terça-feira, 30 de novembro de 2010

A Formação do Gosto Musical - Parte 2: Os Primeiros Padrões Musicais


Para a boa compreensão deste artigo, é imprescindível a leitura prévia do artigo anterior, caso ainda não tenha lido, utilize o link abaixo:

Desde antes de nascermos, temos contato com um grande número de sons, sejam eles internos como as batidas do coração por exemplo, quanto externos como a voz da mãe ou sons do ambiente. Só que para formação de um padrão cerebral há a necessidade de dois fatores: a repetição do som - as batidas do coração, a voz da mãe, etc, e a associação desses sons com alguma coisa relevante - o próprio funcionamento do corpo e a pessoa mais próxima e constante. Em um primeiro momento, estas associações são instintivas, ou seja, ainda não passam por algum julgamento consciente, mas tornam-se reconhecíveis e identificáveis - o primeiro passo para gostar.

Geralmente, o primeiro contato relevante que temos com música, são as famosas canções de ninar cantadas por algum familiar, normalmente a mãe. A voz da mãe, por si só já é um som facilmente identificável pelo bebê, portanto esse padrão já está estabelecido e o que vier daí, no mínimo já encontrará receptividade para a assimilação e a formação de novos padrões, pois a canção de ninar será facilmente associada ao carinho materno. Entretanto, aquela música em particular só será efetivamente reconhecível  e depois julgada como "agradável" se houver a repetição dela em momentos similares de carinho (ou sono, ou qualquer outra atividade ou sensação a qual possa receber alguma associação).

Outro aspecto a ser analisado é a estruturação da música cantada, pois a maneira como foi composta também é fundamental para o desenvolvimento dos padrões (gosto). A explicação para isso é que nosso cérebro é um pouco resistente a coisas completamente novas, sempre que entra em contato com uma suposta novidade, imediatamente procura dentre seus padrões já estabelecidos alguma similaridade. Se essa similaridade não for encontrada, a reação normalmente é de repulsa ou irritação. Então como uma canção de ninar ouvida pela primeira vez poderá encontrar receptividade e "cair no gosto"? Isso ocorre apenas por ela ser executada pela voz familiar da mãe? Não, pois apesar da voz da mãe já ser um padrão estabelecido, a música cantada não é, e se esse fosse o único fator, a repetição da canção teria que ser muito grande para que o cérebro seja forçado a estabelecer um padrão novo para assimilar a música (não a voz, esta já está assimilada e associada). Então há algo mais na música que permite a fácil assimilação? A resposta é simples: sim - a canção de ninar já tem padrões similares em seu cérebro, eles apenas receberão desdobramentos. 


Até aqui, qual sua opinião? Utilize os comentários, vamos explorar a questão!

domingo, 28 de novembro de 2010

50 Obras Revolucionárias - Nº 15 - Le Marteau Sans Maître - Boulez

Pierre Boulez
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  • 15 - Le Marteau Sans Maître (1952) - Boulez
O impacto de Pierre Boulez sobre a música do pós-guerra é incalculável. Foi ele quem primeiro anunciou que os rumos da música não estavam na pragmática abordagem serialista de Schoenberg, mas no rarefeito mundo musical de Webern, em que todo parâmetro musical potencial podia ser submetido a estritos princípios seriais, inclusive ritmo, dinâmica e até mesmo timbre. Após Polyphonie X (1951, depois excluído), em que Boulez reconhecia que "a organização não era apenas total, era totalitária", entre 1952-54 ele produziu o que, sem dúvida, é sua grande obra-prima, Le Marteau sans maître ("O martelo sem mestre"), que combina a propensão do compositor à densidade estrutural microcósmica com uma surpreendente sensualidade. Baseadas em três poemas curtos de René Char, seu poeta favorito (que incluem linhas inescrutáveis como "Faca na minha cabeça. Peru"), cada uma das nove seções é escrita diferentemente para um conjunto de voz de alto, flauta, viola, violão, vibrafone, xilorimba (um misto de xilofone e marimba) e percussão.

