segunda-feira, 31 de maio de 2010

Unknown Pleasures - Joy Division


Série Álbuns Históricos 1979 - 10/43

Após assistirem uma apresentação da banda Sex Pistols, os amigos de longa data Peter Hook e Bernard Sumner resolveram criar uma banda, o ano era 1976. Chamaram Terry Mason, que também esteve presente no show e o colega de escola Martin Gresty. O segundo logo abandonou o projeto pois conseguiu um emprego regular em uma fábrica local, então os amigos restantes colocaram um anúncio em uma loja de discos para selecionarem um novo vocalista, daí veio a lenda Ian Curtis.
O nome escolhido para o grupo foi Varsóvia, em referência a música 'Warszava' de David Bowie, e a primeira apresentação foi no dia 29 de maio de 1977, quando abriram para a banda Buzzcocks. Pouco tempo depois, o baterista Terry Mason abandonou o grupo e foi substituído por Steve Brotherdale que vinha da banda punk Panik.Brotherdale era encrenqueiro e começou a tentar fazer a cabeça do vocalista Ian Curtis para que ambos abandonassem o conjunto e migrassem para o Panik, foi demitido e abandonado no meio da estrada pelos outros integrantes. Novamente colocaram um anúncio em uma loja de discos, que foi atentido pelo colega de escola de Curtis, Stephen Morris. Surge o lineup definitivo, mas ainda restava um problema: o nome da banda era quase igual ao de outra - Warsaw Pakt - então resolveram trocá-lo e utilizaram como referência o romance A Casa das Bonecas que fala de um prostíbulo próximo a um campo de concentração nazista chamado Joy Division.
Encantados com o som do grupo, integrantes da gravadora RCA ofereceram um estúdio para que a Joy Division gravasse algumas demos e negociaram um contrato.

Para divulgar as novas bandas contratadas pela RCA, montaram a histórica coletânea de bandas Short Circuit: Live At The Electric Circus, onde havia também uma faixa da Joy Division. Foi o único trabalho deles com a grande gravadora, depois a abandonaram e se juntaram ao amigo Tony Wilson e à Factory Records.

Tony Wilson, um apresentador de TV que despontava, também se interessou pela banda e se ofereceu para empresariá-los. Como fizeram uma grande amizade e como o esquema de trabalho da RCA não agradava a banda, decidiram criar uma gravadora nova que tinha uma proposta inovadora, principalmente no que dizia respeito ao tratamento ao artista, dando-lhes liberdade total de criação e apoio quase incondicional - surgia assim a histórica Factory (ela mereceu até um filme imperdível contando sua trajetória, o 24 Hour Party People). 

O primeiro EP lançado pela nova gravadora, que contou com duas músicas da Joy Division foi Factory Sample, de 1978, que também contava com músicas da banda The Durutti Column.

A recepção foi positiva, angariaram vários defensores na crítica e na mídia o que fez com que a exposição do grupo fosse constante nas rádios e na TV. Paralalelamente a tudo isso, Ian Curtis descobriu que sofria de epilepsia e tinha muita dificuldade para lidar com a doença.

Em 1979 gravaram seu primeiro álbum - Unknown Pleasures - que foi um marco para a nova derivação do punk: o pós-punk, e um de seus desdobramentos: o gótico.

A história segue, mas paro por aqui para apreciar este álbum. Certamente falarei mais desse grupo inglês e da banda que surgiu após a morte de Curtis, que reuniria seus integrantes sobreviventes: a New Order, até lá!



Unknown Pleasures (1979)

baixe aqui


Curiosidades do álbum
  • Foi lançado pela gravadora Factory apesar de terem recebidos propostas milionárias das grandes gravadoras.
  • O letrista Ian Curtis retrata suas experiências como epilético em várias faixas.
  • O desenho da capa é a captação de ondas de rádio emitidas por uma estrela em extinção (literalmente).
  • Foi sucesso de público e crítica, apesar de um jornalista ter feito um elogio torto dizendo que o álbum era perfeito para se ouvir antes de cometer suicídio.

