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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Unknown Pleasures - Joy Division


Série Álbuns Históricos 1979 - 10/43

Após assistirem uma apresentação da banda Sex Pistols, os amigos de longa data Peter Hook e Bernard Sumner resolveram criar uma banda, o ano era 1976. Chamaram Terry Mason, que também esteve presente no show e o colega de escola Martin Gresty. O segundo logo abandonou o projeto pois conseguiu um emprego regular em uma fábrica local, então os amigos restantes colocaram um anúncio em uma loja de discos para selecionarem um novo vocalista, daí veio a lenda Ian Curtis.
O nome escolhido para o grupo foi Varsóvia, em referência a música 'Warszava' de David Bowie, e a primeira apresentação foi no dia 29 de maio de 1977, quando abriram para a banda Buzzcocks. Pouco tempo depois, o baterista Terry Mason abandonou o grupo e foi substituído por Steve Brotherdale que vinha da banda punk Panik.Brotherdale era encrenqueiro e começou a tentar fazer a cabeça do vocalista Ian Curtis para que ambos abandonassem o conjunto e migrassem para o Panik, foi demitido e abandonado no meio da estrada pelos outros integrantes. Novamente colocaram um anúncio em uma loja de discos, que foi atentido pelo colega de escola de Curtis, Stephen Morris. Surge o lineup definitivo, mas ainda restava um problema: o nome da banda era quase igual ao de outra - Warsaw Pakt - então resolveram trocá-lo e utilizaram como referência o romance A Casa das Bonecas que fala de um prostíbulo próximo a um campo de concentração nazista chamado Joy Division.
Encantados com o som do grupo, integrantes da gravadora RCA ofereceram um estúdio para que a Joy Division gravasse algumas demos e negociaram um contrato.

Para divulgar as novas bandas contratadas pela RCA, montaram a histórica coletânea de bandas Short Circuit: Live At The Electric Circus, onde havia também uma faixa da Joy Division. Foi o único trabalho deles com a grande gravadora, depois a abandonaram e se juntaram ao amigo Tony Wilson e à Factory Records.

Tony Wilson, um apresentador de TV que despontava, também se interessou pela banda e se ofereceu para empresariá-los. Como fizeram uma grande amizade e como o esquema de trabalho da RCA não agradava a banda, decidiram criar uma gravadora nova que tinha uma proposta inovadora, principalmente no que dizia respeito ao tratamento ao artista, dando-lhes liberdade total de criação e apoio quase incondicional - surgia assim a histórica Factory (ela mereceu até um filme imperdível contando sua trajetória, o 24 Hour Party People). 

O primeiro EP lançado pela nova gravadora, que contou com duas músicas da Joy Division foi Factory Sample, de 1978, que também contava com músicas da banda The Durutti Column.

A recepção foi positiva, angariaram vários defensores na crítica e na mídia o que fez com que a exposição do grupo fosse constante nas rádios e na TV. Paralalelamente a tudo isso, Ian Curtis descobriu que sofria de epilepsia e tinha muita dificuldade para lidar com a doença.

Em 1979 gravaram seu primeiro álbum - Unknown Pleasures - que foi um marco para a nova derivação do punk: o pós-punk, e um de seus desdobramentos: o gótico.

A história segue, mas paro por aqui para apreciar este álbum. Certamente falarei mais desse grupo inglês e da banda que surgiu após a morte de Curtis, que reuniria seus integrantes sobreviventes: a New Order, até lá!



Unknown Pleasures (1979)

baixe aqui


Curiosidades do álbum
  • Foi lançado pela gravadora Factory apesar de terem recebidos propostas milionárias das grandes gravadoras.
  • O letrista Ian Curtis retrata suas experiências como epilético em várias faixas.
  • O desenho da capa é a captação de ondas de rádio emitidas por uma estrela em extinção (literalmente).
  • Foi sucesso de público e crítica, apesar de um jornalista ter feito um elogio torto dizendo que o álbum era perfeito para se ouvir antes de cometer suicídio.

