Mostrando postagens com marcador pós-punk. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pós-punk. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Metal Box - Public Image Ltd.





Série Álbuns Históricos de 1979 - 37/43

Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1978 até 1992 (retornaram em 2009)
Estilo/Gênero: Rock, Dub/Post-punk, experimental, avant-garde rock, industrial
Álbuns de estúdio: 8 até o momento
Site oficial: http://www.pilofficial.com/
Line-up do disco: John Lyndon (vocal), Keith Levene (guitarra, sintetizador), Jah Wobble (baixo), Richard Dudanski (bateria) e Martin Atkins (bateria) - nenhum dos bateristas foi creditado.

Como vimos no artigo anterior sobre a banda (confira nas leituras relacionadas abaixo), a Public Image Ltd. é uma banda formada por ex-integrantes do Sex Pistols e do Clash, que tem no punk sua base, mas que ampliaram o conceito e se tornaram uma das referências do post-punk.

Após o lançamento de seu disco de estreia (confira nas leituras relacionadas abaixo), o baterista Jim Walker deixa o grupo e foram feitas diversas audições para contratar um novo. Ao mesmo tempo, os integrantes remanescentes produziam o material para o próximo disco. Como não conseguiram escolher o novo integrante a tempo, as gravações de bateria foram feitas por Keith Levene, Jah Wobble e pelos não creditados Richard Dudanski e Martin Atkins. O produto final é o disco apresentado hoje.

Considerado a obra-prima da banda, Metal Box é um dos álbuns fundamentais para o desenvolvimento do post-punk. Intenso, paranoico e inovador foram alguns dos adjetivos dados pelos críticos. O público recebeu bem o álbum e apesar do alto preço, vendeu muito bem.

O projeto do disco foi concebido pelo fotógrafo e designer Dennis Morris, as três bolachas vinham embalada em uma lata igual aquelas que guardam rolos de filme. É um objeto dos desejos de todo colecionador de vinil.

A turnê de divulgação aconteceu no ano seguinte ao lançamento, em 1980, e foi bastante tumultuada e polêmica; mas isso é matéria para um futuro artigo que será publicado no blog Central Musical: Anos 80, não deixe de conferir!

Leituras Relacionadas:











Metal Box (1979)


Cotações da crítica especializada:
All Music Guide (0 a 5): 5
Drowned in Sound (0 a 10): 10
Rolling Stone (0 a 5): 4,5
Robert Christgau: A-


Curiosidade do álbum:

  • Resumiu o estado de espírito da banda, que se entregou às drogas e estava exausta das turnês caóticas e desastrosas. Significava, de várias maneiras, o som de um grupo sem futuro, embora as texturas abrasivas e os sons poderosos descobertos em seu caminho ladeira abaixo fossem influenciar todo tipo de música experimental das décadas seguintes. 

Escute o disco aqui!





Curiosidades do álbum: 1001 discos para ouvir antes de morrer

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Cut - The Slits


Série Álbuns Históricos 1979 - 22/43
Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1976 a 1982
Site oficial: http://www.myspace.com/theslits
Estilo/Gênero: Rock/Punk, post-punk
Álbuns de estúdio: 3
Membros em 1979: Ari Up (vocal), Viv Albertine (guitarra), Tessa Pollitti (baixo), Budgie (bateria).

Bio - 1ª Parte

Um grupo de garotinhas, todas menores de idade, resolveram formar uma banda inspiradas na grande Patti Smith.

Patti Smith: inspiração
Com muita agressividade, misturaram o som punk com o reggae e compuseram uma série de letras revoltadas, principalmente contra os homens. Serviram de influência para milhares de mulheres que resolveram enredar pelo caminho da música.

Serviram de banda de apoio para o Clash e excursionaram com eles, apesar do problema da idade das integrantes - digamos que muita gente foi subornada para que as moças pudessem se apresentar.

Lideradas pela vocalista alemã Ari Up, a banda não teve vida longa por não quererem se vender aos caprichos da mídia e por levarem seu som cada vez mais para o underground e para o experimentalismo.

Independentemente da curta duração da banda, marcou época e o disco Cut, é considerado histórico e libertador.

Leituras relacionadas:
Cut (1979) 

Cotações da crítica especializada:
All Music Guide (0 a 5): 4,5
BBC: favorável
NME: favorável
Robert Christgau: B+
Pitchfork Media (0 a 10): 9,3
Rolling Stone: favorável

Curiosidades do álbum:
  • Budgie, a baterista, depois de gravar o álbum, tornou-se membro do Siouxsie & the Banshees
  • Ari Up foi uma clara influência para Björk
  • A falta de habilidade musical não foi impedimento para a criatividade
  • Os defeitos masculinos e o anticomunismo são os temas principais das letras
  • A capa com as integrantes semi-nuas gerou enorme polêmica
Escute o disco aqui!