AUDIÇÃO COMENTADA











Meus destaques em vermelho

01 - Disorder
A "cozinha" abre o disco. Os instrumentos vão entrando progressivamente até que aparece o incisivo vocal de Curtis. Entremeada de um bom fraseado da guitarra. O do baixo se mantém constante no decorrer da música. Há também alguns efeitos que simulam ventos ao fundo. O clímax é deixado para o final: "I got the spirit!"

02 - Day Of The Lords
Acordes de guitarra no contratempo no início. O teclado complementa o clima soturno.

03 - Candidate
Encadeamento de acordes descendente, bateria marcada e clima gótico.

04 - Insight
Uma nota constante; portas, o baixo domina a harmonia. "I'm not afraid anymore!".

05 - New Dawn Fades
A guitarra manda um riff todo nos graves e depois vai para os arpegios. O vocal é poderoso mas em clima de lamentação.

06 - She's Lost Control
Experimentações na bateria eletrônica e fraseado no baixo, a guitarra aparece a seguir, cobrindo os espaços. A voz é empostada e vigorosa.

07 - Shadowplay
Mais uma vez o baixo inicia, só que desta vez acompanhado do prato da bateria; até que a música "explode" e a banda completa se apresenta. Destaque para o belo fraseado da guitarra. Pela primeira aparece um backing vocal e um solo de guitarra, ainda que simples.

08 - Wilderness
Destaque agora é a bateria, as cordas fazem um longo legatto que vai e volta.

09 - Interzone
O ritmo acelera aqui e a guitarra puxa a harmonia. O vocal faz um interessante trabalho de pergunta e resposta. Frenética.

10 - I Remember Nothing
Lenta e melancólica. Um acorde fica constante ao fundo enquanto a guitarra e o baixo variam, além do som de objetos quebrando.











Texto: Rodrigo Nogueira
Fonte: Wikipedia
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

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    domingo, 30 de maio de 2010

    50 Obras Revolucionárias - 41 - 6 Bagatelas - Webern

    Anton Webern


    Para conhecer o projeto "50 OBRAS REVOLUCIONÁRIAS", clique aqui!

    • 41 - 6 Bagatelas para quarteto de cordas, Op. 9 (1911-13) - Webern

    Emerson String Quartet
    Essas seis peças duram menos que quatro minutos. Em si, isto não é revolucionário. Mas a intensidade, ou a compressão dos eventos foi radical - em parte como reação contra o excesso wagneriano, e em parte como necessidade resultante da fragmentação ou do desenvolvimento lógico e extremo do cromatismo no final do século XIX. O princípio condutor da música é que o mais breve som deveria contribuir com algo essencial, e que quase toda nota deve ter sua própria marca expressiva. Schoenberg, o professor de Webern, contribuiu com um prefácio à primeira edição: "Considere que moderação é necessária para que nos expressemos de maneira tão breve. Pode-se observar o poema e o romance sem pressa. Mas para expressar um romance em um único gesto, na alegria de um alento - tal concentração só pode estar presente em proporção à ausência de autocomiseração". O "pontilhismo" de Webern inspirou o estilo vanguardista de compositores como Boulez e Stockhausen depois da Segunda Guerra Mundial.

    Influenciados: Boulez, Stockhausen, Crumb

    Gravação Recomendada: Emerson Quartet (DG)