AUDIÇÃO COMENTADA











Meus destaques em vermelho

01 - Disorder
A "cozinha" abre o disco. Os instrumentos vão entrando progressivamente até que aparece o incisivo vocal de Curtis. Entremeada de um bom fraseado da guitarra. O do baixo se mantém constante no decorrer da música. Há também alguns efeitos que simulam ventos ao fundo. O clímax é deixado para o final: "I got the spirit!"

02 - Day Of The Lords
Acordes de guitarra no contratempo no início. O teclado complementa o clima soturno.

03 - Candidate
Encadeamento de acordes descendente, bateria marcada e clima gótico.

04 - Insight
Uma nota constante; portas, o baixo domina a harmonia. "I'm not afraid anymore!".

05 - New Dawn Fades
A guitarra manda um riff todo nos graves e depois vai para os arpegios. O vocal é poderoso mas em clima de lamentação.

06 - She's Lost Control
Experimentações na bateria eletrônica e fraseado no baixo, a guitarra aparece a seguir, cobrindo os espaços. A voz é empostada e vigorosa.

07 - Shadowplay
Mais uma vez o baixo inicia, só que desta vez acompanhado do prato da bateria; até que a música "explode" e a banda completa se apresenta. Destaque para o belo fraseado da guitarra. Pela primeira aparece um backing vocal e um solo de guitarra, ainda que simples.

08 - Wilderness
Destaque agora é a bateria, as cordas fazem um longo legatto que vai e volta.

09 - Interzone
O ritmo acelera aqui e a guitarra puxa a harmonia. O vocal faz um interessante trabalho de pergunta e resposta. Frenética.

10 - I Remember Nothing
Lenta e melancólica. Um acorde fica constante ao fundo enquanto a guitarra e o baixo variam, além do som de objetos quebrando.











Texto: Rodrigo Nogueira
Fonte: Wikipedia
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

Quer sugerir um artista, banda ou compositor para participar da série "A Pedidos" e ainda ter seu blog/site divulgado? Clique aqui!

    quarta-feira, 14 de abril de 2010

    Germ Free Adolescents – X-Ray Spex

    xrayspex2

    Formada em 1976, essa banda punk londrina tinha na liderança uma moça de nome Poly Styrene (?!), e claro, “botavam pra quebrar!”

    Marion Elliott (Poly Styrene) decidiu formar uma banda após se empolgar com o som dos Sex Pistols. Viu que a estética deles era perfeita para poder expressar suas frustrações e esfregar na cara das “patricinhas” de plantão que o cérebro também fazia parte do corpo de uma mulher. Decidiu pregar contra as futilidades e o consumismo, mas sempre de forma bem-humorada e provocadora.

    Fizeram parte da formação inicial da banda, além de Poly, Jak Airport (guitarra), Paul Dean (baixo), BP Hurding Paul (bateria) e Lara Logic (na verdade Whitby Susan), no saxofone. Começaram fazendo a alegria da moçada se apresentando no clube punk The Roxy ao lado de grupos como Buzzcocks e Wire. Causaram tanta publicidade que logo foram contratados por uma gravadora e lançaram o single Oh Bandage Up Yours, que começa com a seguinte frase: "Algumas pessoas pensam que as meninas devem ser vistas e não ouvidas - bem, eu acho, oh bondage, up yours!

    O line-up original durou até 1978, quando substituíram a saxofonista por Rudi Thomsom e aí lançaram o relevante álbum “Germ Free Adolescents”, considerado pelo The Guinness Encyclopedia of Popular Music como o oitavo melhor álbum de punk de todos os tempos e é um trabalho dos que melhor resume a vida de um jovem no final da década de 1970. O grupo não foi muito prolífico e lançou apenas 4 álbuns, sendo 2 ao vivo, mas marcaram sua época e deixaram seus nomes escritos na história da música!

