Nogueira
Fonte Histórica: Wikipédia
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

té mais!

domingo, 28 de março de 2010

Obras Revolucionárias – 50 – Berlioz – Les Nuits d’eté

berlioz Hector Berlioz
Para conhecer o projeto “50 OBRAS REVOLUCIONÁRIAS” clique AQUI!
  • 50 - Les Nuits d’eté (1840-56) – Berlioz
A mélodie é a canção de arte francesa, equivalente ao lied alemão, mas com um estilo próprio. Berlioz foi o primeiro de seus grandes compositores, e Les Nuits d’eté, o ápice dgautiere sua obra.
Ele compôs estas seis canções em 1841, sobre versos de Theophile Gautier, originalmente para a voz de mezzo (voz feminina situada entre a contralto e a soprano), ou tenor, com acompanhamento de piano.
Posteriormente, orquestrou a canção “AbMariesence” para Marie Recio, sua amante e futura esposa; depois, em 1856, orquestrou todas as seis, tendo em mente um cantor diferente para cada uma delas, dedicadas a cada um deles. Foi só bem depois que o ciclo se tornou exclusivo dos mezzos, que geralmente transportaram as canções para diferentes tonalidades. A importância do ciclo Les Nuits d’eté está em sua originalidade, não apenas na sensibilidade e no exotismo românticos que se tornaram características da canção francesa, mas também por ser o primeiro grande ciclo de canções com orquestra, antecipando Wesendonck Lieder de Wagner.  

Influenciados: Gustav Mahler; Richard Strauss; Benjamin Britten.
Gravação Recomendada: Kasarova (RCA)
AUDIÇÃO
Com Anne Sofie Von Otter
capa
Les Nuits d’eté
01 – Villanelle
02 – Le Spectre de La Rose
03 – Sur Les Lagunes
04 – Absence
05 – Au Cimetieri
06 – L’ille Inconnue

50 Obras Revolucionárias - Introdução

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Quem acompanha o blog Sons, Filmes & Afins, já sabe que aos domingos os artigos se referem à músicas eruditas (ou clássicas). As intenções são presentear os fãs dessa forma musical e também introduzir quem ainda não conhece muito, mas que tem interesse em se aprofundar no assunto.

A partir de hoje, inicio um programa que durará 50 domingos, que apresentarão 50 obras que foram responsáveis pelas maiores revoluções musicais no decorrer da história e que fundamentaram a música ocidental.

Baseado na revista Classic CD, que é uma referência mundial para a música eruditaclassi73, mas sempre tentando ampliar a concepção original.

Para facilitar o acompanhamento das matérias, fiz um índice que poderá ser acessado facilmente, ao final desta mesma postagem, ou no menu principal do blog, no qual serão acrescentados tópicos conforme os posts forem sendo produzidos.

A seleção das músicas foi feita baseada na consultoria a 10 grandes críticos musicais que colaboram com a revista, e foram classificadas segundo o número de votos que cada uma recebeu. As descrições das obras são acompanhadas por uma recomendação de gravação que tentarei disponibilizar para download. Caso não consiga, colocarei uma outra gravação de nível semelhante.

Nem preciso dizer que comentários são mais que bem-vindos, espero que você leitor, aproveite tanto quanto eu estou aproveitando conhecer essas fascinantes obras.

SEJA SEGUIDOR!


Abraços!
Rodrigo Nogueira

sábado, 27 de março de 2010

Stéphane Grappelli

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SÁBADOS DE JAZZ APRESENTA:
STÉPHANE GRAPPELLI

Em 26 de janeiro de 1908, Paris, França, nasceu o grande violinista de jazz Stéphane Grappelli. Filho de pai italiano (era marquês) e mãe francesa.

Sua mãe faleceu quando ele tinha apenas 4 anos de idade, então seu pai o mandou para um orfanato pois, na mesma época, foi convocado para servir na Primeira Guerra Mundial.

Tornou-se logo artista de rua, pianista em cinemas (os filmes não tinham audio e havia um pianista que tocava ao vivo para complementar o filme), saxofonista e acordeonista. Apesar de ter estudado dois anos no Conservatório de Paris, a maior parte de seu conhecimento veio de forma auto-didata. Era um virtuose.

Adquiriu fama ao integrar o super Quintette du Hot Club de França, do qual também fazia parte o violonista/guitarrista Django Reinhardt.

Após a guerra, sua fama atravessou o Atlântico e ele foi convidado para gravar com Duke Ellington, Oscar Peterson e outros. Não tocava “apenas” jazz, fazia música erudita e participou de gravações ao lado da lenda do violino erudito Yehud Menuhin e do maestro Andre Previn.

Uma curiosidade é que gravou um solo para a música Wish You Where Here, do Pink Floyd, mas como na mixagem ficou quase inaudível, o violinista não foi creditado. Roger Waters justificou dizendo que seria um insulto ao grande mestre do arco.

Colaborou com inúmeros artistas de vários estilos, segue uma lista incompleta: Django Rinhardt, Bill Coleman, Michelle Legrand, Oscar Peterson, Luis Bellson, Phil Woods, Jean-Luc Ponty, Joe Venuti, Claude Bolling, Gary Burton, Hubert Clavecin, David Grisman, Barney Kessel, Yo Yo Ma, Yehudi Menuhin,  Helen Merrill, Marc Fosset, Toots Thielemans, Mcoy Tyner, Baden Powel, Paul Simon, Earl Hines, Michel Petrucciani, etc.

