domingo, 22 de novembro de 2009

Heroes – David Bowie (1977)

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Seu verdadeiro nome é David Robert Jones, mas trocou o sobrenome devido ao seu homônimo do então famoso grupo americano The Monkees. No início da carreira, participou de grupos usando o verdadeiro nome, como David Jones and the King Bees (1964) e Davy Jones and the Lower Third (1965), chegando a gravar compactos sem maiores repercussões. Uma das teorias para o nome artístico conta que “Bowie” foi escolhido por ser o nome da fabricante da faca que se supõe ter cegado seu olho esquerdo ainda na adolescência em uma briga com um colega de escola. No entanto, a hipótese mais plausível para a paralização da pupila esquerda é a de que, nessa briga, ocasionada pela disputa por uma namorada, o cara teria acertado um soco no olho esquerdo de Bowie.

Começou a carreira solo (como cantor folk) em 1966, compondo, cantando e tocando. Em 1968, a canção Space Oddity ficou entre as cinco primeiras da Inglaterra. Mas o sucesso internacional viria apenas com o álbum The Rize and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars. É nessa época que começaram as apresentações exuberantes, performáticas, com riqueza de figurino e maquiagem.

Já postei outras matérias sobre David Bowie. Para saber mais, use os links abaixo:

David Bowie – Low (1977)

Station To Station – David Bowie (1976)

Os Melhores Discos de 1975 que Já Ouvi

Site Oficial

Heroes (1977)

385 - David Bowie - Heroes (1977)[1]

 

CURIOSIDADES DO ÁLBUM

  • Segunda parte da trilogia de Berlim
  • Foi gravado no estúdio Hansa, um antigo salão de bailes da Gestapo perto do muro de Berlim

OUÇA AS FAIXAS E COMPARE COM A ANÁLISE MUSICAL:

DESTAQUES EM VERMELHO

01 - Beauty and the Beast

00:00 – anúncio da música feito pelo teclado e o chipô em suspense, quando surge um som exótico de uma espécie de violoncelo elétrico. Tudo vem crescendo até culminar com a entrada do vocal em 00:34 apresentando uma música dançante e psicodélica; 00:45 – surge então o refrão onde David canta com a voz cheia de efeitos e com a parceria do backing vocal feminino, ao fundo notamos o trabalho de teclado de Brian Eno. Depois de repassar a primeira parte e o refrão, o teclado sola em 01:36 de forma minimalista, logo sendo alcançado pelo refrão. Destaque para os diversos efeitos sonoros; 02:22 – a segunda parte da música apresenta um vocal tenso sobre uma série de efeitos sonoros eletrônicos; 02:44 – variação do refrão, executado de forma descendente; 03:08 – inicia uma série de sons caóticos e estridentes que culminam com as backing vocals suplicantes. Alucinante.


02 - Joe the Lion

00:00 – a guitarra base manda um riff barulhento, seguido da guitarra solo com a melodia; 00:33 – entra o vocal esganiçado acompanhado por um backing vocal quase infantil causando um efeito estranho; 01:20 – a música torna-se mais consonante e David Bowie canta de forma mais relaxada, as guitarras estridentes são substituídas por um leve piano e tudo isso traz mais repouso para os ouvidos, só que dura pouco; 01:25 – a música toma um caráter agonizante, até que em 01:34 chega ao clímax com o vocal em falsete e vibratto e a guitarra distorcida prenuncia um grito, que ocorre em 01:51. O frenezi continua até 02:26, quando a guitarra enfurecida sola mesmo em cima do vocal e vai até 03:07, quando finalmente temos o repouso.

03 – Heroes

 

00:00 – levada rock’n roll acompanhada de guitarras estridentes e efeitos sonoros. Vocal tranquilo, destacando a inspiradora letra; 01:34 – eleva-se o tom e outra guitarra passeia pela melodia até assumir o solo em 01:59; 03:16 – eleva-se o vocal conclamando o ouvinte a ser um herói, nem que seja apenas por um dia; 03:59 – a melodia muda caracterizando uma segunda parte da música, suplicante. 06:10 – finaliza em êxtase. Brilhante!


04 - Sons of the Silent Age

 

00:00 – Lamentoso arranjo, quase oriental, capitaneado pela guitarra que, ajusta a música para a belíssima introdução dos vocais como que resignados, amparados pelo brilho do prato de condução; 00:52 – explosão de sofrimento no refrão; 01:27 – solo de sax mantendo o clima da música, em escala menor; 01:45 – interlúdio, instrumentos em suspense e retorna a resignação; 02:16 – rufar da caixa e novo clímax no refrão ainda mais incisivo; 02:53 – nova mudança de tom e cadência.