    Texto extraído da revista Classic CD Nº 19


    AUDIÇÃO



    6 Bagatelas - com Emerson Quartet
    TRACKLIST CD 5









    1. Slow Movement (Langsam, mit bewegtem Ausdruck), for string quartet
    2. Movements (5) for string quartet, Op. 5: I. Heftig bewegt
    3. Movements (5) for string quartet, Op. 5: II. Sehr langsam
    4. Movements (5) for string quartet, Op. 5: III. Sehr bewegt
    5. Movements (5) for string quartet, Op. 5: IV. Sehr langsan
    6. Movements (5) for string quartet, Op. 5: V. In zarter Bewegung
    7. String Quartet (1905)
    8. Bagatelles (6) for string quartet, Op. 9: I. Mäßig
    9. Bagatelles (6) for string quartet, Op. 9: II. Leicht bewegt
    10. Bagatelles (6) for string quartet, Op. 9: III. Ziemlich fließend
    11. Bagatelles (6) for string quartet, Op. 9: IV. Sehr langsam
    12. Bagatelles (6) for string quartet, Op. 9: V. Äußerst langsam
    13. Bagatelles (6) for string quartet, Op. 9: VI. Fließend
    14. Rondo for string quartet
    15. Movement for string trio, Op. posth
    16. Pieces (3) for string quartet: I. Bewegt
    17. Pieces (3) for string quartet: II. Langsam
    18. Pieces (3) for string quartet: III. Nicht zu langsam
    19. String Trio, Op. 20: I. Sehr langsam
    20. String Trio, Op. 20: II. Sehr getragen und ausdrucksvoll
    21. String Quartet, Op. 28: I. Mäßig
    22. String Quartet, Op. 28: II. Gemächlich - Bewegt
    23. String Quartet, Op. 28: III. Sehr fließend

    sexta-feira, 28 de maio de 2010

    Nine

    Nine (2009)


    Direção: Rob Marshall. Com Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Nicole Kidman, Judi Dench, Fergie, Kate Hudson e Sophia Loren.

    Sinopse: Diretor de cinema famoso vive sob pressão para realizar um grande filme que servirá de resgate aos seus bons tempos. Como encontra-se sem grandes inspirações, recorre às suas musas.



    Marion
    Muitos críticos execraram esse filme. O Oscar praticamente o ignorou, tirando as indicações de Penélope Cruz como coadjuvante e para alguns prêmios técnicos - justíssimas, diga-se.

    Depois de ver o filme e ler algumas opiniões, acredito que o maior pecado dos autores foi tentarem fazer uma releitura do clássico de Fellini 8 e meio. É como mudar uma obra de Bach ou Beethoven - um sacrilégio, e isso aparentemente irritou muita gente.

    Penelope
    Evidente que não vou eu aqui comparar os dois filmes, é lógico que o trabalho de Fellini é superior, até o Rob Marshall sabe disso. O que o mestre italiano fez foi uma obra pessoal, visceral, até indiscreta. Era dele mesmo que tratava seu filme, mas será que não é possível tirar o 8 e meio da equação e avaliar Nine por si só?

    Nicole
    Daniel Day-Lewis novamente mostrou que é um dos melhores atores do cinema. Longe de ser seu melhor, mas é um trabalho de alto nível. Ele pegou seu papel mais uma vez com unhas e dentes. Marion Cotillard, para mim foi o maior destaque, me emocionou sua performance, merecia ter sido indicada ao Oscar; assim como Penélope Cruz, que também teve uma ótima interpretação. Judi Dench mais uma vez muito bem. Nicole Kidman teve apenas um pequeno papel, mas desfilou em cena como uma deusa e, por fim, Kate Hudson que esbanjou um irresistível charme.

    Kate
    O figurino é esplêndido, a fotografia deslumbrante. São poucos os cenários, mas belos e bem configurados. Nem todas as coreografias são ótimas, mas as de Penélope, de Marion (a segunda, da boate) e de Kate são sunsualíssimas. A da Fergie também é muito bem bolada.

    As canções podem não ser nenhum primor, porém são bem interpretadas. Fiquei surpreso com Kate Hudson e Fergie, que tem muito mais para mostrar do que os grunhidos masculinizados e gritos que dá nas chatíssimas musiquinhas de sua banda.

    Fergie
    Ditos todos os superlativos que achei apropriados, reconheço que o filme não é um marco ou inesquecível, muitas das críticas dadas têm suas razões, mas quero aqui reconhecer os méritos e dizer que vale a pena sim ver esse filme.

    A história toda gira em torno de Guido Contini, e é uma espécie de ego-trip do protagonista que fica em pânico por não ter ideias para a realização de um filme que já está em andamento, e recorre à imaginação para, através de suas musas (sua mulher, amante, mãe, secretária, etc.), encontrar a inspiração que lhe falta. Entretanto, na realidade, tem que lidar com os já citados problemas para a realização do filme, conflitos nos relacionamentos com a mulher, a amante, a imprensa, os produtores...

