domingo, 31 de janeiro de 2010

Raridade: A Obra de Perusio

Catedral de Milão

Perusio é mais comumente conhecido pela versão italiana de seu nome, Matteo da Perugia, principalmente devido ao fato de suas poucas obras que sobreviveram existirem em manuscritos italianos, e também por ele ter trabalhado em Milão, onde conheceu a fama. Ele foi, a princípio magister capellae e o único cantor na ainda incompleta Catedral de Milão, de 1402 a 1407 e de 1414 a 1416. Ele também é um dos muitos compositores medievais cuja existência póstuma fica por um fio, visto que quase tudo do pouco que restou está em um único manuscrito. Um incêndio e ele deixaria de existir.

Perusio é uma fascinante voz do século XV, que ocupa aquele período anterior à invasão da Europa pelas melodiosas consonâncias do contraponto inglês. Como a de Cicconia, seu contemporâneo, sua música é intimista, erudita e preucupada mais com as estruturas internas que com a expressão externa ou a beleza sonora. Perusio, contudo, é original em seu uso particular dos ritmos, da textura e, ocasionalmente, de uma inesperada dissonância.

Seu estilo sacro é brilhante e quase jazzístico, bem como sua expressão secular é mais sombria, do que as composições de seus contemporâneos, quase introvertida.

AUDIÇÃO E ANÁLISE

Gloria: Spiritus et alme - Perusio

Este é o Glória da Missa a quatro vozes. O texto tradicional recebeu seis versos extras, quatro dos quais são em louvor à Virgem Maria.

00:00 – Como dde costume, as palavras iniciais são entoadas em cantochão, e a escrita vocal começa com  “et in terra pax” (00:09). O tempo todo, duas intrincadas vozes mais agudas dançam uma em torno da outra, acima das duas vozes mais graves, que se movimentam com mais lentidão. O foco principal recai sobre as intrincadas vozes mais agudas, plenas de enérgicas explosões rítmicas. Tudo é cantado com rapidez, embora haja alguns momentos mais lentos, como o belo “Domine Deus” (01:40).

02:52 – O Glória atinge o momento dos louvores a Maria, e a música assume um caráter arrebatado até chegar ao “cum sancto spiritu”, quando se desacelera por alguns instantes.

A partir de 03:49 a única palavra musical é o “Amen”, o que dá a Perusio uma última oportunidade de deixar que suas vozes mais agudas girem uma ao redor da outra, em uma gloriosa orgia de vocalizações em compasso ternário.

Texto extraído da revista Classic CD, nº 21

té mais!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Nat King Cole

nat_king_cole-1[1] SÁBADOS DE JAZZ APRESENTA:
NAT KING COLE

Seu nome verdadeiro era Nathanniel Adams Coles, nasceu na cidade de Montgomery, EUA, no dia 17 de março de 1917 e faleceu na cidade de Santa Mônica, EUA, em 15 de fevereiro de 1965.

Cantor super famoso, é mais conhecido do grande público por suas interpretações de canções românticas, porém sua origem sempre foi o jazz.

Sua mãe era organista na igreja e foi a única professora de música que Nat teve na vida. Com ela o rapaz aprendeu a tocar muito bem piano e logo começou a participar de formações de jazz.

Sua maior contribuição para o genêro foi popularizar uma exótica formação de trio: piano, guitarra e baixo. Com o passar do tempo, arriscou também no canto e seu sucesso foi estrondoso. Logo passou a incluir canções no repertório do trio e foi descoberto pela mídia que o alçou ao patamar dos maiores artistas da época o levando inclusive para o cinema como ator.

Quando passou à carreira solo, seus empresários sugeriram que explorasse o repertório romântico e de standarts, dando maior ênfase à sua bela, porém limitada, voz. Logo tornou-se campeão de vendas de discos e quase uma unanimidade entre o público.

Sua voz tinha como característica marcante uma leve rouquidão que proporcionava um timbre único e agradável. Ao lado de Frank Sinatra, estabeleceram o padrão da voz masculina norte-americana e foram copiados por inúmeros “artistas”.