O grande Stéphane Grappelli faleceu no dia 1º de dezembro de 1997, pouco depois de passar por uma cirurgia para tratar de hérnia.

EM AÇÃO!

AUDIÇÕES

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Do disco “Verve Jazz Masters, Vol. 11”:

01 – Pennies From Heaven

02 - Ain't Misbehavin'

Do disco “Jazz In Paris, Vol. 1”, com Oscar Peterson:

03 – Flamingo

04 – Looking At You

05 – My One And Only Love

sexta-feira, 26 de março de 2010

Ponto de Partida

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Powder Blue (2009)

Direção: Timothy Linh Bui. Com Jessica Biel, Eddie Redmayne, Forest Whitaker, Ray Liotta e Patrick Swayze.

Sinopse: Uma dançarina de clube noturno, um ex-presidiário, um agente funerário e um ex-padre buscam sentido para suas vidas miseráveis e a chance de um ponto de partida para recomeçá-las.

pontodepartida_Jessica Resolvi assistir esse filme basicamente por três atrativos: 1- A presença de Forrest Withaker, a quem considero um ótimo ator, atuando e produzindo o filme.  2 – O primeiro papel dramático da bela Jessica Biel que inclusive, protagoniza cenas picantes de dança erótica que ficaram bem populares na internet e 3 – Trata-se do último filme do falecido Patrick Swayze.

Convido o caro leitor a pensar um instante: imagine que você queira escrever uma história dramática e quer pegar no fundo da sua mente as piores situações possíveis. Acho que foi por aí que aconteceu com o diretor e roteirista Timothy Linh Bui. Todas as personagens são desgraçadas, quando um de seus problemas é exposto, prepare-se, pois não será o único, virá mais pela frente. Quando situar a história? – No momento em que os desgraçados se sentem mais desgraçados ainda: no período do Natal.

Com requintes de novela, principalmente das mexicanas, esse filme foi um verdadeiro tormento assistir. Nem Forrest Withaker salva o filme, sua atuação é apenas mediana.

Ainda nas atuações, Jessica Biel não conseguiu achar o ponto em nenhum momento. Sempre exagerada e piegas. Suas cenas de dança e striptease na boate realmente são memoráveis, mas não precisa ver o filme por isso, deixo o vídeo com um pouquinho para você ver:

Ray Liotta, canastrão como sempre e Patrick Swayze faz uma caricatura de um cafetão: melancólico.

Destaco a atuação do desconhecido Alejandro Romero que faz um travesti que rouba todas as cenas de Forrest Whitaker. O momento em que discutem no apartamento do personagem  Lexus (Romero) é o ponto alto.

Eu não recomendo, mas se for assistir, prepare uma caixa de lenços porque eles querem te fazer chorar, eu chorei, de raiva!

Veja o trailer:

‘té mais!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Q: Are We Not a Men? A: We Are Devo! - Devo

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Banda formada em 1973, na cidade de Akron, Ohio, EUA, por Gerald Casale (baixo), Bob Lewis (guitarra), Bob Casale (guitarra), Mark Mothersbaugh (sintetizadores), Fred Weber (vocal) e Rod Reisman (bateira).

Gerald Casale e Bob Lewis se conheceram na universidade onde faziam artes. Um dos conceitos que compartilhavam era de que o ser humano (tiravam por base a sociedade estadunidense), ao invés de estar evoluindo estava regredindo (involuindo, de-evolution em inglês), ou seja, o comportamento do ser contemporâneo era o de “rebanho”, poucos pensam por si, a maioria é massa de manobra. O que simbolizava esse conceito era a figura mítica do demônio “D-Evolution”, criado para suas mensagens panfletárias. Daí o nome “Devo”, nada mais do que uma abreviação do conceito. Das atividades artísticas para a formação de uma banda foi um pulo.

O irônico é que comprovando sua teoria da estupidez humana, o maior sucesso do Devo, Whip it (algo como “chicotear”), que na verdade tinha uma mensagem contra a política do governo Reagan, foi entendida pela massa de ovelhas como se fosse uma referência à masturbação, e aí estourou de vender! (lógico).

Como nenhum deles era exímio instrumentista e a expressão da indignação juvenil era representada pelo punk (que qualquer retardado toca, mas que precisa de uma certa pegada para ser expressivo), optaram à princípio por esse gênero.

Só que a forma do Devo era mais satirica do que furiosa, mais bufa do que guerreira, mais cabeça que coração; então mudaram gradativamente para o pos-punk e, em seguida para o new wave.

A banda existe até hoje e já teve diversas formações. O line-up clássico durou dez anos (de 1975 a 1985), e era formado por: Gerald Casale (baixo e vocais), Mark Mothersbaugh (sintetizadores, guitarra e vocais), Bob Mothersbaugh (guitarra, teclado e vocais), Bob Casale (guitarra, teclado e vocais) e Alan Myers (bateria e percussão eletrônica).

O álbum apreciado hoje é o primeiro do grupo e contou com a produção do onipresente Brian Eno (Roxy Music, David Bowie, Talking Heads e tantos outros). Quando foi lançado, causou espanto geral, a crítica ficou dividida, muitos não entenderam direito qual era a mensagem. Recentemente, os especialistas o tratam com mais carinho e quase que unanimemente o colocam em todas as listas de “melhores” que são convidados a participar.