    Site Oficial

    Germ Free Adolescents (1978)

    germ free adolescents

    Download: Germ Free Adolescents

    Curiosidades do álbum

    • Música nova combinando elementos de Patti Smith e Sex Pistols.
    • As letras dizem que as pessoas devem ser genuínas e cândidas num mundo de irrealidades, são apaixonadas e convincentes.
    • Apesar da capa datada, seu conteúdo ainda é atual.
    • Styrene logo deixaria de ser punk. Depois de ter uma “visão” passou a fazer músicas mais açucaradas e depois se retirou e foi se aprofundar na doutrina krishna.

    Audição comentada:

    Meus destaques em vermelho

    01 – Art-I-Ficial

    Poly anuncia a música e a banda logo se apresenta. O vocal é vigoroso. O sax faz rápidas passagens e no solo vem dobrado e todo atravessado fazendo um fraseado primário.

    02 – Obsessed With You

    A banda pisa no acelerador, porém a fórmula é mais ou menos a mesma. O sax atravessa direto! Avança algumas vezes e chega atrasado em outras, caos! A voz é muito legal! Bem “espoleta”.

    03 – Warrior In Woolworths

    Agora é a voz que está dobrada. O rítmo desacelera e a música toma aspectos infantis e o sax continua aquela “beleza”.

    04 - Let’s Submerge

    O vocal volta a se sobressair com força e subindo as notas. O saxofonista acerta uma, ufa! O fraseado continua simples, mas agora fica legal e bem tocado. A guitarra faz bom papel.

    05 – I Can’t Do Anything

    Depois da apresentação da banda o sax entra com um timbre bizarro dobrando a melodia executada pela cantora e depois parte para um stacatto safado de poucas notas. O canto mostra muita influência de Johnny Rotten dos Pistols.

    06 – Identity

    Um grito inicial, que soa como um prenúncio de Cindy Lauper, introduz a música e é seguido do sax gravado em primeira e terça da escala. Mais uma faixa interessante.

    07 – Genetic Engineering

    Com um riff forte na guitarra e um arranjo muito influenciado por Sex Pistols. Bom trabalho da bateria. O vocal é alucinante e o sax defende bem o solo.

    08 – I Live Off You

    Johnny Rotten de saias cantando!! Pra que dobrar o sax?? O som fica uma m… Mesmo assim a música é legal.

    09 – I Am A Poseur

    Puts, sem querer fazer heresia, mas o riff dessa música lembra bem algo do começo do Iron Maiden! Só faltou o Steve Harris cavalgando no baixo.

    10 – Germ Free Adolescentspoly styrene

    Ecos na guitarra e uma pseudo-balada. Maldito teclado porcaria!

    11 – Plastic Bag

    Do caralho!!!!!! (desculpem o excesso… é que entrei no clima) Muito zoada. Adorei conhecer a tal da Poly Styrene.

    12 – The Day The World Turned Day-Glo

    Hahaha, Poly nem deixa o saxofonista terminar seu fraseado e já atravessa soltando o gogó, muito divertido! UUUoooOOUoOOUUUUOU o saxofonista é uma vergonha, mas ficou muito engraçada essa mistura, valeu!

     

    Texto: Rodrigo Nogueira
    Fonte Histórica: Wikipédia
    Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

    segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

    First Issue - Public Image Ltd.