    Nota: 7

    quarta-feira, 26 de maio de 2010

    Fear Of Music - Talking Heads


    Série Álbuns Históricos 1979 - 9/43



    O início da carreira dos Talking Heads já foi tratado aqui no blog, confira no link abaixo:
    Depois do sucesso do álbum "More Songs About Buildings & Food", o grupo chegou a conclusão de que não queria ser reconhecido apenas como "hit maker", então os integrantes procuraram um estúdio em Nova York onde poderiam tentar novamente aperfeiçoar seu som. A primeira ideia foi dar um destaque maior à disco music, que aparecia apenas discretamente no álbum anterior. O resultado não foi bom e o grupo resolveu arquivar a produção e começar tudo de novo.

    Brian Eno
    Saíram do estúdio, alugaram uma van repleta de equipamentos e a estacionaram na frente da casa de Byrne. Puxaram vários cabos da van pela janela e fizeram um estúdio caseiro. Para ajudar na concepção e gravação, chamaram a ajuda do amigo, produtor do disco anterior e uma das mentes mais criativas do século XX; falo de Brian Eno.

    O som produzido agora tem um caráter mais sombrio e introspectivo, aproximando a banda do pós-punk. O resultado final foi o álbum "Fear Of Music", que é considerado por muitos o melhor dos Heads e foi aclamado, logo após seu lançamento, pela crítica especializada. O público também gostou e deu ao grupo seu primeiro disco de ouro.


    Fear Of Music (1979)

    baixe aqui


    Curiosidades do álbum
    • Aqui os Heads escavaram um veio de paranoia que seus dois discos anteriores tinham apenas arranhado.
    • David Byrne dirigiu seu olhar destruidor para dentro de si e dissecou sua própria mente ansiosa.
    • A guinada da banda para um rumo sombrio confundiu os fãs ingleses, mas os críticos e o público estadunidense adoraram o som experimental do álbum.
    Audição comentada

    Meus destaques em vermelho

    01 - I Zimbra
    Sons estranhos que parecem o violão tocado no cavalete, mais uma percussão afro e o canto vem em dueto em forma de brados. Elementos interessantes completam a música.

    02 - Mind
    Vocais sobrepostos causam um efeito etéreo e a música tem um caráter melancólico. Estranha...

    03 - Paper
    Trinados na guitarra abrem a faixa. Divertida.

    04 - Cities
    Efeitos sonoros e a banda mandando o arranjo, surgem bem ao fundo e vão ganhando corpo até se estabelecer. A bateria é marcada como na faixa anterior assim como o tom agradável, que continua.

    05 - Life During Wartime
    Acordes de teclado comandam e deixam a faixa chata.

    06 - Memories Can't Wait
    Acordes fortes e efeitos sonoros carregam a música ao refrão que é mais cadenciado. Sombria.

    07 - Air
    Parece trilha sonora de filme de ficção científica antigo. Gostei, apesar dos momentos de desafinação de Byrne.

    08 - Heaven
    Uma balada sentimental que não cai no brega.

    09 - Animals
    Doida, neurótica. Esbravejando com alguém.

    10 - Electric Guitar
    Mais um experimentalismo estranho. Bom para conhecer, mas não para ouvir seguidamente

    11 - Drugs
    Essa é a cara do Brian Eno: minimalismo exótico. A voz ruim de Byrne seria dispensável.





    Texto: Rodrigo Nogueira
    Fonte: Wikipedia
    Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

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    segunda-feira, 24 de maio de 2010

    Live At The Witch Trials - The Fall


    Série Álbuns Históricos 1979 - 8/43



    Albert Camus
    Nos arredores de Manchester, Inglaterra, surge em 1976 The Fall, e desde seu início, a banda mostrou que veio ao mundo para fazer a diferença. Em princípio, seus integrantes eram amigos que se reuniam para rodas de leitura regadas a consumo de drogas. Um dos autores mais apreciados era Albert Camus e graças a um de seus romances, veio o nome da banda.