Certa vez Nat confidenciou que a rouquidão de sua voz era resultante dos inúmeros cigarros que fumava por dia e que seu consumo era constante para não perdê-la. Infelizmente, ao mesmo tempo que proporcionava seu característico canto, a droga o consumia e em 1965, ele morreu em consequência de um câncer.

Sua filha Natalie também tornou-se uma ótima cantora e é memorável a montagem feita onde ela canta em dueto com seu falecido pai, graças aos recursos eletrônicos, a música Unforgettable.

EM AÇÃO!

AUDIÇÕES

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Ballerina

Neste show, Nat King Cole canta acompanhado de grande orquestra, notem a rouquidão característica de sua voz. Este swing alegre composto por Bob Russell fica perfeito com sua interpretação.

Funny (Not Much)

Apresentada pelo próprio cantor, temos aqui uma tocante balada de Bob Merrill interpretada de forma magistral. Simplesmente deliciosa.

My Kinda Love

Acompanhado por um belíssimo arranjo, Nat mostra seu lado mais intimista.

In A Mellow Tone

Este clássico já foi interpretado por um sem número de artistas. Aqui o senhor Cole ataca de instrumentista, improvisando ao piano acompanhado de seu conjunto e de backing vocals.

‘té mais!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

(500) Dias Com Ela

48c2aa-postagem-500-dias-com-ela1[1] (500) Days With Summer, 2009

Direção: Marc Webb. Com Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel

Rapaz entediado com a vida acha que encontrou sua companheira perfeita quando conhece sua nova colega de trabalho. O problema é que a fascinante moça tem uma série de ressalvas quanto a compromissos mais sérios.

 

Em primeiro lugar achei que jamais escreveria no blog sobre alguma comédia romântica pois é o gênero de filmes que mais odeio!

Sempre penso 3 vezes antes de assistir algum filme que tenha em seu elenco atores como Hugh Grant e Colin Firth ou atrizes como Julia Roberts, Sandra Bullock e Meg Ryan.

Filmes água-com-açúcar que mostram o casal perfeito que por algum motivo estúpido se separa para no final se reconciliar, simplesmente me causam desespero!

Porém, parajoseph-gordon-levitt_l[1] minha surpresa, aqui estou eu escrevendo sobre uma comédia romântica. Mas essa é uma exceção, que fique bem claro!

Exceção por inúmeros motivos, os principais são o roteiro e a direção.

O casal aqui está longe de ser perfeito. Apesar de se identificarem muito um com o outro, a moça já é escaldada e tem como objetivo maior curtizooey-deschanel[1]r os momentos e a companhia agradável, e deixa isso muito bem claro ao rapaz desde o início que, por sua vez, tenta entrar no jogo e evitar de forma hercúlea o sentimento que desperta devido à suas próprias carências e ao imenso poder de sedução da garota.

A direção abusa dos recursos de filmagens fazendo uso de quadrinização, cores saturadas ou opacas, etc, uma aula.

Apesar de já haver um ou outro filme narrado de forma semelhante, achei os diálogos e o contexto muito criativos. A trilha sonora é bem legal e as letras das músicas se encaixam no roteiro.

Provavelmente quem é fã da fórmula tradicional das comédias românticas, não se agradará com o filme, mas quem gosta de um bom cinema não deve perdê-lo.

Agora posso dizer que existe pelo menos uma comédia romântica de que gosto.

Veja o trailer:

‘té mais!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

All Mod Cons – The Jam

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The Jam foi uma banda de rock britânica formada em 1976 por Bruce Foxton (baixo), Steve Brookes (guitarra), Rick Buckler (bateria) e Paul Weller (vocais).

Logo no início Brookes saiu da banda, que começou a se apresentar nos arredores de Londres. Em 1977 o Jam assinou um contrato com a Polydor Records e lançou seu primeiro compacto “In The City”, seguido por um álbum homônimo, que misturava influências mod e punk com as composições de Weller e versões de clássicos do R&B.

O Jam não conseguiu muito sucesso nos Estados Unidos, embora fossem superastros em sua terra natal, especialmente depois de tocar no Reading Festival em 1978. Paul Weller decidiu acabar com a banda no final de 1982, enquanto ainda estavam no auge da popularidade.