Site Oficial

Q: Are We Not A Man? A: We Are Devo! (1978)

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Download - Q: Are We Not A Man?...

CURIOSIDADES DO ÁLBUM

  • Seus principais temas são a loucura, a demência e  a paranóia que imperam na sociedade em geral em pessoas ditas “normais”.
  • Apesar de usarem bastante sintetizadores, nem se compara com a quantidade enorme de seu uso em álbuns posteriores.

Ouça as Faixas

Meus destaques em vermelho

01 – Uncontrollable Urge

02 – Satisfaction (I Can’t Get No)

03 – Praying Hands

04 – Space Junk

05 – Mongoloid

06 – Jocko Homo

07 – Too Much Paranoias

08 – Gut Feeling

09 – Slap Your Mammy

10 – Come Back Jones

11 - Sloopy (I Saw My Baby Getti’n)

12 – Shrivel Up

Comentários e adaptação do texto: Rodrigo Nogueira
Fonte Histórica: Wikipédia
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

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segunda-feira, 22 de março de 2010

The Cars

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Em 1977, como já vimos, aparece, principalmente graças a Ian Dury, o gênero New Wave. Em sua esteira, surgiu uma série de conjuntos que resolveram explorar essa seara e um dos que foram mais bem sucedidos foi o estadunidense The Cars. A banda era composta pelo cantor e guitarrista Ric Ocasek, Benjamin Orr (baixo e vocal), Elliot Easton (guitarra), Greg Hawkes (teclados) e David Robinson (bateria).

The Cars surgiu em Boston (1977) e no mesmo ano já assinaram com a gravadora Elektra. Robert Palmer, crítico de música do The New York Times e da revista Rolling Stone descreveu o som dos caras da seguinte forma: “Eles seguiram algumas tendências importantes, mas diferente do minimalismo punk muito forte hoje em dia (1978), usaram um sintetizador labiríntico, texturas de guitarra ao estilo art rock, rockabilly dos anos 50 e concisão melódica power pop. Juntaram tudo e criaram misturas pessoais e atraentes”.

A espinha dorsal dos Cars sempre foi Ric Ocasek e Benjamim Orr. Antes de formar a banda, já tinham uma longa estrada juntos pelos “bailes da vida” (como diria Milton Nascimento). Formaram diversas bandas que não deram certo, participaram de bandas dos outros e chegaram até a se apresentar em dueto. Apesar de não terem obtido o sucesso, pelo menos adquiriram muita experiência na profissão, e quando a oportunidade finalmente chegou, eles estavam prewbcn031-a1parados.

Formada a banda The Cars, eles passaram praticamente um ano concentrados em produzir um material original. Quando finalmente ficou pronto, foram apresentá-lo na noite de Boston e rapidamente angariaram alguns apreciadores influentes, como foi o caso da DJ Maxanne Sartori (foto)  que lançou a demo de Just What I Need nas rádios (que viria a ser o primeiro single da banda). Rapidamente foram contratados pela gravadora Elektra e lançaram seu primeiro álbum (homônimo), o qual tratamos nesse post.

A banda fez muito sucesso pelos anos 80, inclusive emplacando vários hits. Fizeram sucesso também aqui no Brasil, algumas músicas chegaram a entrar nas trilhas sonoras de novelas (eca!); mas nunca mais conseguiram superar em qualidade e criatividade o álbum de estréia.

Em 1988 eles ficaram de saco cheio e resolveram tocar seus próprios projetos musicais solo ou foram

fazer atividades que nada tinham a ver com música.

Para quem não se lembra do Cars, vou colocar um clipezinho com a música Drive. Se você tem mais de 30 anos certamente se lembrará, pois ela era figurinha carimbada nos famosos “bailinhos” da década de 1980. Detalhe: a garota do clipe (linda, mas péssima atriz), é a esposa do horroroso guitarrista Ric Ocasek.

 

The Cars (1978)

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Download: The Cars - Debut

Curiosidades do álbum

  • Vendeu 1 milhão de cópias na época de seu lançamento e ficou 139 semanas nas paradas da Billboard nos Estados Unidos.
  • É um amálgama de influências (entre elas, do Velvet Underground e de David Bowie), filtrado por um pop abertamente feito para tocar nas rádios, é um guia de introdução à new wave que continua sendo excelente mesmo três décadas depois.

Faixas Comentadas

Meus destaques em vermelho

01 – Good Times Roll

O teclado se faz bastante presente, a guitarra vem com acordes secos e o refrão é enriquecido com um coro. Um pop agradável.

02 – My Best Friend’s Girl

Ah não, detesto palminhas… A guitarra apresenta uma levada inspirada no country.

03 – Just What I Needed

Os instrumentos vão evoluindo aos poucos até chegar à ponte dominada pelo teclado. O interessante refrão com vozes em pergunta e resposta é seguido por um bom e leve solo de guitarra.

04 – I’m In Touch With Your World

Ares praianos, voz dobrada (feia) e efeitos de vídeo-game. A guitarra até tenta salvar mas não dá.

05 – Don’t Cha Stop

Guitarras em terças, teclado tipo trilha sonora do Flash Gordon, voz à David Byrne e pegada mais agitada. Era promissora, mas o refrão é péssimo.