    A origem de seu som sem dúvida é o garage rock e grupos como Velvet Underground, Captain Beefheart e Can. As harmonias de suas músicas são intencionalmente repetitivas e cruas.

    O Fall existe até hoje e é recoberto por uma aura cult. Sempre foi underground, apesar de sua estética mudar bastante no decorrer dos anos, sempre incorporando os estilos das épocas. Sua produção discográfica é bem ampla (mais de 25 discos de estúdio e o triplo disso ao vivo). 

    Mark E. Smith
    Diversos músicos passaram pela banda em suas muitas formações, apenas o vocalista Mark E. Smith foi presença constante.

    O primeiro show só aconteceu em 1977 e agradou tanto os integrantes do Buzzcocks que eles financiaram a gravação do primeiro EP do Fall com as faixas "Steppin Out" e "Last Orders". A gravadora não liberou o lançamento e essas músicas acabaram incluídas em uma compilação de bandas chamada "Short Circuit: Live At Electric Circus".



    Depois de circularem por diversas casas noturnas e por terem se apresentado em algumas TVs, finalmente conseguiram lançar seu primeiro EP: "Bingo-Master's Break-Out!". O famoso DJ John Peel se interessou pelo grupo e passou a difundir e defender o som dos caras até que, em 1979 sai do forno o primeiro e histórico álbum "Live At The Witch Trials". O lineup era Mark E. Smith (vocais e guitarra eventual), Martin Bramah (guitarra e backing vocals), Mark Riley (baixo), Karl Burns (bateria) e Yvonne Pawlett (teclado). Apesar do nome, o disco não foi gravado ao vivo, mas sim no estúdio e demorou apenas um dia para ficar pronto. A crítica especializada ficou dividida ao avaliá-lo. Houve recepções entusiasmadas de alguns e céticas de outros.

    Depois de seu lançamento, quase todos os integrantes abandonaram o grupo, restaram apenas Smith e Riley. Os dois arregimentaram novos músicos e, no mesmo ano de 1979, lançariam o segundo álbum: "Dragnet", mas isso é história para outro artigo.


    Live At The Witch Trials (1979)

    baixe aqui


    Curisidades do álbum
    • Mesmo durante as gravações já houve mudança dos integrantes da banda.
    • As letras são em geral críticas duras a vários segmentos da sociedade, inclusive à indústria fonográfica. O som mostra claramente as limitações musicais dos integrantes, mas são compensadas com vibração, humor e inteligência.
    • É uma compilação das músicas que mais agradavam aos fãs nos shows.
    Audição comentada


    Meus destaques em vermelho

    01 - Frightened
    Uma passagem de bateria e um doce teclado abrem o álbum. Na sequência, a guitarra fora de tom é incorporada e o vocal começa de forma declamatória. A guitarra trás certa dose de tensão em cima de arranjo tranquilo e repetitivo.

    02 - Crap Rap 2/Like To Blow
    A guitarra acelera o ritmo e a bateria faz diversas passagens pelos tons e surdo, enquanto o canto faz o famoso rap do título. A bateria indica a mudança do andamento. O teclado econômico, apenas mostra algumas notas isoladas. O baixo preenche os vazios da música.

    03 - Rebellious Juke Box
    O arranjo trafega nos limites da tonalidade o que trás um certo desconforto para ouvir. O baixo fica sempre na descendente enquanto que a guitarra figura pelo ritmo. Criativa.

    04 - No Xmas For John Quays
    O teclado faz um fraseado quase infantil como introdução. Depois a música acelera com a guitarra mantendo sempre dois acordes, enquanto a bateria desce a lenha. O canto encontra-se quase sempre fora da escala.

    05 - Mother-Sister!
    Os três acordes no teclado são imitados pelo baixo que acrescenta mais um. A guitarra começa em contratempo e depois faz variações do tema. O refrão chega e o andamento é acelerado.

    06 - Industrial Estate
    Acordes dissonantes na guitarra, o teclado mantém uma nota no início de cada compasso.

