10 - Obra-prima 9 - Excelente 8 - Muito bom 7 - Bom 6 - Bom, mas recomendado com reservas 5 - Razoável 4 - Mau, mas com alguns méritos 3 - Mau 2 - Muito mau 1 - Horrível 0 - Lixo
Obs: Peguei esta escala de notas da amiga Júnia do blog Vintage
Ficha corrida do cara: Nome completo: David Robert Jones Hayward Nacionalidade: inglesa Período de atividades: 1964 até hoje Site oficial: http://www.davidbowie.com/ Estilo/Gênero: Rock, pop/Glam rock, pop rock, art rock, rock psicodélico Álbuns de estúdio: 25 até o momento.
Line-up do disco: Carlos Alomar (guitarra e bateria), Dennis Davis (baixo e percussão), George Murray (baixo), Sean Mayes (piano), Simon House (violino e bandolim), Adrian Belew (guitarra e bandolim), Tony Visconti (guitarra, baixo, bandolim, vocais), Brian Eno (sintetizadores e vários instrumentos exóticos), Roger Powell (sintetizadores) e Stan (saxofone).
Como vimos nas postagens anteriores sobre Bowie (confira as leituras relacionadas abaixo), nessa época (1979), ele estava em Berlim absorvendo a musicalidade local e criou uma trilogia que se encerrou com o lançamento do álbum Lodger.
Diferentemente dos outros dois discos da trilogia - Low e Heroes - Lodger é mais econômico com relação ao instrumental que recheia o disco (não tem faixas inteiramente instrumentais), porém expande suas influências, acrescentando à música de estética alemã (krautrock em sua maior parte), estilos exóticos de origem africana contrapostos com a new wave, que era um sub-gênero que estava na moda, derivado do punk (uma versão mais leve e comercial na verdade). É de se salientar também a importância de Brian Eno e de Iggy Pop nessa trilogia (veja leituras relacionadas abaixo).
Lodger, por seus padrões mais próximos do pop que os outros discos da trilogia Berlim, embora ele esteja longe de ser pop, é considerado um dos trabalhos mais injustamente subestimados da carreira de Bowie. Apesar de o receber de forma indiferente na época de seu lançamento, a crítica, hoje o coloca em mais alta conta, retificando seus colegas do passado. É um disco que se valoriza ano a ano, o que prova que o crítico mais justo é o tempo.
James Newell Osterberg – mais conhecido como Iggy Pop, nasceu em Muskegon, EUA, em 21 de abril de 1947. É um músico de rock.
Na infância, Iggy Pop era um garoto tímido e introvertido. Em meados dos anos 60, ele tocou bateria num grupo de garotos de sua escola, The Iguanas. O nome artístico, aliás, surgiu devido ao nome da primeira música da banda colegial.
Em 1969, surgia The Stooges, com Ron Asheton na guitarra, Scott Asheton na bateria e Dave Alexander no baixo (que foi demitido após o segundo álbum, abrindo vaga para James Williamson, guitarrista, enquanto Ron assumia o baixo), banda que liderou durante cinco anos. Ao fim da banda, Iggy Pop decidiu partir para a carreira solo.
Em 1977, recebeu a ajuda de seu amigo David Bowie para produzir seus primeiros dois LPs solo: The Idiot (que analisarei neste post), e Lust For Life (que veremos em breve). O primeiro disco incluiu a música China Girl, que mais tarde seria um sucesso de Bowie no álbum Let’s Dance, de 1983.
É bom ressaltar que, apesar de ser um movimento inglês em sua origem, o punk deve sua existência à influência de Iggy Pop e dos Stooges, mas seus álbuns solo lembram remotamente este estilo musical
Pouco antes de gravá-lo, Iggy Pop estava se recuperando em uma clínica psiquiátrica.
Nenhuma gravadora queria lhe dar uma chance, só conseguiu gravar com o aval de seu amigo David Bowie
OUÇA AS FAIXAS E COMPARE COM A ANÁLISE MUSICAL:
01 – Sister Midnight
00:00 – Repique da bateria intercala com o teclado enquanto o riff é dado pela guitarra e o tom pelo baixo; 00:13 – entra a voz de barítono de Iggy Pop sempre acompanhada de backing vocals quando canta o nome da música; 01:17 – guitarra executa notas longas e distorcidas com reverb encima do riff; 02:05 – o tom de voz aumenta; 02:15 – novamente a guitarra com reverb só que com outra fazendo segunda voz; 02:57 – retorna o canto dolente que vai progressivamente se elevando chegando quase ao êxtase, devido ao riff hipnótico.