06 – You’re All I’ve Got Tonight

Um bem-vindo peso na guitarra, teclado espacial e refrão em coro novamente. Melhorou consideravelmente.

07 – Bye Bye Love

A guitarra faz um fraseado legal, ou sincopada ou fazendo contracanto à voz. Uma bela ponte dominada pelo teclado e com intervenções simples, mas criativas da guitarra.

08 – Moving In Stereo

Engatada na música anterior, mas com outra temática. Efeitos na voz e troca de canais. O teclado faz glissando para cima e para baixo. Harmonia marcada, etérea. Típico new wave. Boa.

09 – All Mixed Up

Opa, esta também é engatada na anterior, temos uma suíte! Boa melodia. Alguns falsetes feios, mas não chega a comprometer. Surpresa! Um solo de sax alto no final! Sensacional! Puxa, meteram um fade!!! Maldito editor de som! Por que foi cortar o solo??

Comentários e adaptação do texto: Rodrigo Nogueira
Fonte Histórica: Wikipédia
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

té mais!

domingo, 21 de março de 2010

…E Schumann inventa o Quinteto com piano

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O quinteto reflete a grande escala da paisagem campestre em miniatura

Robert Schumann (1810-56), pertencente à primeira geração de compositores alemães românticos, tendia a concentrar suas energias em uma forma musical por vez.

Durante a década de 1830, enquanto brigava com o futuro sogro, que tinha outros planos para a filha pianista, Schumann abria o coração em uma série de peças para piano solo, entre elas: Carnaval de Viena, Cenas Infantis e a Fantasia em dó maior. Então, em 1840, tendo conseguido a autorização do senhor Wieck para se casar com Clara, os talentos líricos de Schumann, quase iguais aos de seu adorado Schubert, revelaram-se em uma série de canções, muitas das quais lhe garantiram a imortalidade. Em 1841, seus pensamentos voltaram-se para robert_e_clara_schumann_sa música orquestral e, particularmente, sinfônica. Sua herança alemã significava que, embora seu maior talento fosse para as miniaturas, ele tinha uma enorme urgência em se expressar em grande escala. Então compôs o que hoje conhecemos como a Primeira e a Quarta Sinfonias, e uma variedade de outras obras maravilhosas.

No ano seguinte, foi a vez da música de câmara. Como sucessor de Beethoven, era vital provar que seria capaz de escrever grandes quartetos de corda e outras obras para pequenas forças. Nesse ano, Schumann compôs seus três únicos quartetos para cordas, dedicando-os a “meu amigo Felix Mendelssohn Bertholdy”. Ele também escreveu o Quarteto com piano e a mais bela de suas obras de câmara, o Quinteto com piano Op. 44. Schumann estava no auge da felicidade, ainda sem qualquer sinal da depressão que finalmente o levaria à tentativa de suicídio e à internação. Ele precisou de menos de três semanas para compor o Quinteto, durante o mês de outubro de 1842. A obra foi dedicada a Clara, e ela parmendelssohnticipou da primeira execução. Foi um enorme sucesso que aumentou a reputação de Schumann mais que qualquer outra de suas obras anteriores ou posteriores. Na segunda execução, Clara estava doente, e Mendelssohn foi convocado às pressas, tocando a parte do piano à primeira vista.

Impressionado com o Quinteto, ele sugeriu a Schumann que alterasse o terceiro movimento, o Scherzo, acrescentando algo mais vivaz como segundo trio. Schumann assim procedeu imediatamente, e o resultado é o que hoje ouvimos, um dos trechos mais fascinantes de uma obra de contínua inspiração.

DESVENDANDO O QUINTETO

Ouça enquanto lê

Ele começa de maneira hilariante, com todos os cinco instrumentos (piano, dois violinos, viola e violoncelo) tocando em alto e bom som; a indicação Allegro brillianterefere-se mais ao caráter que ao andamento. Cada uma das quatro mínimas da abertura é acentuada; na verdade a acentuação atinge-nos como forma de alegria, nunca de insistência. O que é o único em Schumann é o fato de ele ser simultaneamente vigoroso e lírico. E o que é ainda mais notável, enquanto a maioria dos compositores acham que a sustentação da melodia pelos instrumentos de corda torna o som do piano arquejante, Schumann faz que o pianista ceda a melodia às cordas na maior parte de sua obra. Assim, depois das explosões da abertura, o piano dá início um arrebatador segundo tema que logo é tomado pelo primeiro violino; e embora o pianista limite-se ao acompanhamento, nunca existe, como se poderia esperar, a sensação de que os instrumentos estão soando uns contra os outros. Tudo contribui para um calor expressivo e difuso.Palisades1 600No segundo movimento, À maneira de uma marcha, o primeiro violino toca uma melodia que pode facilmente soar fúnebre ou espectral, mas nunca as duas coisas.

Nenhuma destas duas disposições de ânimo condiz com o resto da obra ou com o resto deste movimento, pois depois de um minuto, a marcha cede lugar a uma melodia penetrante e sublime no primeiro violino e no violoncelo, o que nos faz sentir que Brahms, que venerava Schumann, recebeu a mais sincera forma de homenagem. A marcha retorna, e o segundo episódio é marcado agitatto, com uma figuração angular para o piano, e as quatro cordas em uníssono. A marcha transforma-se em um tema lírico, e a melodia à la Brahms volta gloriosa e voluptuosa.