Influenciados: muitos compositores do pós-guerra
Gravação recomendada: de la Martinez (Lorelt)

Texto extraído da revista Classic CD Nº 20
Leituras relacionadas:




AUDIÇÃO
Le Marteau Sans Maître (trecho) - Boulez

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A Formação do Gosto Musical - Introdução


Este tema está longe de ser definido, mas na tentativa de entendê-lo, algumas questões fundamentais precisam ser respondidas:

O que é música?
Segundo a maioria dos livros didáticos, música é "a arte de combinar os sons", porém, este conceito é muito vago, principalmente por causa do termo "combinar", que poderia ser interpretado como a simples junção de sons, ou a junção de sons que tenham alguma afinidade e organização (outros termos vagos e relativos).

O que é som?
No vácuo não há som
Um dia me perguntaram: "se uma pedra cai no chão em uma distante floresta, sem ninguém por perto para ouvi-la, ela produzirá som?" Penso que não, porque na prática o som não existe. Explico: o som é a maneira como nosso cérebro decodifica o atrito de algo com o ar (uma pedra por exemplo), e a captação da vibração do ar causada por esse atrito, é feita através do aparelho auditivo, portanto se não há um aparelho para captar e outro para decodificar, não há som. O que há de fato é a vibração do ar que gera uma frequência e essa frequência é interpretada por nós como som.

Mas o que vai realmente fundir a cuca é: será que todas as pessoas captam e decodificam da mesma forma? De maneira mais simples: será que todos nós ouvimos da mesma maneira? Vimos que o cérebro é essencial para que haja som e por consequência a música, mas é importante lembrar que todos nós seres humanos, trazemos em nossos genes uma combinação única e por mais que a formação física seja praticamente idêntica entre nós, ela não é totalmente, e isso pode gerar maneiras diferentes de identificar e decodificar, o que certamente influenciará nossa forma de admirar a música.

A audição é um dos primeiros sentidos desenvolvidos
Só que o gosto musical é formado por diversos fatores e ele começa a se formar, segundo pesquisas, logo no útero da mãe. As pesquisas também apontam que a audição é um dos primeiros sentidos a se desenvolver, e conforme os sons são captados, eles recebem alguma associação, por exemplo, identificar a voz da mãe e a relacionar como o som de sua provedora.

Conforme o bebê vai percebendo os sons do ambiente, ele vai associando com alguma coisa e este elemento associado é que vai dizer se o som agradará ou não, por exemplo, um som muito forte e repentino que desestabiliza a tranquilidade do momento, provavelmente será "classificado" como um som desagradável. Dessa maneira surgem os padrões e esses padrões serão essenciais para a definição do gosto.

O assunto é muito mais abrangente e complexo, aguarde o próximo artigo em que continuarei abordando o tema.

Sequências já publicadas



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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Indignação

Esse vídeo me foi enviado pelo querido tio Pedro.

video

Depois destas palavras, nada mais a acrescentar, apenas tentar mudar essa realidade.

Um abraço tio!

domingo, 21 de novembro de 2010

50 Obras Revolucionárias - Nº 16 - Don Giovanni - Mozart

Wolfgang Amadeus Mozart
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  • 16 - Don Giovanni (1787) - Mozart
Don Giovanni
De todas as óperas de Mozart, é Don Giovanni, sem dúvida, a que teve um impacto mais imediatamente revolucionário sobre as sucessivas gerações de compositores. Seu acorde de abertura, extraordinariamente funesto e sem interrupção, já parece cavar um túnel através dos pomposos equilíbrios do Classicismo do final do século XVII até o turbulento Romantismo do século seguinte; será possível, sem ele, imaginar a abertura do último movimento da Nona sinfonia de Beethoven? O demoníaco personagem central da ópera evidentemente fascinou e perturbou Mozart em igual medida, e o compositor produziu, no que é ambígua mas reveladoramente descrito como drama giocoso, uma música que cambaleia com regularidade e alarme entre o cômico deslavado e a sombria destruição da alma de Don Giovanni. Nunca mais seria tão fácil rir numa ópera; as conturbadas perspectivas psicológicas abertas pelo Don Giovanni inspiram compositores até hoje.