02 – Nightclubbing
00:00 – Levada disco de bateria eletrônica e teclados nos transportam a um cabaré; 01:10 – entra a voz soturna de Iggy Pop; 01:46 – uma guitarra bem suja e rock ’n roll deixa claro que trata-se de uma paródia que o artista está fazendo com o estilo.
03 – Funtime
00:00 – som de microfonia, chiados e até alguém tossindo, abrem a música; 00:09 – a bateria eletrônica marca a melodia quase falada executada pela voz, enquanto um backing vocals macabro soa ao fundo; 01:06 – a guitarra se intromete fora de tom criando uma grande dissonância, como se fosse o apito de trem; 01:21 – a melodia é retomada; 01:43 – o refrão retorna com o backing fazendo um intervalo provavelmente de segunda, trazendo de volta a dissonância; 02:02 – o “trem” retorna e as vozes acompanham com algo semelhante a uma ola, e assim a música termina, em 02:55.
04 – Baby
O baixo, com apenas duas notas e o teclado abrem os trabalhos, logo são seguidos da voz, da guitarra e do refrão; 00:25 – vamos à primeira estrofe com caráter bucólico proporcionado pelo barítono; 00:37 – aparece um órgão fantasmagórico seguido pelo refrão e depois, tudo é retomado e segue repetindo até o final da música em 03:25.
05 – China Girl
00:00 – Iggy Pop já entra cantando e de uma forma muito parecida com a maneira de seu amigo David Bowie, a guitarra faz o contracanto e o teclado toca com um timbre e uma sequência de notas à chinesa; 00:28 – ponte e refrão sem muitas mudanças na harmonia; 00:48 – preparação para mudança de tom, que ocorre em 01:03 – a guitarra passa a “cavalgar” no acompanhamento até abrir com sequências de dois acordes descendentes em 01:34; 01:51 – a música toma outros ares com a melodia ascendente até culminar em gritos do vocal em 02:05, acompanhado do baixo e do teclado em strings, abrindo ainda mais o som, que é preparado para a surpresa dos saxes que passam a integrar a harmonia em 02:08; O vocal fica mais comedido, mas a harmonia continua em êxtase até que em 02:43 ele também é contaminado; 02:50 – a guitarra volta a cavalgar e a melodia vocal desce até os graves novamente e os “sinos” chineses retornam; 02:57 – agora a voz torna-se súplica, até cessar em 03:08 – a banda assume a harmonia e o sax a melodia; 03:51 – a guitarra volta a cavalgar, só que agora acompanhada do baixo no mesmo ritmo; caminhamos para o final instrumental, onde as guitarras fazem duas vozes, o teclado fica nas alturas e o sax faz o contracanto.
06 – Dum Dum Boys
00:00 – estalar de dedos e uma conversa; 00:09 – a guitarra dá os primeiros acordes; 00:34 – entra a batera, o baixo e outra guitarra usando bastante a alavanca; 01:01 – vem o riff seguido do canto; 03:18 – um breve interlúdio instrumental que vai até 03:42 – quando retorna o refrão; 06:13 – a harmonia muda com destaque para o baixo e assim vai até o final em 07:13. A estrutura melódica e a voz lembram muito alguma coisa do The Doors.
07 – Tiny Girls
00:00 – um suave e amadeirado sax tenor embala acompanhado da banda; 00:52 – o vocal entra ao lado de uma guitarra sincopada; 02:04 – o sax retorna solando só que agora de forma mais contundente, conduzindo a música ao seu final em 03:00.
08 – Mass Production
00:00 – efeitos diversos; 01:04 – a banda entra e logo em seguida o vocal mostra uma melodia gótica; 02:51 – o refrão; 03:32 – um acorde dissonante traz a música de volta ao tema; 04:13 – a guitarra cheia de efeitos em sonoridade grave logo é superada por um sintetizador distorcido levando cada vez mais para o agudo; 05:25 – novamente o refrão; 06:06 – o acorde dissonante novamente traz a música de volta ao tema só que desta vez arrasta consigo o sintetizador agudo e o vocal monótono, constante e repetitivo. A sonoridade geral nos leva (ouvintes) a uma espécie de tranze; 07:44 – só restou o som incômodo que lembra uma furadeira e a música acaba em 08:26. Não esqueça de pedir para alguém estalar os dedos para você despertar!
Análise Musical: Rodrigo Nogueira Fonte Histórica: Wikipédia Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer ‘té mais!