O Scherzo é um movimento alegre e agitado, com escalas ascendentes para o piano, logo imitado pelos outros instrumentos. Há dois trios, o primeiro lírico, e o segundo – por sugestão de Mendelssohn – disparado e cromático. O último movimento é uma combinação entre a forma sonata e a fuga, um movimento “viajante”, do tipo schubertiano, mas depois de um grande clímax, Schumann prepara-nos uma surpresa: o primeiro tema de toda a obra retorna e recebe um pleno tratamento em fuga.

Fonte: Revista Classic CD nº 17

sábado, 20 de março de 2010

Sarah Vaughan

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SÁBADOS DE JAZZ APRESENTA:
SARAH VAUGHAN

Sarah Lois Vaughan nasceu no dia 27 de março de 1924 nos Estados Unidos, e faleceu no dia 3 de abril de 1990. É considerada uma das maiores cantoras de jazz de todos os tempos, ao lado de Billie Holiday e Ella Fitzgerald.

Como muitos artistas de sua época, era filha de músicos, seu pai era guitarrista e sua mãe cantora; e seu início e primeiras influências vieram da igreja.

Sua carreira musical começou a crescer quando foi selecionada para integrar a big band do cantor Billy Eckstine e do mestre do piano Earl Hines.

Contralto e dona de uma extensão vocal impressionante, ela aperfeiçoou sua técnica a tal grau de complexidade que conseguiu integrar o seleto grupo de artistas do bebop. Se apresentou diversas vezes com Dizzie Gillespie, Charlie Parker, Thelonious Monk e outras feras. É considerada a “musa do bebop”. Seu controle da voz é inacreditável, solava através do scat singing de um modo que fazia muito instrumentista ficar com inveja.

Sarah também se aventurou em outros estilos como o blues, o pop, rock (chegou a gravar um disco só de músicas dos Beatles), erudito e muita música brasileira. Seu último álbum, por exemplo, foi Brazilian Romance, produzido por Sérgio Mendes. Outro destaque foi o disco em parceria com Milton Nascimento.

Com o passar dos anos, adquiriu uma sonoridade grave e escura em sua voz que era sem precedentes. A potência e a qualidade de seu canto sempre foi mais adequado a grande expressividade do blues, jazz e até da música clássica, de modo que quando caía para outros estilos que estavam na moda, era um grande desperdício.

Influenciou e influencia uma infinidade de cantores que vão de Aretha Franklin à Amy Winehouse, mas a cantora que mais chega perto da grande Sarah, para mim, é Dianne Reeves, de quem já tive o prazer de assistir a um show.

A grande diva faleceu aos 66 anos em decorrência de um câncer de pulmão. Morreu em casa, enquanto assistia um filme com sua filha.

EM AÇÃO!

(ACOMPANHE O DUETO COM O GRANDE WYNTON MARSALIS E O MASSACRE DO SCAT SINGING!)

AUDIÇÕES

sarah vaughan

Do extraordinário disco Sarah Vaughan At Mister Kelly’s

01 - Be Anything But Darling Be Mine

02 - Just One Of Those Things

03 - How High Is The Moon

04 - Embraceable You

De uma coletânea

05 – The Nearness Of You

06 – Summertime

07 – Loverman

08 – What Is This Thing Called Love

sexta-feira, 19 de março de 2010

Amor sem Escalas

amor sem escalas

Up In The Air (2009)

Direção: Jason Reitman. Com George Clooney, Vera Farmiga e Anna Kendrick.

Indicações no Oscar 2010 – Melhor filme, melhor direção, melhor ator, melhor atriz coadjuvante (2 indicadas) e melhor roteiro adaptado.

Executivo passa a maior parte de sua vida em aeroportos ao redor do mundo. Sua profissão:despedir pessoas. Numa dessas viagens, encontra uma mulher interessante e que tem uma rotina de vida semelhante à dele. Ao mesmo tempo tem que lidar com uma colega novata, mas promissora, que quer revolucionar a profissão.

amor sem escalas2 Ryan Bingham (George Clooney), é um solteirão convicto que inclusive prega em palestras motivacionais que a felicidade é possível quando não damos muita importância para os problemas dos outros (até de familiares) e nem para itens materiais. Tudo isso são “pesos” que atrasam a vida. Ele é muito feliz em sua profissão de demitir pessoas, principalmente pelo fato de que isso o permite estar sempre em lugares diferentes e passando experiências novas.

Em uma de suas diversas viagens, encontra Alex (Vera Farmiga). Mulher fascinante que parece ter a mesma filosofia de vida. Imediatamente se identificam e iniciam um relacionamento casual. Com o passar do tempo, Ryan passa a repensar seus conceitos de felicidade.

Ao mesmo tempo, é obrigado a conviver com Natalie (Anna Kendrik), que tenta revolucionar sua profissão fazendo o trabalho através de vídeo-conferência, o que diminuiria demais as despesas da empresa, pois seus agentes não precisariam mais viajar. Ryan questiona os métodos e seu chefe o obriga então a “ensinar” a novata as manhas da profissão para que ela possa aperfeiçoar seu sistema.