Meus destaques em vermelho

01 - Instant Hit
02 - So Tough
03 - Spend, Spend, Spend
04 - Shoplifting
05 - FM
06 - Newtown
07 - Ping Pong Affair
08 - Love und Romance
09 - Typical Girls
10 - Adventures Close to Home

Texto: Rodrigo Nogueira
Fonte histórica: Wikipedia
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Unknown Pleasures - Joy Division


Série Álbuns Históricos 1979 - 10/43

Após assistirem uma apresentação da banda Sex Pistols, os amigos de longa data Peter Hook e Bernard Sumner resolveram criar uma banda, o ano era 1976. Chamaram Terry Mason, que também esteve presente no show e o colega de escola Martin Gresty. O segundo logo abandonou o projeto pois conseguiu um emprego regular em uma fábrica local, então os amigos restantes colocaram um anúncio em uma loja de discos para selecionarem um novo vocalista, daí veio a lenda Ian Curtis.
O nome escolhido para o grupo foi Varsóvia, em referência a música 'Warszava' de David Bowie, e a primeira apresentação foi no dia 29 de maio de 1977, quando abriram para a banda Buzzcocks. Pouco tempo depois, o baterista Terry Mason abandonou o grupo e foi substituído por Steve Brotherdale que vinha da banda punk Panik.Brotherdale era encrenqueiro e começou a tentar fazer a cabeça do vocalista Ian Curtis para que ambos abandonassem o conjunto e migrassem para o Panik, foi demitido e abandonado no meio da estrada pelos outros integrantes. Novamente colocaram um anúncio em uma loja de discos, que foi atentido pelo colega de escola de Curtis, Stephen Morris. Surge o lineup definitivo, mas ainda restava um problema: o nome da banda era quase igual ao de outra - Warsaw Pakt - então resolveram trocá-lo e utilizaram como referência o romance A Casa das Bonecas que fala de um prostíbulo próximo a um campo de concentração nazista chamado Joy Division.
Encantados com o som do grupo, integrantes da gravadora RCA ofereceram um estúdio para que a Joy Division gravasse algumas demos e negociaram um contrato.

Para divulgar as novas bandas contratadas pela RCA, montaram a histórica coletânea de bandas Short Circuit: Live At The Electric Circus, onde havia também uma faixa da Joy Division. Foi o único trabalho deles com a grande gravadora, depois a abandonaram e se juntaram ao amigo Tony Wilson e à Factory Records.

Tony Wilson, um apresentador de TV que despontava, também se interessou pela banda e se ofereceu para empresariá-los. Como fizeram uma grande amizade e como o esquema de trabalho da RCA não agradava a banda, decidiram criar uma gravadora nova que tinha uma proposta inovadora, principalmente no que dizia respeito ao tratamento ao artista, dando-lhes liberdade total de criação e apoio quase incondicional - surgia assim a histórica Factory (ela mereceu até um filme imperdível contando sua trajetória, o 24 Hour Party People). 

O primeiro EP lançado pela nova gravadora, que contou com duas músicas da Joy Division foi Factory Sample, de 1978, que também contava com músicas da banda The Durutti Column.

A recepção foi positiva, angariaram vários defensores na crítica e na mídia o que fez com que a exposição do grupo fosse constante nas rádios e na TV. Paralalelamente a tudo isso, Ian Curtis descobriu que sofria de epilepsia e tinha muita dificuldade para lidar com a doença.

Em 1979 gravaram seu primeiro álbum - Unknown Pleasures - que foi um marco para a nova derivação do punk: o pós-punk, e um de seus desdobramentos: o gótico.

A história segue, mas paro por aqui para apreciar este álbum. Certamente falarei mais desse grupo inglês e da banda que surgiu após a morte de Curtis, que reuniria seus integrantes sobreviventes: a New Order, até lá!



Unknown Pleasures (1979)

baixe aqui


Curiosidades do álbum
  • Foi lançado pela gravadora Factory apesar de terem recebidos propostas milionárias das grandes gravadoras.
  • O letrista Ian Curtis retrata suas experiências como epilético em várias faixas.
  • O desenho da capa é a captação de ondas de rádio emitidas por uma estrela em extinção (literalmente).
  • Foi sucesso de público e crítica, apesar de um jornalista ter feito um elogio torto dizendo que o álbum era perfeito para se ouvir antes de cometer suicídio.