Seu verdadeiro nome é David Robert Jones, mas trocou o sobrenome devido ao seu homônimo do então famoso grupo americano The Monkees. No início da carreira, participou de grupos usando o verdadeiro nome, como David Jones and the King Bees (1964) e Davy Jones and the Lower Third (1965), chegando a gravar compactos sem maiores repercussões. Uma das teorias para o nome artístico conta que “Bowie” foi escolhido por ser o nome da fabricante da faca que se supõe ter cegado seu olho esquerdo ainda na adolescência em uma briga com um colega de escola. No entanto, a hipótese mais plausível para a paralização da pupila esquerda é a de que, nessa briga, ocasionada pela disputa por uma namorada, o cara teria acertado um soco no olho esquerdo de Bowie.
Começou a carreira solo (como cantor folk) em 1966, compondo, cantando e tocando. Em 1968, a canção Space Oddity ficou entre as cinco primeiras da Inglaterra. Mas o sucesso internacional viria apenas com o álbum The Rize and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars. É nessa época que começaram as apresentações exuberantes, performáticas, com riqueza de figurino e maquiagem.
Já postei outras matérias sobre David Bowie. Para saber mais, use os links abaixo:
Foi gravado no estúdio Hansa, um antigo salão de bailes da Gestapo perto do muro de Berlim
OUÇA AS FAIXAS E COMPARE COM A ANÁLISE MUSICAL:
DESTAQUES EM VERMELHO
01 - Beauty and the Beast
00:00 – anúncio da música feito pelo teclado e o chipô em suspense, quando surge um som exótico de uma espécie de violoncelo elétrico. Tudo vem crescendo até culminar com a entrada do vocal em 00:34 apresentando uma música dançante e psicodélica; 00:45 – surge então o refrão onde David canta com a voz cheia de efeitos e com a parceria do backing vocal feminino, ao fundo notamos o trabalho de teclado de Brian Eno. Depois de repassar a primeira parte e o refrão, o teclado sola em 01:36 de forma minimalista, logo sendo alcançado pelo refrão. Destaque para os diversos efeitos sonoros; 02:22 – a segunda parte da música apresenta um vocal tenso sobre uma série de efeitos sonoros eletrônicos; 02:44 – variação do refrão, executado de forma descendente; 03:08 – inicia uma série de sons caóticos e estridentes que culminam com as backing vocals suplicantes. Alucinante.
02 - Joe the Lion
00:00 – a guitarra base manda um riff barulhento, seguido da guitarra solo com a melodia; 00:33 – entra o vocal esganiçado acompanhado por um backing vocal quase infantil causando um efeito estranho; 01:20 – a música torna-se mais consonante e David Bowie canta de forma mais relaxada, as guitarras estridentes são substituídas por um leve piano e tudo isso traz mais repouso para os ouvidos, só que dura pouco; 01:25 – a música toma um caráter agonizante, até que em 01:34 chega ao clímax com o vocal em falsete e vibratto e a guitarra distorcida prenuncia um grito, que ocorre em 01:51. O frenezi continua até 02:26, quando a guitarra enfurecida sola mesmo em cima do vocal e vai até 03:07, quando finalmente temos o repouso.
03 – Heroes
00:00 – levada rock’n roll acompanhada de guitarras estridentes e efeitos sonoros. Vocal tranquilo, destacando a inspiradora letra; 01:34 – eleva-se o tom e outra guitarra passeia pela melodia até assumir o solo em 01:59; 03:16 – eleva-se o vocal conclamando o ouvinte a ser um herói, nem que seja apenas por um dia; 03:59 – a melodia muda caracterizando uma segunda parte da música, suplicante. 06:10 – finaliza em êxtase. Brilhante!
04 - Sons of the Silent Age
00:00 – Lamentoso arranjo, quase oriental, capitaneado pela guitarra que, ajusta a música para a belíssima introdução dos vocais como que resignados, amparados pelo brilho do prato de condução; 00:52 – explosão de sofrimento no refrão; 01:27 – solo de sax mantendo o clima da música, em escala menor; 01:45 – interlúdio, instrumentos em suspense e retorna a resignação; 02:16 – rufar da caixa e novo clímax no refrão ainda mais incisivo; 02:53 – nova mudança de tom e cadência.