Eles permaneceram 18 anos consecutivos entre os Top 40 singles no Reino Unido, desde a estréia em 1977 até seu final em 1982 e “Just Who Is The 5 Hero?” é o single britânico mais importado da história. Eles lançaram um álbum ao vivo e seis de estúdio, o último: “The Gift”, ficou em primeiro lugar nas paradas inglesas.

Quando o grupo acabou, os seus primeiros 15 singles foram relançados e todos ficaram dentro do top 100.

Eles foram influenciados por vários estilos ao longo de sua carreira. Dos anos 60 o beat, soul, R&B, blues e rock psicodélico e dos 70 o punk rock, pop punk e new wave. O trio ficou mais conhecido por suas canções pop melódicas, seu sabor distintamente inglês e sua imagem mod. A banda lançou a carreira de Paul Weller, que depois formou os The Style Council e, mais tarde teve uma carreira solo de sucesso. Weller escreveu e cantou a maioria das músicas originais do The Jam e tocou guitarra (uma Rickenbacker). Bruce Foxton fazia os backs e tocava um baixo destacado que foi a base de muitas canções, incluindo “Down In The Tube Station At Midnight”, “The Eton Rifles”, “Going Underground” e “Town Called Malice”.

Site Oficial

All Mod Cons (1978)

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Download:All Mod Cons

CURIOSIDADES DO ÁLBUM

  • Os temas das músicas eram a violência sem sentido num clube punk, ser assaltado na volta para casa, o parasita social suburbano, um sonhador, um pobre imprestável e comunista…
  • Weller tinha vergonha de interpretar a faixa romântica “English Rose” (ela não é mencionada nem na capa do LP)

OUÇA AS FAIXAS E LEIA OS COMENTÁRIOS:


DESTAQUES EM VERMELHO

01 – All Mod Cons

A faixa é curta mas já dá um ideia do bom trabalho que virá a seguir.

02 - To Be Someone (Didn't We Have A Nice Time)

Faixa muito interessante, cheia de reviravoltas criativas.

03 – Mr. Clean

Leve e agradável mas falta alguma coisa…

04 – David Watts

Essa aqui é um cover do The Kinks. Simplória, o baixo é irritante.

05 – English Rose

Inicia com o som do mar seguida de arpeggios. Bonitinha e nostálgica. Merece destaque.

06 – In The Crowd

No início essa dá a impressão que vai ser simplória como a David Watts, mas logo se recupera e fica legal, a linha de baixo fica mais elaborada e o backing vocal agrada.

07 – Billy Hunt

As coisas aqui ficam mais agitadas, lembram alguma música do Ian Dury

08 – It’s To Bad

Toda cantada em duas vozes e influenciada pelos anos 60.

09 – Fly

Introduzida pelo violão. Quase totalmente acústica. Ótima!

10 – The Place I Love

Legal, a única coisa que não gostei foi da guitarra marcada.

11 - 'A' Bomb In Wardour Street

Novamente o ritmo muito marcado, só que agora a guitarra fica no contracanto.

12 - Down In The Tube Station At Midnight

O baixo elaborado é o destaque.


Comentários e adaptação do texto: Rodrigo Nogueira
Fonte Histórica: Wikipédia
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer

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domingo, 24 de janeiro de 2010

Ele Quis Acabar com o Carnaval. Morreu na Fogueira!

Florenca[1]

Florença antiga

Quando o puritano pregador dominicano Savonarola tentou expurgar Florença de seus “maus hábitos”, substituindo as obcenas canções de carnaval por cânticos de louvor, o povo correu das igrejas para as tavernas.

Quando Lourenzo di Medici (foto) chegou ao poder em 10000007337[1]469, a Renascença italiana estava em pleno florescimento. Acolhendo os intelectuais mais brilhantes em seu palácio e patrocinando artistas legendários como Botticelli e Michelangelo, Lorenzo ajudou esse florescimento a revestir-se de exuberantes cores. Ele ficou conhecido como “Lorenzo, o Magnífico”, um homem que parecia viver doze vidas ao mesmo tempo, o arquétipo do “homem renascentista”. Contudo, uma de suas realizações menos reconhecidas diz respeito a uma paixão pela música. Os filósofos de sua corte acreditavam que a música purificava a alma, aproximando-na mais de Deus, sendo a fonte da “Harmonia Universal”; o próprio Lorenzo era cantor e escrevia poemas para serem musicados.