Influenciados: a ópera a partir de então
Gravação recomendada: Giulini (EMI)

Texto extraído da revista Classic CD, Nº 20


Leitura relacionada:

AUDIÇÃO
Don Giovanni (início)




Baixe aqui a ópera completa: Parte 1, Parte 2, Parte 3

domingo, 14 de novembro de 2010

50 Obras Revolucionárias - Nº 17 - Quarteto para cordas Nº 2 - Schoenberg

Arnold Schoenberg
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  • 17 - Quarteto para cordas Nº 2 (1908) - Schoenberg
Riso, troça e confronto físico acompanharam a primeira execução do Segundo quarteto para cordas de Schoenberg em 1908. Por que? Porque o maior inovador da forma do século XX tinha finalmente agido com a coragem de suas convicções, abandonando o uso tradicional das tonalidades e seus relacionamentos como princípio de composição, e partindo para um novo mundo sonoro fantasticamente desconhecido e estranho, que poucos outros compositores sequer haviam ousado imaginar antes dele. Na verdade, os primeiros três movimentos do Segundo quarteto ainda se baseiam, pelo menos em teoria, na tonalidade, mas no quarto e último movimento Schoenberg rompe definitivamente com os padrões tradicionais da história da música, respirando livremente o que seu soprano solista (outra inovação) se refere como "o ar de outro planeta". Nem todos os outros compositores que se seguiram a Schoenberg desejaram respirar o mesmo ar atonal. mas as regras básicas de segurança da composição musical haviam mudado para sempre.

Influenciados: Ravel
Gravação recomendada: Ardill Quartet; Upshaw (Auvidis)

Texto extraído da revista Classic CD Nº 20


Leituras relacionadas
AUDIÇÃO
Quarteto para cordas Nº 2 - Schoenberg
Obs: A faixa 3 inclui o 3º e o 4º movimentos


Baixe aqui!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Rock 'n' Roll Celebration

2001


O pingo de suor descendo pela testa. As luzes batendo nos olhos. Um calor beirando o insuportável. O som alto, muito alto, estourando no peito e nos ouvidos. A sobrancelha não vai segurar esse maldito pingo de suor. Chii! Entrou no olho. Sal puro. E como arde!
E isso era felicidade no mais alto grau! 
Dessa forma é aberto o texto do encarte que acompanha este lançamento da Som Livre, um box com 3 CDs que reúne várias bandas que percorreram a noite paulistana animando bailes e clubes, durante as décadas de 60 e 70.

Eram os tempos das domingueiras, em que os conjuntos reinaram absolutos nos clubes de São Paulo(...) Nas ruas e nas garagens a meninada caprichava em suas tentativas de tirar as músicas dos Beatles, Animals, Rolling Stones...
 Alguns, porém, acabaram atingindo um grau de musicalidade, de "profissionalismo", que os levou aos palcos do Pinheiros, Harmonia, Ypiranga, Tênis, Tietê, Espéria, Palmeiras, Vila Mariana, Banespa, Ypê, Clube Inglês, Sírio, Monte Líbano e ao templo máximo da moçada: o Círculo Militar.
As bandas Lee Jackson, Watt 69, Memphis (ex do Wander Taffo), Kompha e Sunday foram convidadas em 2000 para participarem de  um show no Pinheiros para relembrar os velhos tempos - claro que tudo foi gravado!

Lee Jackson
Memphis
Watt 69
O material é composto por covers de grandes clássicos como Jump, Smoke on the Water, Jumpin' Jack Flash e muitos outros que animavam os bailes.