Comentários sobre as indicações ao Oscar:

Melhor Filmeamor sem escalas

Achei o filme muito bom, recomendo que seja assistido, mas não o indicaria ao Oscar. Quem acompanha o blog sabe de minha opinião de que “Guerra ao Terror” também não mereceria, mas se eu apenas comparar estes dois filmes, o segundo é melhor.

 

Melhor DireçãoJason Reitman arrives at the "Snow Angels" Los Angeles Premiere

Jason Reitman fez mais um trabalho competente mas não tinha nem chance contra “Guerra ao Terror”. O desempenho de Kathryn Bigelow seria difícil de ser batido esse ano. Para mim é o maior mérito do filme vencedor do Oscar 2010.

Melhor Atorclooney

George Clooney esteve bem a maior parte do filme, mas do meio para o final esteve brilhante (principalmente na sensível cena do metrô quando fala com Alex pelo telefone). Não vi (ainda) o filme do Jeff Bridges (que levou o prêmio de melhor ator), mas achei justa a indicação de Clooney. A única atuação que posso comparar das indicadas ao Oscar é a de Jeremy Renner (Guerra ao Terror), pois as outras ainda não vi. Para mim Renner não deu nem para o cheiro com seu “neo-Rambo”.

Melhor Atriz Coadjuvantevera farmiga

Vera Farmiga faz uma confiante e sedutora Alex, está belíssima e atraente no filme. Sua atuação é boa mas não achei merecedora nem de indicação.

 

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Anna Kendrick faz seu primeiro bom trabalho, mas também não achei justa sua indicação.

 

 

 

Melhor Roteiro Adaptado

Ponto alto do filme. Ainda não vi Preciosa para comparar, mas gostei muito do roteiro. Trás ótimas reflexões. É divertido, profundo e sério em boa medida. Ótimos diálogos, principalmente nas “demissões”, tanto no drama da situação quanto nos depoimentos no final do filme sobre como é possível a superação. Não se preocupem, não é auto-ajuda, o escritor defende de forma magistral um ponto de vista aqui.

 

Aguardo seus comentários amigos, esse filme dá bastante pano pra manga!

Veja o trailer:

segunda-feira, 15 de março de 2010

Van Halen

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Como acontece em muitos casos, os irmão Van Halen desenvolveram o gosto por influência dos pais. O pai era clarinetista e colocou os filhos Eddie e Alex para estudar piano clássico desde criancinhas. Em pouco tempo, eles notaram que piano não era a praia de nenhum dos dois e trocaram o instrumento por bateria e guitarra. O curioso é que Eddie optou pela bateria e Alex pela guitarra. Tempos depois é que perceberam que tocavam melhor o instrumento do outro e aí trocaram.
Em 1972, os irmãos já tocavam quase que profissionalmente fazendo covers em alguns festivais, quando encontraram David Lee Roth que era o vocalista da banda The Red Ball Jets. Foi convidado pelos irmão para integrar sua banda e aceitou. Pouco tempo depois, em outro festival, fizeram amizade com Michael Anthony, que era baixista e vocalista da banda Snake. Michael tocou algumas vezes com eles e logo foi convidado a se juntar à banda.
Nesse momento, o grupo chamava-se Mammoth, mas como descobriram que havia outra banda nos Estados Unidos com esse nome, optaram por trocá-lo, e o nome escolhido foi o da família dos irmãos, ou seja, surgiu enfim o Van Halen.vanhalenlogo
O line-up ficou assim: David Lee Roth (vocal), Edward Lodewijk Van Halen (guitarra e teclado), Alex Arthur Van Halen (bateria) e Michael Anthony (baixo).
Em 1976, Gene Simmonsgene-simmons (Kiss), assistiu um show do Van Halen e curtiu. Ofereceu uma chance para os caras dizendo que mandaria uma demo deles para a gravadora. Eles se apressaram em conseguir um equipamento básico emprestado para gravar, só que a gravadora não se interessou. O incrível é que na fita continha uma primeira versão do hit Runnin’ With The Devil. Gene ainda tentou recrutar Eddie para o Kiss, mas sem sucesso. A banda continuou batalhando e no ano seguinte, um produtor da Warner conheceu a banda no mesmo bar que Gene os havia encontrado e não teve dúvidas: contratou o Van Halen.
Logo em 1978 saiu o primeiro álbum: Van Halen, que vendeu 12 milhões de cópias. É o que ouviremos hoje.
A história segue como o amigo leitor bem sabe, confira as leituras relacionadas abaixo!

Leituras relacionadas:


Van Halen (1978)
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Curiosidades do Álbum

  • Das buzinas de carro que anunciam “Runnin’ With The Devil” à arrasadora “On Fire”, o disco é uma mistura insuperável de elegância sonora e letras lascivas.

  • Segundo a revista Guitar World, o solo de guitarra de “Eruption” só perde para o de “Stairway To Heaven” do Led Zeppelin.

  • A versão da música dos Kinks “You Really Got Me”, é considerada superior à original inclusive pelo próprio Ray Davies (líder dos Kinks).