AUDIÇÃO COMENTADA











Meus destaques em vermelho

01 - Disorder
A "cozinha" abre o disco. Os instrumentos vão entrando progressivamente até que aparece o incisivo vocal de Curtis. Entremeada de um bom fraseado da guitarra. O do baixo se mantém constante no decorrer da música. Há também alguns efeitos que simulam ventos ao fundo. O clímax é deixado para o final: "I got the spirit!"

02 - Day Of The Lords
Acordes de guitarra no contratempo no início. O teclado complementa o clima soturno.

03 - Candidate
Encadeamento de acordes descendente, bateria marcada e clima gótico.

04 - Insight
Uma nota constante; portas, o baixo domina a harmonia. "I'm not afraid anymore!".

05 - New Dawn Fades
A guitarra manda um riff todo nos graves e depois vai para os arpegios. O vocal é poderoso mas em clima de lamentação.

06 - She's Lost Control
Experimentações na bateria eletrônica e fraseado no baixo, a guitarra aparece a seguir, cobrindo os espaços. A voz é empostada e vigorosa.

07 - Shadowplay
Mais uma vez o baixo inicia, só que desta vez acompanhado do prato da bateria; até que a música "explode" e a banda completa se apresenta. Destaque para o belo fraseado da guitarra. Pela primeira aparece um backing vocal e um solo de guitarra, ainda que simples.

08 - Wilderness
Destaque agora é a bateria, as cordas fazem um longo legatto que vai e volta.

09 - Interzone
O ritmo acelera aqui e a guitarra puxa a harmonia. O vocal faz um interessante trabalho de pergunta e resposta. Frenética.

10 - I Remember Nothing
Lenta e melancólica. Um acorde fica constante ao fundo enquanto a guitarra e o baixo variam, além do som de objetos quebrando.











Texto: Rodrigo Nogueira
Fonte: Wikipedia
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

Quer sugerir um artista, banda ou compositor para participar da série "A Pedidos" e ainda ter seu blog/site divulgado? Clique aqui!

    segunda-feira, 24 de maio de 2010

    Live At The Witch Trials - The Fall


    Série Álbuns Históricos 1979 - 8/43



    Albert Camus
    Nos arredores de Manchester, Inglaterra, surge em 1976 The Fall, e desde seu início, a banda mostrou que veio ao mundo para fazer a diferença. Em princípio, seus integrantes eram amigos que se reuniam para rodas de leitura regadas a consumo de drogas. Um dos autores mais apreciados era Albert Camus e graças a um de seus romances, veio o nome da banda.

    A origem de seu som sem dúvida é o garage rock e grupos como Velvet Underground, Captain Beefheart e Can. As harmonias de suas músicas são intencionalmente repetitivas e cruas.

    O Fall existe até hoje e é recoberto por uma aura cult. Sempre foi underground, apesar de sua estética mudar bastante no decorrer dos anos, sempre incorporando os estilos das épocas. Sua produção discográfica é bem ampla (mais de 25 discos de estúdio e o triplo disso ao vivo). 

    Mark E. Smith
    Diversos músicos passaram pela banda em suas muitas formações, apenas o vocalista Mark E. Smith foi presença constante.

    O primeiro show só aconteceu em 1977 e agradou tanto os integrantes do Buzzcocks que eles financiaram a gravação do primeiro EP do Fall com as faixas "Steppin Out" e "Last Orders". A gravadora não liberou o lançamento e essas músicas acabaram incluídas em uma compilação de bandas chamada "Short Circuit: Live At Electric Circus".



    Depois de circularem por diversas casas noturnas e por terem se apresentado em algumas TVs, finalmente conseguiram lançar seu primeiro EP: "Bingo-Master's Break-Out!". O famoso DJ John Peel se interessou pelo grupo e passou a difundir e defender o som dos caras até que, em 1979 sai do forno o primeiro e histórico álbum "Live At The Witch Trials". O lineup era Mark E. Smith (vocais e guitarra eventual), Martin Bramah (guitarra e backing vocals), Mark Riley (baixo), Karl Burns (bateria) e Yvonne Pawlett (teclado). Apesar do nome, o disco não foi gravado ao vivo, mas sim no estúdio e demorou apenas um dia para ficar pronto. A crítica especializada ficou dividida ao avaliá-lo. Houve recepções entusiasmadas de alguns e céticas de outros.