Na Florença do 697fca888146e776c1c48b43360e9209[1]séc. XV, maio e junho eram meses de carnaval. Em uma festa tradicional conhecida como Calendimaggio (foto), os florentinos celebravam o santo padroeiro da cidade – São João – e a volta da primavera, usando máscaras e desfilando pelas ruas e cantando as antigas “canções de maio”. Essas formas simples de música popular do séc. XV tinham sido transmitidas, de geração em geração, principalmente pela tradição oral, com harmonizações improvisadas.

No reinado de Lorenzo, as celebrações do carnaval tornaram-se intensas e elaboradas. A talentosos poetas e músicos, ele encomendava novas canções – os canti carnavaleschi –, e ele mesmo chegou a escrever muitas delas. “Como é doce a juventude, mas tão fugidia”, medita ele em O Triunfo de Baco. “Quem quiser que se alegre, pois quem sabe o que o amanhã reserva?”

Além disso, Lorenzo sabiamente agradava às pessoas comuns escrevendo seus poemas no dialeto toscano, e não em latim, no que foi seguido por seus contemporâneos. Algumas dessas canções captavam um pouco da vida cotidiana de Florença, com alusões claramente eróticas.

Todo o colorido e a vibração do carnaval, com seus carros alegóricos (sim, já existiam naquela época), quadros vivos, o poderoso som dos instrumentos, máscaras grotescas e bandeiras pintadas pelos grandes pintores da cidade, deve ter sido uma maravilha para os espectadores. Para se ter uma ideia das festividades, ouça ao exuberante “Palle palle palle” no player abaixo, a peça instrumental que abria o carnaval.

Mas a alegria não poderia durar para sempre.GHIRL1[1]

Lorenzo de Medici morreu em 1492 (ano que Colombo “descobriu” a América) e foi sucedido por seu filho Pietro (foto), que comandou Florença por apenas dois anos, antes de ter sido expulso quando a Itália foi invadida pelos franceses. Os Medici foram exilados, Florença foi declarada república, e o terrível pregador dominicano Savonarola ascendeu ao poder. Desgostoso pelos vícios e a luxúria de seus predecessores urbanos, e convencido de que o Apocalipse estava próximo, Savonarola proclamou Jesus Cristo rei de Florença e assumiu a missão de purgar a cidade de seus “maus hábitos”. Seu maior alvo foi o carnaval.

Sob Savonarsavonarola[1]ola (foto), o desfile transformou-se em uma procissão penitencial, as canções libidinosas foram substituídas por laudatórias, nos carros alegóricos os mascarados foram substituídos pela Morte armada com sua foice e ataúdes de onde saiam esqueletos entoando lamentos. O alegre evento dos Medici transformou-se no Carnavale con croccifisso.

O povo de Florença não estava na da satisfeito, tendo desertado das igrejas em favor das tavernas da cidade. Mas seu infortúnio teve breve duração. Savonarola logo selou seu próprio destino ao se fogueira_6[1]voltar contra o Papa e desafiar Roma abertamente, mesmo depois de ter sido excomungado. Ele foi queimado na fogueira em 23 de maio de 1498.

Mas o fantasma de Savonarola continuou a rondar a cidade. Mesmo depois de a família Medici ter sido reconduzida ao poder em Florença, no início do séc. XVI, o carnaval nunca mais conheceu seu antigo esplendor, deslocando-se das ruas para os palácios. E a música tornou-se mais recatada, deslocando-se das danças populares para se aproximar do madrigal. A festa havia terminado.

  Queima ele!!

AUDIÇÃO COMENTADA

Isaac, Anônimo florentino, música de carnaval - “Palle, palle, palle, “Visin, Visin”

545px-Coat_of_Arms_of_Medici.svg[1]

00:00 – A Palle, palle, palle, uma peça instrumental, abria o carnaval de maio. Escrita pelo compositor oficial dos Medici, Heinrich Isaac, as palle eram as bolas representadas no brasão de armas dos Medici (foto).

01:58 – Visin, visin, uma libidinosa canção de limpador de chaminés, descreve a importância de se manterem as chaminés bem limpas para que elas não se incendeiem (se é que me entendem…).