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    O Public Image Ltd. (P.I.L.) é um grupo inglês formado em 1978 pelo ex-vocalista do Sex Pistols John Lydon (Rotten), o guitarrista Keith Levene (ex-The Clash), o baixista Jah Wobble e o baterista Jim Walker; com frequentes alterações de membros no decorrer de sua existência.
    Surgiram das cinzas do punk rock e foram considerados a primeira banda de pós-punk, que tem por base o punk mas que ousa mais nas experimentações, tornando seu som mais desafiador.
    Vai_1_fs[1]
    O grupo durou até 1992 e Lydon era o único membro constante nas diversas formações da P.I.L. Até o ultra técnico e virtuse guitarrista Steve Vai (foto) já passou pela banda.
    Sua origem foi logo após a dissolução dos Sex Pistols em 1978. Lydon foi viajar para a Jamaica para conhecer o movimento que estava surgindo: o reggae. Lá, o empresário da Virgin records Richard Branson tentou inserir Lydon na recém criada banda Devo (de quem falarei num post futuro). O Devo(foto) também foi para a Jamaica e, chegando lá, recusaram a proposta de Branson deixando John Lyndon a ver navios enquanto fumava maconha…
    devo[1]
    Após retornar à Inglaterra, Lydon se aproximou de seu amigo Jah Wobble e o convidou para formar uma banda, mesmo ele não sabendo tocar nenhum instrumento, aliás, da mesma forma como ele havia feito com Sid Vicious. Só que diferente de Vicious, Wobble tinha aptidão para música e aprendeu a tocar baixo o suficiente para participar da banda.
    Como Lydon conhecia Keith Levene, do Clash, e sabia que ele não estava à vontade em sua atual banda, o convidou a integrar esse novo  grupo, onde ele poderia explorar mais suas ideias musicais. Para completar a banda, foi colocado um anúncio no jornal Melody Maker, solicitando um baterista e o estudante canadense Jim Walker foi o selecionado.
    Em maio de 1978, o Public Image estava formado.
    Enquanto que os Sex Pistols exploravam o lado mais rebelde dos músicos, o Public Image, explorou seu lado mais criativo, utilizando as influencias do krautrock e do dub reggae.
    First Issue (1978)
    album-public-image[1]
    CURIOSIDADES DO ÁLBUM

    • Lydon saiu cambaleante dos destroços dos Pistols, com sua identidade cerceada, e imaginou a banda como expressão honesta de seus pensamentos e medos mais profundos.

    • Um disco sombrio. A vitalidade de sua franqueza e o seu esforço em perseguir um futuro diferente o tornaram um álbum com alto poder de influência e, até hoje, muito perturbador.
    OUÇA AS FAIXAS E LEIA OS COMENTÁRIOS:
    DESTAQUES EM VERMELHO
    01 – Theme
    O grito inicial já prepara para o que vem por aí. A faixa de abertura abusa das distorções na guitarra e nos remete à uma mente doentia em seu desabafo. Não dá para dizer que tem canto aqui, mas sim um suicida colocando tudo para fora: “I wish I could die!”. A expressividade é impressionante.
    02 – Religion I
    Frases rimadas e faladas, como uma ladainha, literalmente metem o pau na igreja e na religião: A liar in the altar!
    03 – Religion II
    Agora acompanhado da banda, o vocal declama em tom de sermão frases acusatórias contra os religiosos em geral. Fica evidente o que os integrantes da banda pensam sobre o assunto, e não é nada bom.
    04 – Annalisa
    Um punk mais cadenciado e de estrutura linear, nos mostra as raízes do grupo.
    05 - Public Image
    Um som que já mostra um retrato do que seria predominante nos anos 80. Lembra um pouco os primeiros trabalhos de bandas como U2 e Simple Minds.
    06 – Low Life
    Muito próximo do som dos Sex Pistols, principalmente na melodia do vocal.
    07 – Attack
    Com efeitos de eco na voz e acompanhamento instrumental simples e linear, esta faixa é monótona e não acrescenta muito.
    08 – Fodderstompf
    Aqui sim um trabalho diferenciado. Uso de efeitos eletrônicos, batida dançante e frases como de desenho animado. Lembra os Residents.
    Comentários e adaptação do texto: Rodrigo Nogueira
    Fonte Histórica: Wikipédia
    Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer
    té mais!

    sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

    Sid & Nancy: O Amor Mata (1986)

    sid&nancy[1]
    Diretor: Alex Cox. Com Gary Oldman e Chloe Webb.
    Filme baseado em fatos reais narra o romance entre Sid Vicious e Nancy Spungen. De quebra, acompanhamos o desenrolar do cenário punk na Inglaterra, principalmente dos Sex Pistols, banda a qual Sid era integrante.
    Malcolm MacLaren era um cara visionário e percebeu no final dos anos 70 que o cenário musical passava por uma transição. Como o a arte em geral é um reflexo do momento social em que vive o artista, o punk foi mais que natural surgir.
    Os Sex Pistols e principalmente Sid Vicious, foram suas “descobertas” e eram os maiores símbolos desse movimento: revolta, auto-destruição, críticas de todos os níveis, inclusive sem motivos. É sobre tudo isso que trata o filme.
    Ressalvo que fica nítido que o objetivo maior do autor não é ressaltar o panorama histórico ou contar a trajetória da banda, na verdade tudo isso serve mais de pano de fundo para destacar o romance do casal Sid & Nancy.
    Por isso, a história não se importa em explicar o porquê das coisas, como por exemplo, contar sobre a formação da banda, a entrada de Sid no grupo, o final de tudo etc. Tudo isso vemos de passagem.
    Vemos em detalhes a relação doentia do casal, suas brigas, dificuldades para arrumar trabalho, dinheiro, drogas, etc. Passeamos por diversas “bocas”, hotéis fuleiros e clubes pessimamente frequentados.
    É tudo muito intenso, é como se vivêssemos ao lado deles. As atuações são pertubadoras, Chloe Webb mostra uma Nancy desequilibrada e Gary Oldman um Sid totalmente levado pelos instintos como mostram as cenas em que está no palco ou gravando video-clips. Destaco o momento em que Sid/Gary interpreta “My Way”, música alçada a megassucesso por Elvis Presley, e que Sid Vicious perverteu totalmente o sentido. Vale a pena até olhar no youtube para comparar Sid Vicious com Gary Oldman, a interpretação ficou magistral.
    No decorrer do filme, o diretor Alex Cox muda sua história para o surrealismo, lembrando um pouco o trabalho de David Lynch.
    Não é um filme edificante, ao contrário, nos mostra o lado destrutivo que a impulsividade e a falta de limites pode nos conduzir. Lamento que muitos pormenores sobre a época, a banda e até mesmo sobre Sid Vicious foram deixados de lado, sobrando mais detalhes para a relação do casal. Desta forma, poderia ter-se criado uma ficção sobre um casal qualquer como fez o filme Drugstore Cowboy ou outros do gênero. Não faria grande diferença para a história.
    O maior mérito do filme são as atuações de Gary Oldman e Chloe Webb e suas caracterizações acima da média.
    Gary-Oldman-Sid-And-Nancy_l[1] sidnancyDM2608_468x495[1]
    Chloe e Gary / Nancy e Sid
    Recomendo, mas não para todos.
    ATOR/ATRIZ
    gary-oldman[1]
    Gary Oldman faz um Sid Vicious perfeito. Sua interpretação vai nos detalhes. Assombroso!
    É uma pena que um ator desse quilate tenha que participar de bobagens como Harry Potter, Alma Perdida, Batman ou O Quinto Elemento (no caso dos dois últimos, chamo de bobagens os papéis, não os filmes).
    Quando vir o nome dele nos créditos de algum filme, não significa que o filme será bom mas certamente uma boa atuação haverá.
    cast_crew_chloe_webb[1] Chloe Webb é mais ou menos famosa por seus papéis em comédia, mas aqui ela mostra um lado mais dramático e faz uma Nancy extremamente convincente. Lembra muito a Courtney Love (que aliás, faz uma ponta no filme).
    Seus gritos e choros beiram o insuportável e sua personagem é uma companheirona, inclusive e principalmente nas coisas ruins. O que os leva a uma trajetória trágica e sem saída.
    Talvez tenha sido a melhor interpretação de sua carreira.
    Veja o trailer:
    ‘té mais!

    quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

    Never Mind The The Bollocs Here’s The Sex Pistols

    the-sex-pistols-gh-iii-1[1]

    O Sex Pistols surgiu numa conjuntura favorável ao nascimento da cultura punk. Malcom McLaren foi um dos maiores responsáveis pela propagação do punk rock no Reino Unido. A história de McLaren começa a ficar interessante em 71, quando foi inaugurada a Let It Rock, uma loja de roupas para a nova geração de teddy boys – filhotes das gangues originais, surgidas nos idos de 53. Desde então, McLaren tornou-se uma celebridade entre músicos e modernos londrinos.