As gravações foram honestas, ou seja, nada de overdubs, Pro-Tools ou outros recursos para maquiar erros, portanto não é incomum perceber alguns deslizes na afinação, métrica ou técnica, mas a animação é grande e a plateia também colabora. É um grande show registrado pela Som Livre - o que é curioso, pois a Globo dificilmente apóia bandas desconhecidas. Vale destacar o belo encarte com textos de Pedro Autran com a descrição do movimento, histórico de cada uma das bandas, seus legados, ficha técnica completa e todas as letras.

O box está fora de catálogo, só dá para encontrar em sebos, foi difícil até localizar a capa na Internet para poder postar aqui (quase que precisei scanear o meu exemplar!)

Para finalizar, transcrevo mais um trecho do belo texto de Pedro Autran:

Ufa! Esse pingo de suor correndo pelas costas tá incomodando. E ainda tem três amplificadores pra botar na kombi. Mas eu tô feliz. O conjunto arrasou hoje. E aquela menina morena não parou de olhar pra mim. Um dia, a gente ainda vai ter quem carregue os instrumentos pra nós. Mas hoje não tem importância. Até esse pingo de suor tá legal!
Enjoy!  

Ouça aquio box completo!
Lee Jackson: Faixas - 1,2,22,23,46,47 e 48
Watt 69: Faixas - 3,4,5,30,31, 39 e 40
Memphis: Faixas - 6,7,24,25,26,32,37 e 38
Sunday: Faixas - 11,12,13,14,15,16,17,18,19,20,21,41,42 e 43
Kompha: Faixas - 7,8,9,10,27,28,29,33,34,35,36

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O que é Electric Blues?

T-Bone Walker
O ELECTRIC BLUES é uma derivação do Delta Blues.

País de Origem
E.U.A
Ouça aqui ELECTRIC BLUES


FORMAS DERIVADAS

domingo, 7 de novembro de 2010

50 Obras Revolucionárias - Nº 18 - Sederunt Principes - Perotin

Perotin
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  • 18 - Sederunt Principes (1199) - Perotin
A escola de Notre Dame floresceu durante as últimas décadas do século XII. Até então, a harmonia, como era entendida, resultava de duas "vozes" (diferentes linhas melódicas musicais) movendo-se paralelamente em quartas ou quintas. Onde havia uma terceira ou uma quarta "voz", elas simplesmente dobravam as duas primeiras. Durante a primeira metade do século XII, a voz superior começou a se movimentar mais livremente, de modo que harmonias adicionais se tornaram possíveis. Os compositores parisienses (sendo Leonin e Perotin os mais conhecidos) ampliaram essas possibilidades ao acrescentarem uma terceira ou quarta voz. Sederunt Principes de Perotin, juntamente com Viderunt Omnes, é o exemplo conhecido mais antigo de polifonia usando quatro vozes independentes. Também significativa é sua organização rítmica: embora se permitisse (e se esperasse) que os executantes ornamentassem a música, Perotin procurou controlar o ritmo e a métrica.

Influenciados: Direta ou indiretamente, tudo o que veio depois, embora posteriormente suplantado pela Ars Nova florentina.
Gravação recomendada: Orlando Consort (Archiv)

Texto extraído da revista Classic CD, Nº 20


Leitura relacionada:
AUDIÇÃO
Sederunt Principes com The Hilliard Ensemble

sábado, 6 de novembro de 2010

Nota de Falecimento: Shirley Verrett


Nos deixou no dia 5 de novembro a grande cantora mezzo-soprano estadunidense Shirley Verrett. Ela tinha 79 anos e a causa não foi divulgada.

Shirley obteve grande fama do final dos anos 60 até a década de 90. Era muito admirada por sua voz radiante, bela e de grande versatilidade. Ela ficou particularmente conhecida por seu canto em italiano e por interpretar de forma soberba o operístico francês; era especialista em interpretar Verdi e Donizetti.

Ouça aqui o disco 'Shirley Verrett in Opera'


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