Fonte: Revista Classic CD nº 21

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sábado, 23 de janeiro de 2010

Stan Getz

getz-stan2[1]SÁBADOS DE JAZZ APRESENTA:
STAN GETZ

Stanley Gayetsky, nasceu na Filadélfia em 2 de fevereiro de 1927 e morreu em Malibu, Califórnia em 6 de junho de 1991.

Foi um saxofonista estadunidense de jazz. Fez parcerias com João Gilberrto e Tom Jobim, tornando-se um dos principais responsáveis em difundir o movimento musical brasileiro conhecido como bossa nova pelo mundo.

Nos anos 50, Stan Getz tornou-se famoso como intérprete do cool jazz, tocando com Horace Silver, Johnny Smith, Oscar Peterson entre outros. Os seus dois primeiros quintetos incluíam nomes como o baterista de Charlie Parker, Roy Haynes, o pianista Al Haig e o contrabaixista Tommy Potter. Em 1958, Getz muda-se para Copenhagen com o objetivo de deixar seu vício em drogas.jazz_samba[1]

No regresso aos EUA, em 1961, Getz torna-se uma das principais figuras da bossa nova. Junto com Charlie Byrd, que tinha regressado de uma turnê no Brasil, Getz grava “Jazz Samba” , em 1962, que se torna um sucesso. A faixa principal era uma adaptação de “Samba de Uma Nota Só” (escute no player abaixo), de Tom Jobim. Stan Getz ganha o Grammy de Melhor interpretação de Jazz, em 1963, com “Desafinado”

Grava com Tom Jobim e João Gilberto e com Astrud Gilberto (então esposa de João). A sua interpretação de “Garota de Ipanema”, dá-lhe mais um Grammy. Esta músicagetz_gilberto-729663[1] tornou-se uma das canções mais conhecidas do jazz latino de todos os tempos. O álbum Getz e Gilberto , ganhou dois Grammys (Melhor Álbum e Melhor Single), superando so Beatles, em “Hard Day’s Night”. Em 1967, Getz grava com Chic Corea e Stanley Clarke.

Nos anos 70 e 80, é influenciado pelo jazz fusion e pelo electric jazz, utilizando um Echnoplex no seu saxofone. Os críticos não gostaram da nova experiência, o que levou Getz a desistir desta sonoridade, regressando ao jazz mais tradicional e acústico. A partir dos anos 80, gradualmente, Getz deixa a bossa nova e opta por um estilo menos tradicional, mais esotérico.

EM AÇÃO!

 

AUDIÇÕES

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S-h-i-n-e

Stan mostra que também tem agilidade e capacidade de improviso. Uma peça em andamento rápido.

Body And Soul

O timbre suave e aveludado: características marcantes de Getz

Jordu

Oito minutos de improviso do mestre!

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Inimigos Públicos

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Public Enemies (2009)

Diretor: Michael Mann. Com Johnny Depp, Christian Bale e Marion Cotillard.

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Anos 30, grande depressão estadunidense. John Dillinger é o galante assaltante de bancos que é perseguido pelo recém criado FBI que estabelece uma força tarefa apenas para capturar o chamado “Inimigo Público Nº1”.

Um filme muito bem produzido e dirigido que mostra de forma romântica a vida de um assassino e assaltante de bancos.

Acho biografias de criminosos, em geral entediantes. Uma vida de riscos, sempre andando no fio da navalha e encontra seu fim não por ter cometido algum deslize, mas por ser traído por alguém, ou seja, são “super-heróis” perfeitos e tudo teria dado certo se dependesse só deles, mas não, sempre tem os invejosos ou os chantageados que acabam entregando de bandeja o bandido herói.

Outro clichê desse tipo de filme é o fato dos policiais serem despreparados e idiotas. Felizmente isso não acontece aqui. Christian Bale interpreta um agente epenhado e profissional que vê sua caçada como  um bem para a sociedade e não mede esforços para obter sucesso, demonstrando em muitos momentos mais sangue frio que o próprio contraventor.