    Em 1973, os integrantes da banda protopunk New York Dolls entram na Let It Rock. O visual da banda (uma mistura de glitter e sadomasoquismo) conquista McLaren e ele vira seu empresário. Em Nova Iorque, percebe o quanto os New York Dolls estavam ultrapassados e cai fora. Apesar de renegar os Dolls, o empresário trouxe uma ideia brilhante dos Estados Unidos. Depois de perceber que o que valia no mundo do rock, em 75, era muito mais a atitude do que o som, McLaren decidiu construir uma banda segundo seus novos padrões.

    Mais uma vez em Londres, reassume sua loja – agora chamada SEX – e transforma-a no epicentro do terremoto que sacudiria o mundo pop, ajudado pela estilista Vivianne Westwood. Segundo o próprio McLaren, criou os Sex Pistols.

    Reunir os quatro Pistols foi fácil: Steve Jones e Paul Cook (respectivamente guitarrista e baterista) viviam na SEX. Glen Matlock, baixista e empregado da loja aos sábados, foi convocado imediatamente. Faltava escolher o vocalista.

    Depois de descartar o crítico Nick Kent e o cantor Richard Hell para a vaga, a banda experimenta um velho frequentador do lugar, um adolescente de dentes podres chamado John Lydon. O teste é feito na loja, com o vocalista cantando numa jukebox. Johnny, que nunca tinha cantado na vida antes, foi aprovado pela sua postura e comportamento anti-social. Em resumo, era perfeito para a vaga. Os ensaios começam. Agora a banda chama-se Sex Pistols e John Lyndon vira Johnny Rotten (Joãozinho podre), em fevereiro de 77 o baixista sai da banda e em seu lugar entra Sid Vicious, que vira o maior símbolo do punk rock em todos os tempos, isso porque nem sabia tocar nada! O resto é história.

    Confira no post de sexta-feira 25 (Natal), a resenha do filme Sid & Nancy que conta a trajetória dos Pistols com enfoque maior na vida de Sid Vicious. Gary Oldman faz o papel principal.

    O Sex Pistols foi uma banda ícone do punk rock. É considerada uma das maiores bandas de punk da história, ao lado de Ramones e The Clash.

    Site Oficial

    Never Mind The Bollocks Here’s The Sex Pistols (1977)

    bollocks[1]

    Download: Never Mind The Bollocks

    CURIOSIDADES DO ÁLBUM

    • Por conta da logomarca simbólica e da expressão obscena estampada, muitas lojas se recusaram a vender o disco;
    • A faixa Pretty Vacanty deu esperanças a todos os guitarristas inúteis do mundo
    • Na faixa God Save The Queen, cada nota é em formato de flecha de injúrias apontada contra a realeza
    • O álbum tem encapsulados os anos de infelicidade da juventude inglesa

    OUÇA AS FAIXAS E COMPARE COM A ANÁLISE MUSICAL:
    Obs.: Devido ao período de festas, não houve tempo hábil para as análises musicais, mas seguem as faixas para ouvir e os destaques. Nos próximos discos voltarão as análises. (Rodrigo)

    DESTAQUES EM VERMELHO

    01 – Holidays In The Sun

    02 – Bodies

    03 – No Feelings

    04 – Liar

    05 – God Save The Queen

    06 – Problems

    07 – Seventeen

    08 – Anarchy In The UK

    09 – Submission

    10 – Pretty Vacant

    11 – New York

    12 – EMI

    Fonte Histórica: Wikipédia
    Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

    AOS LEITORES AMIGOS UM ÓTIMO NATAL EM 2009!!!!

    té mais!

    domingo, 20 de setembro de 2009

    Bem vindos a 1976! Primeiras audições

    Tom Petty & The Heartbreakers - Debut (1976)



    Ouvindo o álbum de estréia de Tom Petty, não consigo imaginar que relevância tem esse cidadão para a música mundial.