    Depois de seu lançamento, quase todos os integrantes abandonaram o grupo, restaram apenas Smith e Riley. Os dois arregimentaram novos músicos e, no mesmo ano de 1979, lançariam o segundo álbum: "Dragnet", mas isso é história para outro artigo.


    Live At The Witch Trials (1979)

    baixe aqui


    Curisidades do álbum
    • Mesmo durante as gravações já houve mudança dos integrantes da banda.
    • As letras são em geral críticas duras a vários segmentos da sociedade, inclusive à indústria fonográfica. O som mostra claramente as limitações musicais dos integrantes, mas são compensadas com vibração, humor e inteligência.
    • É uma compilação das músicas que mais agradavam aos fãs nos shows.
    Audição comentada


    Meus destaques em vermelho

    01 - Frightened
    Uma passagem de bateria e um doce teclado abrem o álbum. Na sequência, a guitarra fora de tom é incorporada e o vocal começa de forma declamatória. A guitarra trás certa dose de tensão em cima de arranjo tranquilo e repetitivo.

    02 - Crap Rap 2/Like To Blow
    A guitarra acelera o ritmo e a bateria faz diversas passagens pelos tons e surdo, enquanto o canto faz o famoso rap do título. A bateria indica a mudança do andamento. O teclado econômico, apenas mostra algumas notas isoladas. O baixo preenche os vazios da música.

    03 - Rebellious Juke Box
    O arranjo trafega nos limites da tonalidade o que trás um certo desconforto para ouvir. O baixo fica sempre na descendente enquanto que a guitarra figura pelo ritmo. Criativa.

    04 - No Xmas For John Quays
    O teclado faz um fraseado quase infantil como introdução. Depois a música acelera com a guitarra mantendo sempre dois acordes, enquanto a bateria desce a lenha. O canto encontra-se quase sempre fora da escala.

    05 - Mother-Sister!
    Os três acordes no teclado são imitados pelo baixo que acrescenta mais um. A guitarra começa em contratempo e depois faz variações do tema. O refrão chega e o andamento é acelerado.

    06 - Industrial Estate
    Acordes dissonantes na guitarra, o teclado mantém uma nota no início de cada compasso.

    07 - Underground Medicine
    Canto dobrado com o baixo marcando ao fundo. A guitarra se apresenta acompanhada do teclado. Muito legal a parceria da guitarra com o baixo!

    08 - Two Steps Back
    A guitarra começa sozinha e logo o baixo vai buscá-la. O teclado se apresenta. A bateria se destaca com boas passagens quebradas.

    09 - Live At The Witch Trials
    Aparentemente, apenas passagem de som.

    10 - Futures And Pasts
    Quatro animados acordes. Mais próximo de um punk típico.

    11 - Music Scene




    Repetitiva, longa e monótona.

    Texto: Rodrigo Nogueira
    Fonte: Wikipedia
    Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

    Quer sugerir um artista, banda ou compositor para participar da série "A Pedidos" e ainda ter seu blog/site divulgado? Clique aqui!