05 - Blackout


00:00 – a bateria marca e a banda entra com a guitarra bem ativa e com uma estranha distorção em dissonância total; 00:34 – entra o vocal e a dissonância diminui (um pouco); 00:59 – acaba a melodia, entra uma espécie de rap e a banda parece que fica na expectativa sobre o que deve fazer; 01:07 – a guitarra retorna super dissonante e traz a melodia de volta; 01:25 – a melodia muda completamente, parece que trocamos de música, o baixo predomina, mas a guitarra “monstruosa” ainda está lá; 02:02 – breque. Mudança total novamente, Bowie parece que está atuando numa peça de teatro. O andamento e o ritmo mudam totalmente, é uma virada de 180 graus! 02:29 – retornamos ao que se pode chamar de refrão e dissonância impera; 03:08 – a cadência é iniciada, mas é alarme falso, a harmonia é retomada para finalizar apenas no fade em 03:49. Tanta coisa em apenas 03:49 = vanguarda!

06 - V-2 Schneider


00:00 – literalmente, um jato. Baixo e caixa. Teclado e guitarra. 01:26 – riff nos sopros, o vocal compõe a harmonia sem letra. 02:21 – V-2 Schneider! 02:36 – a nave está pousando…

07 - Sense of Doubt


Ondas! Cinco notas sinistras no piano, dois acordes nas strings, efeitos fantasmagóricos, efeitos de voz, teclado “aquático”, mais ondas; 01:42 – acorde crescente em volume, seguido de outro descendente e mais dois, eles fazem o desenho melódico. Música sensorial, strings dominam entremeadas de ondas e as cinco notas do piano. Vento, quase tempestade, troca de faixa –>

08 - Moss Garden


Segue o vento, passagem de um jato. Teclado etéreo; 00:33 – instrumento de cordas japonês dedilha suavemente suas notas, o teclado segue seu rumo sendo interrompido eventualmente por pios de aves; 03:34 – sequência hipnótica do teclado, que domina tudo em 03:47 e conduz até o final em 05:05 com a presença novamente do jato.

09 - Neuköln


00:00 – som industrial; 00:50 – teclado descendente; 01:05 – sax alto com sonoridade caótica; 01:19 – guitarra replica as notas do teclado nas cordas graves; 01:55 – o sax retorna com figuras orientais, acompanhado de um órgão; 03:53 – sax protagoniza trazendo de volta o caos, forçando duas notas simultâneas no sopro; 04:14 – repete dois glissandos e finaliza a música em 04:35.

10 - The Secret Life of Arabia

Guitarra limpa inicia, acompanhada por duas tumbadoras. Logo chega o vocal com o tema. A seguir, a música recebe influências de reggae. Mais um pop exótico.

Análise Musical: Rodrigo Nogueira
Fonte Histórica: Wikipédia
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

‘té mais!

5 comentários:

mara* disse...

A importância do inglês David Bowie no mundo da música é inegável, inigualável. Além das histórias impressionantes que colecionava, impressionantes eram também os clássicos produzidos por ele.

bjs

Rodrigo Nogueira disse...

Sem dúvida! Valeu o comentário mara

Escorpiana disse...

Amo a versão em alemão de 'Heroes'. Quando começa essa parte "Ich, Ich glaubte zu träumen (zu träumen)
die Mauer, Im Rücken war kalt (so kalt)
Schüsse reissen die Luft (reissen die Luft)" dou uma de 'backing vocal'! aloooca!!!
beijos!

rattleheadbrasil disse...

Grande Rodrigo!
Não sou um fanático pelo trabalho de Bowie, mas o pouco que eu gosto eu gosto muito! (rsrsrs) Me refiro as músicas selecionadas para o soundtrack de Christiane F. que são simplesmente espetaculares e o disco Ziggy Stardust, que foi mais uma reviravolta musical que os anos 70 nos proporcionaram. A clássica heroes, jutamente com ziggy e esta trilha são tocadas com frequência aqui em casa, o filme Christiane não seria o mesmo se a trilha sonora não fosse selecionada com tanta perfeição como foi. O disco HEROES, objeto do post, eu ainda não ouvi, mas já está na minha lista de próximas audições.

FORTE ABRAÇO!

Rodrigo Nogueira disse...

Fábio, esse disco merece ser ouvido com uma certa atenção. Se for colocado "ao fundo" torna-se irritante pelas dissonâncias usadas.

É de uma criatividade assombrosa e as ideias nele apresentadas são de vanguarda. A produção é do monstro Brian Eno (viu o post sobre ele?), portanto as experimentações foram constantes e só será possível identificá-las se for ouvido atentamente.

Valeu irmão!

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