    07 - Underground Medicine
    Canto dobrado com o baixo marcando ao fundo. A guitarra se apresenta acompanhada do teclado. Muito legal a parceria da guitarra com o baixo!

    08 - Two Steps Back
    A guitarra começa sozinha e logo o baixo vai buscá-la. O teclado se apresenta. A bateria se destaca com boas passagens quebradas.

    09 - Live At The Witch Trials
    Aparentemente, apenas passagem de som.

    10 - Futures And Pasts
    Quatro animados acordes. Mais próximo de um punk típico.

    11 - Music Scene




    Repetitiva, longa e monótona.

    Texto: Rodrigo Nogueira
    Fonte: Wikipedia
    Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

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    domingo, 23 de maio de 2010

    50 Obras Revolucionárias - Nº42 - Wozzeck - Berg

    Alban Berg

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    • 42 - Wozzeck (1925) - Berg
    Já houve óperas sobre "heróis trabalhadores" (As Bodas de Fígaro) e "pessoas comuns" (La Bohème), mas Wozzeck de Berg é a primeira grande ópera que, de maneira resoluta e microscópica, anatomiza as desesperadas circunstâncias enfrentadas pelos atormentados pela pobreza e pela dependência social, bem como a primeira a mergulhar fundo no poço da psicologia freudiana, em sua descrição do personagem central, um perturbado mental. Britten inspirou-se bastante em Wozzeck ao compor seu Peter Grimes. E, ainda mais importante, Wozzeck foi a obra decisiva para a aceitação dos métodos atonais vienenses de composição, cujo pioneiro foi Schoenberg, o modesto mestre de Berg que, até então, não conseguira popularizar seu novo estilo revolucionário. Wozzeck mostrou que a atonalidade não significa necessariamente uma teorização estéril e uma falta de melodias memoráveis, permanecendo como uma das óperas mais profundamente comovedoras e emotivas deste ou de qualquer outro século.

    Influenciados: Chostakovich, Britten.

    Gravação Recomendada: Dohnanyi (Decca)


    Texto extraído da revista Classic CD Nº 17




    AUDIÇÃO

    Wozzeck (Ato I) - com Claudio Abbado
    baixe aqui: Parte 1 Parte 2


    FAIXAS

    Act 1
    1) Scene 1: The Captain's room. "Langsam, Wozzeck, langsam!" [8:13]
    2) Scene 2: An open field outside the town. "Du, der Platz ist verflucht!" "Ach was!" [6:41]
    3) Scene 3: Marie's room. "Tschin Bum, Tschin Bum, Bum, Bum, Bum! Hörst Bub? Da kommen sie!" [8:11]
    4) Scene 4: The Doctor's study. "Was erleb ich, Wozzeck?" [7:35]
    5) Scene 5: Street before Marie's door. "Geh einmal vor Dich hin!" [2:55]

    Act 2

    1) Scene 1: Marie's room. "Was die Steine glänzen? [5:30]
    2) Scene 2: Street in town. "Wohin so eilig" [8:53]
    3) Scene 3: Street before Marie's door. "Guten Tag, Franz" [3:28]
    4) Scene 4: Tavern garden. "Ich hab' ein Hemdlein an, das ist nicht mein" [10:26]
    5) Scene 5: Guardroom in the barracks. "Oh oh Andres! Andres! Ich kann nicht schlafen" [4:26]

    Act 3
    6) Scene 1: Marie's room. "Und ist kein Betrug" [2:59]
    7) Scene 1: "Und kniete hin zu seinen Fuessen" [2:03]
    8) Scene 2: Forest path by a pool. "Dort links geht's in die Stadt" [5:00]
    9) Scene 3: A low tavern. "Tanzt Alle" [2:55]
    10) Scene 4: Forest path by a pool. "Das Messer? Wo ist das Messer?" [7:50]
    11) Scene 5: Street before Marie's door. "Ringel, Ringel, Rosenkranz" [1:40]
    Quer sugerir um artista, banda ou compositor para participar da Série A Pedidos e ainda ter seu blog/site divulgadoclique aqui!

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