    quarta-feira, 21 de abril de 2010

    The Scream - Siouxsie & The Banshees

    Essa banda passou por duas fases em termos estilísticos: num primeiro momento aderiu ao movimento pós-punk ao lado de bandas como Public Image Ltd., Magazine, Joy Division e outras; e em segundo lugar, evoluiu e se tornou um dos primeiros grupos a difundir o gothic rock ou simplesmente gótico.
    Formada por Susan Ballion (vocal), Steve Havoc (baixo), Sid Vicious (bateria) e Marc Perroni (guitarra); abriam shows para os Sex Pistols, banda que “sequestrou” seu baterista para transformá-lo no baixista que não sabia tocar baixo, mas se tornou o maior símbolo do punk como vimos em posts anteriores. Robert Smith do Cure, também foi um integrante dos Banshees.
    Susan passou a utilizar o nome artístico de Siouxsie Sioux em referência à tribo indígena norte-americana. The Banshees veio de um programa de televisão que assistiram que tratava de lendas celtas.
    Em 1978 gravaram o álbum The Scream com a seguinte formação: Siouxsie (vocal), Steve “Severin” Havoc (baixo), Kenny Morris (bateria) e John McCay (guitarra). Sid Vicious havia saído para entrar nos Pistols e Marc Perroni foi para o Adam and The Ants, banda que tratarei em outro artigo.
    A fase gótica iniciaria em 1979, por enquanto vamos curtir o período pós-punk e o álbum The Scream.
    Futuramente mais posts sobre o Siouxsie & The Banshees!
    The Scream (1978)
    the scream
    Curiosidades do álbum:
    • Faz a ponte entre o punk e o gótico, combina o “faça você mesmo” com o senso sombrio de drama.
    • Helter Skelter, dos Beatles é a única faixa não original do álbum, embora tenha sido feita uma releitura febril da música.
    • Um atestado de elegância desordenada.
    Audição Comentada
    Meus destaques em vermelho
    01 – Pure
    O baixo abre o disco com poucas notas e logo é acompanhado pela guitarra que amplia a ideia. Siouxsie canta à distância fazendo um efeito mórbido.
    02 – Jigsaw Feeling
    Novamente o baixo inicia. Repete três notas indefinidamente e a guitarra bate um acorde que cresce em intensidade progressivamente até que o canto começa. A harmonia é sombria e econômica.
    03 – Overground
    A guitarra surge à distância e vai se aproximando até que o baixo copia sua base rítmica e o vocal também entra. Alguns elementos novos surgem nessa música: backing vocals e um teclado grave completando o clima. Como um típico pós-punk, a base harmônica é repetida até o final da música, cansativo.
    04 – Carcass
    Aqui há mais variação harmônica e o instrumental é (um pouco) mais rico. O canto é muito imaturo, Siouxsie não tem força. Falta muito para chegar no estado elegante e confiante, até intimidador, de discos futuros.
    05 – Helter Skelter
    Dissonâncias na guitarra, o baixo dá o tom e nele fica, o ritmo começa lento e vai acelerando rapidamente até chegar ao refrão. Uma versão bem original desse clássico do Beatles. Executado em uma tonalidade mais baixa que a original e a melodia está bastante alterada. Interessante.
    06 – Mirage
    Violão acompanhado da guitarra, uso de síncopa. A melodia é cantada à duas vozes fazendo um efeito sonoro semelhante ao da guitarra + violão. Aqui a pegada está mais para o gótico.
    07 – Metal Postcard (Mittageisen)
    Nessa Siouxsie aparece com a voz dobrada e já começa a se impor com seu estilo. O ritmo parte para uma espécie de “andante”. As frases são sempre resolvidas para baixo e os acordes são tão fechados que ficam muito próximos da dissonância.
    08 – Nicotine Stain
    Pós-punk, sem muitas inovações, lugar-comum.
    09 – Suburban Relapse
    Dois acordes agressivos na guitarra. A linha melódica é criativa e o andamento varia no decorrer da música. Sinistra, trilha sonora de filme de terror!
    10 – Switch
    Arpejos fazem a base. Um saxofone complementa a harmonia que, nessa música se mostra mais rica. Uma crônica narrada com variações rítmicas. Clima de introspecção e melancolia entremeados alguns extravasamentos.
    Texto: Rodrigo Nogueira
    Fonte Histórica: Wikipédia
    Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

    segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

    First Issue - Public Image Ltd.

    68950696-ee9a-49b2-a8c2-d1d6c19355cc[1]
    O Public Image Ltd. (P.I.L.) é um grupo inglês formado em 1978 pelo ex-vocalista do Sex Pistols John Lydon (Rotten), o guitarrista Keith Levene (ex-The Clash), o baixista Jah Wobble e o baterista Jim Walker; com frequentes alterações de membros no decorrer de sua existência.
    Surgiram das cinzas do punk rock e foram considerados a primeira banda de pós-punk, que tem por base o punk mas que ousa mais nas experimentações, tornando seu som mais desafiador.
    Vai_1_fs[1]
    O grupo durou até 1992 e Lydon era o único membro constante nas diversas formações da P.I.L. Até o ultra técnico e virtuse guitarrista Steve Vai (foto) já passou pela banda.
    Sua origem foi logo após a dissolução dos Sex Pistols em 1978. Lydon foi viajar para a Jamaica para conhecer o movimento que estava surgindo: o reggae. Lá, o empresário da Virgin records Richard Branson tentou inserir Lydon na recém criada banda Devo (de quem falarei num post futuro). O Devo(foto) também foi para a Jamaica e, chegando lá, recusaram a proposta de Branson deixando John Lyndon a ver navios enquanto fumava maconha…
    devo[1]
    Após retornar à Inglaterra, Lydon se aproximou de seu amigo Jah Wobble e o convidou para formar uma banda, mesmo ele não sabendo tocar nenhum instrumento, aliás, da mesma forma como ele havia feito com Sid Vicious. Só que diferente de Vicious, Wobble tinha aptidão para música e aprendeu a tocar baixo o suficiente para participar da banda.
    Como Lydon conhecia Keith Levene, do Clash, e sabia que ele não estava à vontade em sua atual banda, o convidou a integrar esse novo  grupo, onde ele poderia explorar mais suas ideias musicais. Para completar a banda, foi colocado um anúncio no jornal Melody Maker, solicitando um baterista e o estudante canadense Jim Walker foi o selecionado.
    Em maio de 1978, o Public Image estava formado.
    Enquanto que os Sex Pistols exploravam o lado mais rebelde dos músicos, o Public Image, explorou seu lado mais criativo, utilizando as influencias do krautrock e do dub reggae.
    First Issue (1978)
    album-public-image[1]
    CURIOSIDADES DO ÁLBUM