Há um certo perigo no roteiro pois sugere uma inversão de valores na relação entre policial e criminoso, ou seja, ficamos mais atraídos com o segundo do que com o primeiro e torcemos para que ele se dê bem. Pessoas com pouca firmeza ética podem ser influenciadas negativamente com este contexto. Entretanto, ao final fica claro que o crime não compensa.

Marion Cotillard faz o papel da mulher de malandro e sua atuação (assim como a dos demais), não causa grandes impactos.

Seguindo essa mesma linha de filmes que narram os passos de bandidos famosos, sugiro também a produção recente francesa, dividida em duas partes, Inimigo Público Nº1.

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Com ótima interpretação de Vincent Cassel, o filme tem como diferencial e atrativo o ótimo desenvolvimento no roteiro e na interpretação da personalidade de Mesrine, um criminoso real que aterrorizou a França nos anos 60 e 70 e que foi friamente assassinado pela polícia.

A primeira parte é eletrizante já a segunda é bem lenta e cansativa, mas no geral, a caracterização de Mesrine, não que seja melhor, mas é mais interessante que o Dillinger de Johnny Depp.

Veja os trailers:

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

The Only Ones

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 Foram formados em agosto de 1976, no sul de Londres por Peter Perrett. Perrett gravava demos desde 1973 e no final de 1975 fez parceria com o guitarrista John Perry como baixista temporário e Glen Tilbrook na guitarra.
Mais adiante, Perry assumiu a guitarra e foram incorporados o baterista Mike Kellie e o baixista Alan Mair, este último que já havia feito algum sucesso quando era membro da banda escocesa The Beatstalkers.
O primeiro single do Only Ones foi “Lovers of Today”, lançado pela gravadora Vengeance. Rapidamente foi considerado “A gravação da semana” por três dos quatros jornais de música. Um ano depois, assinaram contrato com a CBS.
O single “Another Girl, Another Planet” (que consta neste álbum analisado hoje), foi muito popular e influente e, sem dúvida, é a música mais conhecida da banda (confira abaixo!), ela foi incluída em várias coletâneas de punk rock ou new wave no decorrer dos tempos.
O disco analisado hoje foi o primeiro da banda e foi muito bem recebido por crítica e público. Na sequência lançaram o álbum Even Serpents Shine e no ano seguinte, fizeram seu último disco de estúdio Baby’s Gotta A Gun. Em 1982 a banda acabou oficialmente. Nos anos subsequentes eles tornaram-se cult e por exigência dos fãs, foram lançados alguns álbuns “póstumos” com registros de shows ao vivo e de apresentações na televisão e no rádio, além das sempre presentes coletâneas oportunistas. Os discos dos Only Ones curiosamente nunca saíram do catálogo da CBS e são facilmente encontrados (na Inglaterra).
Os Only Ones serviram de grande influência para o indie rock e para o rock alternativo assim como para as bandas The Replacements, Blur, Nirvana e, mais recentemente The Libertines. Vários grupos regravaram a música Another Girl, Another Planet, incluindo The Libertines, The Replacements e Blink 182.

The Only Ones (1978)
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Download: The Only Ones

OUÇA AS FAIXAS E COMPARE COM A ANÁLISE MUSICAL:


DESTAQUES EM VERMELHO

01 – The Whole Of The Law
Duas guitarras fazendo trabalhos distintos introduzem, o sax alto apresenta a melodia e o baixo e a bateria completam o folk; 00:32 – entra o vocal preguiçoso com timbre de um “Bob Dylan” cantando de ressaca; 02:07 – um belo solo de sax finaliza a faixa.
02 – Another Girl, Another Planet
Palhetadas rápidas na guitarra, efeitos e rock’n’roll!!!
03 – Breaking Down
Um belo arranjo setentista com influência de psicodelia e fusion.
04 – City Of Fun
Ao estilo Iggy Pop, só que acelerado.
05 – The Beast
Tirando o bom trabalho das guitarras, essa faixa é muito chata!
06 – Creature Of Doom
Introdução cheia de pompa. Música sincopada de refrão punk.
07 – It’s Truth
Essa música mostra claramente porque essa banda não fez tanto sucesso: os arranjos são legais e a banda é competente mas o cantor tem uma voz miseravelmente ruim.
08 – Language Problem
Um punk escrachado.
09 – No Peace For The Wicked
O refrão é descompassado, mas a estrofe é interessante.
10 – The Immortal Story
Quase toda cantada a duas vozes com afinação duvidosa mas o efeito ficou legal…
Comentários: Rodrigo Nogueira
Fonte Histórica: Wikipédia
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Dub Housing – Pere Ubu