  • O lado ruim é que influenciaram também as famigeradas bandas de “hair metal”, ou “hard rock farofa”.
Faixas Comentadas
Meus destaques em vermelho
01 – Runnin’ With The Devil
Com um riff forte e marcante, uma levada cadenciada e ótimos trabalhos vocais. A criatividade da guitarra de Eddie já se faz presente nas “pontes”. 
02 – Eruption
Show de tapping! Eddie is guitar hero, o que mais dizer dessa faixa?
03 – You Really Got Me
Releitura de um clássico que ficou melhor que o original. Só faço uma ressalva, David Lee Roth não precisava de tantos gritinhos.
04 – Ain’t Talkin’ ‘bout Love
E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R!!!!
05 – I’m The One
Super heavy, a guitarra esmirilha logo de cara. Alucinante do começo ao fim. Backing vocals perfeitos. Eddie sola a música inteira e Michael Anthony apura no baixo. A sessão de doo-wop no final é inusitada e fantástica!
06 – Jamie’s Cryin’
Mais uma cadenciada. Refrãozinho cretino. A guitarra se salva. A música não está a altura das outras do álbum, até termina com efeito fade…
07 – Atomic Punk
Eddie experimenta efeitos na guitarra e logo depois apresenta um riff matador!
08 – Feel Your Love Tonight
Quase comercial demais. Um dedinho (ou um gritinho) a mais e estragava.
09 – Little Dreamer
Fraquinha… UhhhhUhhhhh (ridículo!)
10 – Ice Cream Man
Baita blues só voz e violão! O Lee Roth quando quer até canta bem. No meio a banda entra e a coisa fica eletrificada. Michael Antony oferece a “cama” na pentatônica e Eddie pisa no acelerador.
11 – On Fire 
Peso!! Quase um trash metal. Baita final de disco, deixa vontade de correr pra pegar o segundo álbum!
Comentários e adaptação do texto: Rodrigo Nogueira
Fonte Histórica: Wikipédia
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer
té mais!

domingo, 14 de março de 2010

Missa Solemnis - Beethoven

Beethoven

Há praticamente 190 anos, Beethoven presenteava o Arquiduque Rodolfo com sua recém-terminada obra-prima coral.

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O mundo de Beethoven se despedaçava. Quando ele começou a compor a Missa Solemnis, sua obra-prima coral, em 1819, sua audição havia-se deteriorado tanto que conversar com ele só era possível escrevendo em um caderno. Durante os anos seguintes, ele sofreu uma variedade de desagradáveis distúrbios de saúde, inclusive febre reumática, “gota no peito” e icterícia – o primeiro sinal de seu fatal distúrbio hepático. E como se estas aflições não fossem suficientes, alguns meses antes o compositor fora forçado a abrir mão da guarda do sobrinho Karl,biog_karl_nephew_large depois de anos de embates legais com a mãe do menino de 12 anos.

A adoção do sobrinho por Beethoven em 1816 provavelmente fez com que o compositor reassumisse sua fé religiosa, já que ele queria oferecer ao garoto uma forte formação moral e religiosa. Em 1817, ele escreveu em seu diário: Deus, Deus, meu refúgio, minha rocha, meu tudo.
Tu vês no fundo do meu coração e sabes como me dói ser obrigado a forçar outrem (a mãe de Karl) a sofrer devido às minhas boas intenções para com meu precioso Karl!!!
Oh, ouve-me sempre, Ser inefável, ouve-me – teu infeliz, o mais infeliz de todos os mortais”.

Quando o tribunal, em 1818, perguntou a Karl se Beethoven o havia ensinado a rezar, ele respondeu que os dois rezavam juntos toda manhã e toda noite.

Em sua crescente reclusão, busca espiritual e angústia destrutiva, Beethoven pode muito bem ter-se debatido com a ideia de compor uma obra religiosa durante um certo tempo. Quando, no início de 1819, ele descobriu que seu aluno, amigo e patrono, o Arquiduque Rodolfo, seria nomeado Arcebispo de Olmütz, com a entronização devendo ocorrer em 9 de março de 1820, o compositor viu no fato a perfeita razão de ser para uma Missa Solemnis e começou a compor com afinco para a ocasião.

Contudo, Beethoven continuava a pleitear a guarda de Karl. Isto se revelou um considerável desgaste financeiro e de inspiração, e boa parte do tempo do compositor teve que ser gasto em peças comparativamente curtas e de retorno financeiro (como as Sonatas para piano op. 109-11) para aplacar os credores. Consequentemente, a Missa Solemnis demorou mais tempo que o planejado para ser composta. A precária situação financeira de Beethoven resultou em algumas negociações perfeitamente questionáveis com diferentes editores – em fevereiro de 1823 ele se referiu a não menos que três missas em suas diferentes correspondências!

Em 19 de março de 1823, Beethoven entregou uma cópia da Missa Solemnis ao Arquiduque Rodolfo. Os quatro anos decorridos entre a concepção e o término desta obra monumental haviam-lhe consumido mais tempo e energia que qualquer outra obra. Beethoven acabou vendendo-a à editora Schoot por 1000 florins, mas antes vendeu cópias a dez assinantes – entre eles o czar da Rússia e os reis da França, Prússia e Dinamarca – por 50 ducados cada. Com os olhos fixos no reino de Deus, talvez Beethoven tivesse esquecido seus problemas financeiros.

Fonte: Revista Classic CD, Nº 19

AUDIÇÃO COMENTADA

Faixa 01 - Beethoven, Missa Solemnis, op. 123 - “Sanctus” - Trecho

A Missa Solemnis é uma obra colossal e, juntamente com a Missa em Si Menor de Bach, é o Everest do gênero. Os esboços de Beethoven para a obra foram prodigiosos, culminando em um trabalho de extrema complexidade e sutileza.