    • Lydon saiu cambaleante dos destroços dos Pistols, com sua identidade cerceada, e imaginou a banda como expressão honesta de seus pensamentos e medos mais profundos.

    • Um disco sombrio. A vitalidade de sua franqueza e o seu esforço em perseguir um futuro diferente o tornaram um álbum com alto poder de influência e, até hoje, muito perturbador.
    OUÇA AS FAIXAS E LEIA OS COMENTÁRIOS:
    DESTAQUES EM VERMELHO
    01 – Theme
    O grito inicial já prepara para o que vem por aí. A faixa de abertura abusa das distorções na guitarra e nos remete à uma mente doentia em seu desabafo. Não dá para dizer que tem canto aqui, mas sim um suicida colocando tudo para fora: “I wish I could die!”. A expressividade é impressionante.
    02 – Religion I
    Frases rimadas e faladas, como uma ladainha, literalmente metem o pau na igreja e na religião: A liar in the altar!
    03 – Religion II
    Agora acompanhado da banda, o vocal declama em tom de sermão frases acusatórias contra os religiosos em geral. Fica evidente o que os integrantes da banda pensam sobre o assunto, e não é nada bom.
    04 – Annalisa
    Um punk mais cadenciado e de estrutura linear, nos mostra as raízes do grupo.
    05 - Public Image
    Um som que já mostra um retrato do que seria predominante nos anos 80. Lembra um pouco os primeiros trabalhos de bandas como U2 e Simple Minds.
    06 – Low Life
    Muito próximo do som dos Sex Pistols, principalmente na melodia do vocal.
    07 – Attack
    Com efeitos de eco na voz e acompanhamento instrumental simples e linear, esta faixa é monótona e não acrescenta muito.
    08 – Fodderstompf
    Aqui sim um trabalho diferenciado. Uso de efeitos eletrônicos, batida dançante e frases como de desenho animado. Lembra os Residents.
    Comentários e adaptação do texto: Rodrigo Nogueira
    Fonte Histórica: Wikipédia
    Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer
    ‘té mais!
    Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

    "Sons, Filmes & Afins,

    um refúgio para quem tem a mente aberta, mas opinião própria"