05 - Blackout
00:00 – a bateria marca e a banda entra com a guitarra bem ativa e com uma estranha distorção em dissonância total; 00:34 – entra o vocal e a dissonância diminui (um pouco); 00:59 – acaba a melodia, entra uma espécie de rap e a banda parece que fica na expectativa sobre o que deve fazer; 01:07 – a guitarra retorna super dissonante e traz a melodia de volta; 01:25 – a melodia muda completamente, parece que trocamos de música, o baixo predomina, mas a guitarra “monstruosa” ainda está lá; 02:02 – breque. Mudança total novamente, Bowie parece que está atuando numa peça de teatro. O andamento e o ritmo mudam totalmente, é uma virada de 180 graus! 02:29 – retornamos ao que se pode chamar de refrão e dissonância impera; 03:08 – a cadência é iniciada, mas é alarme falso, a harmonia é retomada para finalizar apenas no fade em 03:49. Tanta coisa em apenas 03:49 = vanguarda!
06 - V-2 Schneider
00:00 – literalmente, um jato. Baixo e caixa. Teclado e guitarra. 01:26 – riff nos sopros, o vocal compõe a harmonia sem letra. 02:21 – V-2 Schneider! 02:36 – a nave está pousando…
07 - Sense of Doubt
Ondas! Cinco notas sinistras no piano, dois acordes nas strings, efeitos fantasmagóricos, efeitos de voz, teclado “aquático”, mais ondas; 01:42 – acorde crescente em volume, seguido de outro descendente e mais dois, eles fazem o desenho melódico. Música sensorial, strings dominam entremeadas de ondas e as cinco notas do piano. Vento, quase tempestade, troca de faixa –>
08 - Moss Garden
Segue o vento, passagem de um jato. Teclado etéreo; 00:33 – instrumento de cordas japonês dedilha suavemente suas notas, o teclado segue seu rumo sendo interrompido eventualmente por pios de aves; 03:34 – sequência hipnótica do teclado, que domina tudo em 03:47 e conduz até o final em 05:05 com a presença novamente do jato.
09 - Neuköln
00:00 – som industrial; 00:50 – teclado descendente; 01:05 – sax alto com sonoridade caótica; 01:19 – guitarra replica as notas do teclado nas cordas graves; 01:55 – o sax retorna com figuras orientais, acompanhado de um órgão; 03:53 – sax protagoniza trazendo de volta o caos, forçando duas notas simultâneas no sopro; 04:14 – repete dois glissandos e finaliza a música em 04:35.
10 - The Secret Life of Arabia
Guitarra limpa inicia, acompanhada por duas tumbadoras. Logo chega o vocal com o tema. A seguir, a música recebe influências de reggae. Mais um pop exótico.
Análise Musical: Rodrigo Nogueira Fonte Histórica: Wikipédia Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer
Antes de mais nada, quero corrigir um erro: na última resenha de disco de David Bowie, eu afirmei que a trilogia de Berlim são os discos Station To Station, Low e Heroes.
Na verdade é Low, Heroes e Lodger.
Se quiser verificar e saber do que se trata a trilogia Berlim, basta clicar no link abaixo:
Bowie certamente é pop, mas até a fase de Berlim é art pop.
Low é um de seus trabalhos artísticos mais ambiciosos. Sem a preocupação de fazer sucesso, pois já havia obtido muito dinheiro com sua fase americana (Young Americans e Station To Station), parte com tudo para a influência alemã do krautrock (lado A), e da música instrumental de vanguarda (lado B).
O maior sucesso comercial do disco é Sound And Vision, pop com levada de baixo e guitarra com uma segunda guitarra em contracanto e alguns sons de efeitos de teclado e intromissões de sax barítono. Hipnótica.
Speed Of Life, abre o álbum mostrando um instrumental que já esclarece a ambiguidade proposta. A curta Breaking Glass e What In The World afrontam o conceito punk com um som descontraído e de temática leve, quase alienada.
A viagem Always Crashing In The Same Car, prega uma filosofia sobre o destino. Be My Life é um rock típico de Bowie.
A New Career In A New Town mostra, de forma subjetiva, a mudança de vida que o artista estava vivendo onde revia sua estética e partia para a consolidação de seu estilo pessoal, além de abrir a segunda parte (instrumental do álbum).
Warszawa é tão esquisita quanto seu nome, tem influências étnicas de tribos sei-lá-da-onde, com um canto primitivo de chamamento para as experimentações que vem a seguir e duram até o final, destaque também para a alienígena Weeping Wall e a introspectiva Subterraneans que encerra os trabalhos deixando uma certa angústia por sua sonoridade, mas que traz a sensação de que foi ouvido um excelente disco.