Contudo, a profundidade intelectual da missa é equiparada por sua apaixonada constituição religiosa. Como escreveu Beethoven: “Meu principal objetivo ao escrever essa grande Missa foi despertar e instilar permanentemente o sentimento religioso não apenas nos cantores, mas também nos ouvintes”.

Partindo de uma abertura orquestral misteriosa e contida, a música deste extrato, o Sanctus, logo explode em um alegre louvor coral: “Santo, Senhor Deus dos exércitos, o céu e a terra estão cheios da Tua glória. Hosana nas alturas”.

Faixas seguintes, Missa Solemnis, op.123 – Completa

02 – Kyrie

03 – Glória

04 – Credo

05 – Sanctus

06 – Agnus Dei

 

sábado, 13 de março de 2010

Thelonious Monk

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SÁBADOS DE JAZZ APRESENTA:
THELONIOUS MONK

Thelonious Sphere Monk, pianista estadunidense de jazz. Nasceu em 10 de outubro de 1917 e faleceu em 17 de fevereiro de 1982.

Aprendeu música ainda na infância e serviu de acompanhante para cantoras e cantores que reconheciam no jovem Monk um talento enorme.

Na década de 40 começou a ficar em evidência no cenário do jazz, quando foi contratado como pianista fixo na badalada Minton’s Playhouse. Lá os jovens talentos se dirigiam para “enfrentar” em duelos memoráveis de improvisos os veteranos. Nomes como Charlie Parker e Dizzie Gillespie eram frequentes e, fosse quem fosse no palco, o trio de Thelonious é que acompanhava.

Muitas amizades e trocas musicais aconteceram naquele rico cenário e a nova forma melódica de Charlie Parker, a estrutura harmônica inteligente de Dizzie Gillespie e o genial ritmo e temas complexos de Monk, deram origem a um novo gênero dentro do jazz: o Bebop.

Como na época, o que imperava era o swing, os bebopers tinham certa dificuldade para encontrar espaço na mídia, sem contar que sua música extremamente complexa e virtuosística, causava (ainda causa) um certo espanto para um público não preparado. Por tudo isso, Monk demorou muito para conseguir gravar um disco, e quando conseguiu, foi como acompanhante de Colleman Hawkins, a primeira lenda do saxofone. Mesmo não podendo expor totalmente suas características músicais únicas, conseguiu incluir no repertório do disco uma de suas composições.

Com o tempo, as ideias musicais de Thelonious transcenderam o bebop e se tornaram tão diferentes de tudo, que não é possível incluí-las em nenhum gênero do jazz, ou seja, Thelonious Monk tem um gênero próprio de composição: com harmonias dissonantes e guinadas melódicas combinadas a linhas de percussão desenvolvidas com abruptos ataques ao piano e uso de silêncios e hesitações.

Apenas em 1957, é que ele conseguiu gravar um álbum que reunisse todo esse material espetacular, o lendário Brilliant CornersThelonious-Monk-Brilliant-Corners-360744. A faixa título é tão complexa e fenomenal que, em 25 takes e contando com Max Roach na batera e Oscar Pettiford no baixo, não foi possível executá-la. A gravadora então convocou outros músicos, entre eles a lenda do baixo Paul Chambers (que dois anos depois gravaria com Miles Davis, John Coltrane, Cannonball Adderley, Bill Evans; o insuperável e sobrenatural álbum Kind Of Blue), e ainda assim não foi possível um take completo. Resultado: a faixa foi editada.

Também em 1957, ele liderou um quarteto com John Coltrane no sax tenor, Wilbur Ware no baixo e Shadow Wilson na bateria, para apresentações no famoso Carnegie Hall. Todo material, claro, foi gravado. Porém as fitas simplesmente sumiram e só foram descobertas quase 50 anos depois (em 2005), no acervo da Biblioteca do Congresso, foram remasterizadas e lançados em CD.

Monk era um sujeito excêntrico, alguns suspeitavam que ele tinha problemas mentais. Por isso foi internado algumas vezes em sanatórios e tratado como tal. Hoje especula-se que tenha sido diagnosticado erradamente e que seu “tratamento” teria lhe causado danos cerebrais. Ao final de sua vida, foi acometido de uma grande depressão e, em 17 de fevereiro de 1982, faleceu vítima de um AVC.

Sua obra não é muito extensa (pelo que se sabe, mas tem-se descoberto material inédito nos últimos anos), mas é essencial para o aperfeiçoamento do jazz. Sem contar que algumas de suas músicas tornaram-se standards,como "Epistrophy", "'Round Midnight", "Blue Monk", "Straight No Chaser" e "Well, You Needn't".

Fontes de pesquisa: Wikipedia e Coleção Folha de Clássicos do Jazz Nº8

Site Oficial

EM AÇÃO!

AUDIÇÕES

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O1 – Brilliant Corners – do álbum homônimo

Do mitológico álbum do Carneggie Hall com John Coltrane

02 – Monk’s Mood

03 – Crepuscule With Nellie

Da coletânea lançada em 2005

04 – Ruby, My Dear

05 - ‘Round Midnight

06 – Straight, No Chaser

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