    Marcadores

    1975 (1) 1977 (1) 1979 (45) 2 Tone (1) 2001 (1) 50 Obras Revolucionárias (51) A Formação do Gosto Musical (8) A Pedidos (3) Abba (3) AC/DC (2) ação (14) Acervo Original (6) acid house (4) acid jazz (6) Acid Rock (1) acid techno (1) Aerosmith (2) afoxé (1) afrobeat (3) Allman Brothers Blues Band (1) Alternative Dance (1) Ambient (2) amizade (6) análise (1) animação (2) Aniversário (1) Arraste-me para o inferno (1) Art Blakey (1) art rock (5) aventura (4) axé (2) baião (1) baixo (6) baladas (3) balanço do ano (5) Barry White (1) bateria (2) be bop (8) Bebel Gilberto (1) Beethoven (6) Bela Fleck (1) Ben Affleck (1) Ben Kingsley (1) Berg (1) Berlioz (3) big band (2) Big Star (1) Bill Evans (1) Bill Wyman (1) Billie Holiday (1) Billy Bob Thornton (1) Billy Joel (1) biografia (3) black metal (2) Black Sabbath (1) Blackened Death Metal (1) Blind Faith (1) Blondie (1) Blue Cheer (1) bluegrass (1) blues (14) blues rock (1) Bob Dylan (1) Bob Marley (2) bolero (2) Bon Jovi (2) bossa nova (5) Boston (1) Boulez (1) Brahms (1) Brian Eno (6) Brittany Murphy (1) Brutal Death Metal (1) Buddy Guy (1) Burning Spear (1) Buzzcocks (2) Caetano Veloso (3) Cage (1) calipso (1) Camisa de Vênus (1) Cannonball Adderley (1) cantata (1) Carpenters (1) celta (2) Charles Mingus (1) Charlie Parker (2) Cheap Trick (1) Cher (1) Chet Baker (1) Chic (3) Chic Corea (4) chicago blues (2) Chico Buarque (2) Chopin (1) Choro (1) Christian McBride (1) Cícero (6) Clive Owen (1) comédia (16) Concerto (1) Cool Jazz (5) Count Basie (1) Counting Crows (1) country (7) country rock (3) Crumb (1) Curtis Mayfield (1) dance (3) David Bowie (6) Dead Kennedys (1) Death Doom Metal (1) death metal (6) debate (2) Debussy (2) Deep Purple (2) Def Leppard (1) Delaney Bonnie And Friends (1) delta blues (2) Dennis Hopper (1) Dennis Quaid (1) Dennis Wilson (1) Denzel Washington (1) Derek And The Dominos (1) Descartes (2) Destaques (1) Devo (2) Dianne Reeves (1) Dire Straits (1) disco (8) Divulgação (1) Dizzie Gilesppie (1) Django Reinhardt (1) Donizetti (1) Donna Summer (1) doo wop (3) Doom Metal (1) drama (27) Dream Theater (1) Drone Doom (1) Duke Ellington (4) Dulce Pontes (1) Dupré (1) Eagles (1) Earth Wind and Fire (3) easy listening (2) Electric Blues (1) electric-folk (1) Elis Regina (1) Ella Fitzgerald (1) ELO (1) Elton John (2) Elvis Costello (2) ensaio (25) Entrevista (1) época (2) Eric Clapton (3) Erroll Garner (1) Esta Música é Arte? (3) fado (2) Fairport Convention (1) Falecimentos (7) fantasia (4) Fela Kuti (1) Feldman (1) ficção científica (6) filme (69) Filosofia (3) flamenco (2) Fleetwood Mac (3) folk (9) Folk Metal (1) forró (1) Frank Sinatra (1) free jazz (4) frevo (1) Funeral Doom (1) funk (14) Funkadelic (1) fusion (10) Gal Costa (2) Gang of Four (1) Gary Numan (1) Genesis (2) Gershwin (1) Gesualdo (1) Gilberto Gil (2) glam rock (1) Glinka (2) Gluck (1) gospel (3) gótico (6) Grammy (2) Graziani (1) Gregory Isaacs (1) guerra (4) guitara (2) guitarra (5) gypsy jazz (1) Hank Jones (1) hard bop (4) hard rock (15) hardcore (2) Haydn (3) heavy metal (17) Herbie Hancock (2) hip-hop (5) Holger Czukay (1) Holst (1) homenagem (1) Horace Silver (1) Houghton (1) house (2) Ian Dury (1) Iggy Pop (2) indie rock (1) infantil (2) Iron Butterfly (1) Isaac (1) Isabelle Fuhrman (1) Ives (1) J.S. Bach (5) Jaco Pastorious (2) James Brown (2) Jamiroquai (1) Japan (1) jazz (44) Jazz Modal (1) Jean Michel Jarre (2) Jefferson Airplane (1) Jenifer Lopez (1) Jimi Hendrix (1) Jimmy Cliff (1) Jimmy Smith (1) Joan Armatrading (1) Joan Sutherland (1) João Gilberto (2) John Coltrane (1) John Mayall's Bluesbreakers (1) John Travolta (1) Johnny Alf (1) Joni Mitchell (3) Jorge Ben Jor (2) Joy Division (2) Judas Priest (1) Julia Roberts (1) Keith Jarrett (1) Kim Bassinger (1) Kiss (2) Kompha (1) Kraftwerk (2) krautrock (5) Led Zeppelin (2) Lee Jackson (1) Leibniz (1) Lenny White (1) Leonin (1) Listas (19) Liszt (2) Louis Armstrong (2) lundu (1) Machaut (1) madchester (2) Magazine (1) Mahler (2) Marcelo Nova (1) Maria Bethânia (1) Marianne Faithfull (1) Marvin Gaye (3) MDM (1) Meat Loaf (1) Medieval Metal (1) Melodic Death Metal (1) Memphis (1) Meryl Streep (1) Messiaen (1) Metal Progressivo (2) Michael Jackson (3) Mickey Rourke (1) Miles Davis (4) Miúcha (1) modal (2) modinha (1) Monteverdi (2) Motörhead (1) Mozart (6) MPB (10) músic eletrônica (3) música ambiente (4) música clásica (1) música clássica (4) Música do outro mundo (11) música eletrônica (4) música experimental (3) música industrial (2) Música na Cabeça (7) musical (1) Musicoterapia (1) Ná Ozzetti (1) Nat King Cole (1) Neil Young (1) new age (1) new wave (15) Ney Matogrosso (1) Nina Simone (1) Nirvana (1) O que é? (6) ópera rock (2) opinião (23) Oscar (1) Paco de Lucía (1) Parliament (2) Pat Metheny (1) Paul Giamatti (1) Paul McCartney (1) Paul Weller (1) Paulinho Nogueira (1) Paulo Moura (1) Penelope Cruz (1) Pere Ubu (2) Peri (1) Perotin (1) Perusio (1) Peter Frampton (1) Peter Gabriel (1) Peter Sarsgaard (1) Peter Tosh (1) piano (2) Pink Floyd (6) polca (1) Police (1) policial (5) pop (23) pop rock (4) pós-punk (6) Post-Punk (2) Poulenc (1) Power Metal (1) Presente (2) Primus (1) Prince (1) Progressive Death Metal (1) promocional (6) Public Image Ltd. (2) Puccini (1) punk rock (31) Quadrinho (1) Queen (1) Racionais MCs (1) Ramones (3) rap (2) Red Hot Chili Peppers (2) reggae (6) Reich (1) Return To Forever (1) Richard Wagner (2) Rick Wakeman (1) rock (70) rock de vanguarda (4) rock progressivo (9) rock psicodélico (3) rockabilly (2) Rolling Stones (2) romance (9) Ronnie James Dio (1) Rush (1) Russell Crowe (1) Rythm and Blues (5) Saint-Saens (1) Sam Raimi (1) samba (5) Sarah Vaughan (1) Satie (1) sax (1) Schoenberg (4) Schubert (3) Schumann (2) Scorpions (1) Scriabin (1) sebo (1) Série Especial de Domingo (80) Sex Pistols (6) Shirley Verrett (1) Show (1) Simone (1) Siouxsie and The Banshees (1) Sister Sledge (1) ska (1) smooth jazz (3) soul (9) soul jazz (4) speed metal (2) Spyro Gyra (1) Stan Getz (1) Stanlay Clarke (1) Star Trek (1) Steely Dan (1) Stéphane Grappelli (1) Steve Vai (1) Steve Winwood (1) Stevie Wonder (2) Stockhausen (1) Stravinsky (1) Sunday (1) Supertramp (1) surf music (1) suspense (14) swing (5) Symphonic Prog (1) synthpop (3) Talking Heads (2) tango (2) Tchaikovski (2) Technical Death Metal (1) techno (5) Television (1) Terri Lyne Carrington (1) terror (7) Tex (1) The Adverts (1) The B-52's (1) The Beach Boys (1) The Beatles (3) The Cars (1) The Clash (3) The Cramps (2) The Cream (3) The Crusaders (1) The Damned (1) The Doors (1) The Fall (1) The Germs (1) The Gun Club (1) The Hollies (1) The Jam (1) The Jazz Crusaders (1) The Modern Lovers (2) The Only Ones (1) The Penguin Cafe Orchestra (1) The Residents (1) The Saints (1) The Slits (2) The Specials (1) The Stooges (2) The Stranglers (2) The Trio (1) The Undertones (1) The Who (1) Thelonious Monk (2) Thin Lizzy (1) thrash metal (2) Throbbing Gristle (1) Titãs (1) Tom Jobim (2) Tom Petty (1) Tom Wilkinson (1) Top Blog (1) TOPS (1) Toquinho (1) Tracy Chapman (1) Traffic (1) trance (2) tropicália (3) Tudo isso é rock (1) valsa (1) Van Halen (2) Van Morrisson (1) Varèse (1) Vaughan Williams (1) Velvet Underground (1) Vera Farmiga (1) Vídeo (1) Viking Metal (1) Villa-Lobos (1) Vinícius de Moraes (1) Vinil (1) violão (1) Vivaldi (2) Watt 69 (1) Weber (1) Webern (1) Wes Montgomery (1) west coast jazz (1) Wheater Report (1) Willie Nelson (2) Winger (1) Winona Ryder (1) Wire (2) X-Ray Spex (1) Yardbirds (1) Yes (1)