Para entender este disco, é preciso entender a quantas ia a vida de David Bowie na época.
Acabava de sair de uma bem sucedida turnê nos Estados Unidos após o lançamento de "Young Americans" (1975 - ver post do dia 19/09/2009), onde bebeu até cair a influência da música local.
"Fugiu" para Berlim na tentativa de escapar de seus problemas (drogas e o casamento acabado) e produziu lá uma trilogia que foi muito festejada pela crítica que incluía os álbuns Station To Station (1976), Low (1977) e "Heroes" (1977).
O Disco em questão contém nítidos resquícios do anterior, como a fantástica "Stay" e novidades, mas seguindo a velha fórmula - "entornar" a influência local - como a experimental "Station To Station", com forte influência do krautrock (rock feito na Alemanha que continha vários efeitos de sintetizadores e uma linguagem minimalista).
O álbum produziu apenas um hit: "Golden Years", que hoje tornou-se datado e momentos sensíveis como "Word On A Wing" e "Wild Is The Wind".
Ah, como de costume, Bowie incorpora um personagem nesse disco: o bem arrumado Thin White Duke, que adora falar de ovnis e ocultismo (?)
Sexto LP de uma das maiores bandas da história e o primeiro por sua própria gravadora (Swan Song), Physical Graffitti é uma ousadíssima miscelânea de sons que vão desde o Blues até músicas com influências orientais. As ideias eram tantas que foi necessário criar um álbum duplo. Criatividade e capacidade são lugares-comuns para o Led. É difícil citar apenas algumas faixas, disco obrigatório para todo o fã de Rock de qualidade.
Em 24 de janeiro de 1975 alguns afortunados presentes no Köln Opera House tiveram a oportunidade de ver em ação um dos maiores instrumentistas de todos os tempos em ação no seu dia de máxima inspiração. Você não conhece Keith Jarrett? Não perca mais tempo! Comece por este disco e se emocione com o lirismo de seu piano, sua capacidade quase infinita de improviso, seu toque e sonoridade brilhantes. Acha que estou exagerando? Escute o disco e depois me mande um comentário.
Esse cara sempre gostou de interpretar papéis em seus álbuns conceituais como "Ziggy Stardust" - um alienígena andrógino que canta suas impressões da Terra e ensina como as pessoas devem agir ou o maluco "Alladin Sane" (reparem o trocadilho) destilando a demência humana.
Isso não ocorre nesse disco. Aqui Bowie (um inglês) mostra todo o fascínio que tem pela música estadunidense e, claro, dá seu (ótimo) toque pessoal. Com participações notáveis como o cantor Luther Vandross e o saxofonista alto David Sanborn, esse sem dúvida, está entre as melhores gravações do ano. Escute a faixa-título: http://www.youtube.com/watch?v=QiaoRdOUPI8
The Hissing Of Summer Lawns - Joni Mitchell
Com letras contundentes e poéticas, Joni Mitchell é, para mim, a maior compositora de sua geração.
Esse disco apresenta melodias tocantes e sua voz de soprano delicada emocionam na maioria das faixas.
Nunca ouvi um disco ruim desta canadense e esse não é diferente, aliás, é fantástico. Ela não tem receios de expor sua vida e experiências de forma até "trovadoresca" em seus folks.
Mais uma banda atemporal, que formidável experiência é ouvir a suite "Shine On You Crazy Diamonds", sem contar a conhecidíssima faixa-título.
É impressionate ouvir "Dark Side Of The Moon" e acreditar que a banda que o criou teria capacidade (coragem) de fazer mais algum álbum de qualidade similar. Mas eles conseguiram! Está aqui! Por isso é que eles são demais.
Marcus Garvey - Burning Spear: Reggae da melhor qualidade;
Ogun Xangô - Gilberto Gil e Jorge Ben Jor: MPB como você nunca ouviu;
Red Headed Stranger - Willie Nelson: Cowntry surpreendentemente bom.
'té mais.
Enciclopédia Básica de Estilos Musicais
Afro-Cuban Jazz - Variante do latin jazz que combina elementos do jazz, salsa, merengue, entre outros. Criado na década de 1920.
Afro-Juju - Estilo que mistura juju e afrobeat, criado na década de 1920.
Aggrotech - Fusão do dark electro e electro-industrial, com forte influência do techno, letras e batida agressivas, surgido no início da década de 1990.
Fui, por seis anos professor de teoria e percepção musical, história da música e saxofone.
Hoje sou administrador de empresa e estudante de filosofia na USP