    Todas as músicas são mal acabadas dando a impressão de que foram feitas às pressas, utilizando com frequência o efeito fade (aquele que vai diminuindo o volume da música pra ela acabar).


    O artista, embora norte-americano, faz um rock ao estilo inglês - imagine a voz de Bob Dylan (credo) tentando cantar músicas a lá Rolling Stones, estranho né? Mas são os melhores momentos do álbum, como na faixa "Breakdown" e "Anything That's Rock'n'Roll". Outros momentos razoáveis são "American Girl", que encerra o disco e "Strangered In The Night" que lembra um pouco o AC/DC.


    O resto é lixo puro: as faixas 1 ("Rockin' Around...") e 9 ("Luna") são descartáveis, a 4 ("The Wild One, Forever") é um prenúncio do que viria a ser o Bon Jovi (socorro!) e a 8 ("Mystery Man"), lembra um pouco o Van Morrison mas está mais para Counting Crows (sabe aquela banda horrorosa dos anos 90 que tinha aquele refrãozinho "chinelo" Sha-la-la-la-la-la hei, oh-oh da música "Mr. Jones"?). Ah, pulem a faixa 7 ("Fooled Again..."), tem um tecladinho que fica numa nota só quase a música toda, um som agudo e irritante que incomada bastante.


    Descartável.


    Se quiser conhecer, escute Breakdown - clique no link - http://www.youtube.com/watch?v=qNxfPAF1frM



    The Modern Lovers - Debut (1976)


    Bem vindos a era do Punk! Pra quem gosta do gênero (não é meu caso) aqui está um dos precurssores do movimento. Ainda não tem o peso de um Sex Pistols ou Dead Kennedys, mas vale por ser um documento histórico.
    Claro que não dá para criticar um álbum de punk considerando a qualidade técnica, pois não tem praticamente nenhuma, apenas pelo movimento jovem subversivo contido, e aqui temos "a fina flor"! Palavrões à granel à parte, temos um disco leve (considerando que estamos falando de punk).
    Para mim foi um sacrifício ouvi-lo todo, mas garanto que o fiz.
    O maior sucesso da banda (gravado posteriormente pelos Sex Pistols) é "Roadrunner", um som típico de dois acordes mas com bastante energia.
    Vale mencionar também a faixa 2 - Astral Plane - que tem um linha de baixo quase igual ao riff da música Black Knight do Deep Purple e a faixa 4 - Pablo Picasso - que "desce a lenha" com direito a vários palavrões.
    O vocal é monocórdico (fica quase sempre numa nota só) e o instrumental é pobre, porém vigoroso.
    Se você tem uma banda de garagem onde os integrantes mal sabem usar os instrumentos, aqui tem uma sugestão para o repertório.
    Para conhecer "Roadrunner" clique no link - http://www.youtube.com/watch?v=TDJShMk-r88

    'té mais!

    Enciclopédia Básica de Estilos Musicais
    Alpine New Wave - Gênero musical da região dos Alpes que funde o punk rock com a base de acordeão da música folclórica local.
    Alternative Dance - Estilo que combina elementos do dance-pop com subgêneros do rock alternativo, tais como o indie rock.
    Ambient Dub - Inspirado na série de albuns Ambient Dub, volumes 1 a 4, faz uso de efeitos eletrônicos psicodélicos, eco e reverberação de baixa frequência.
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    "Sons, Filmes & Afins,

    um refúgio para quem tem a mente aberta, mas opinião própria"

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