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Este é o segundo álbum do Pere Ubu que analiso aqui no blog. Para conferir a primeira postagem, clique no link abaixo:
Inicialmente, a banda misturava experimentalismo, cacofonia, barulho, jazz, rock, soul e minimalismo, e acabou sendo um dos pioneiros e fundadores do chamado “som industrial”.
O objetivo do grupo era mostrar o lado caótico do mundo, do homem em meio ao holocausto industrializado, seus medos, rancores, paranóias, toda a convulsão social e toda a hipocrisia da modernidade. Para isso, criavam “músicas-pesadelo”, que eram desconcertantes e pouco melodiosas. Mesmo assim, as canções eram compostas com muita técnica, precisão e os instruemtos se encaixavam com muita harmonia. Sintetizadores dançantes e riffs energéticos de guitarra se misturavam com técnicas que iam além da base convencional, usando desde ruídos à intervenções de música concreta, criando assim um equilíbrio entre acessibilidade e radicalismo.
A voz desesperada e enlouquecida de David Thomas adicionava uma característica paranóiaca, demente e ao mesmo tempo cômica na banda, uma vez que ele cantava de diversas formas diferentes, explorando e experimentando características vocais (afinadas ou não) e até formas inovadoras de cantar ou falar ao microfone, durante uma gravação. Ele saltava, por exemplo, as oitavas no transcorrer das músicas, indo do grave ao agudo em segundos e, assim, adicionando microtons de forma a oscilar inclusive na definição das notas.
Dub Housing (1978)
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 Download:Dub Housing
CURIOSIDADES


  • O grupo define seu estilo como “hard rock proto-punk”


  • Os títulos das faixas são inspirados em filmes, canções e slogans do passado 
OUÇA AS FAIXAS E LEIA OS COMENTÁRIOS:

DESTAQUES EM VERMELHO
01 – Navvy
Começa com acordes de guitarra no canal da esquerda, logo entram notas de outra guitarra no canal da direita. Também entra o som caótico do que parece uma sobrecarga de energia. O vocal alucinante e a bateria marcada são incorporados. Escutamos ao longe os backing vocals. 01:31 – a guitarra extrapola alucinante.
02 – On The Surface
Um teclado com som primitivo, efeitos eletrônicos e a voz quase infantil. Surreal!
03 – Dub Housing
Baixo comanda, a guitarra e o piano completam a harmonia e o sax soprano joga notas. A voz entra discursando mas com sonoridade abafada. Muita influência de jazz.
04 – Caligarl’s Mirror
O canto super tremido, um refrão “convencional” e uma harmonia extramamente exótica.
05 – Thriller!
Não! Não é a do Michael Jackson, trata-se de mais uma viagem surreal do Pere Ubu. Perturbador!
06 – I Will Wait
Guitarra e baixo em sintonia. Uma música mais “normal”, lembra remotamente um punk.
07 – Drinking Wine Spodyody
O baixo “caminha”, o teclado é martelado em dissonância total.
08 – Ubu Dance Party
Som de estática, guitarra ao estilo surf music e teclado em contratempo.
09 – Blow Daddy-O
Distorções da guitarra, bateria punk, vozes desencontradas, sons repetitivos
10 – Codex
Guitarra sincopada, vozes em mantra e canto principal descompromissado com o tom. Uso constante de intervalos de segunda e semitonagem.
Análise Musical: Rodrigo Nogueira
Fonte Histórica: Wikipédia
Curiosidades: 1001 discos para ouvir antes de morrer
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domingo, 17 de janeiro de 2010

Os Surpreendentes Contratenores

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INTRODUÇÃO

 Até o período barroco as mulheres eram proibidas de cantar nas igrejas, então as vozes femininas eram interpretadas por meninos. Conforme cresciam, a natureza (hormônios) modificava suas vozes deixando-as mais graves, obrigando os padres músicos a treinar novas crianças, o que era muito trabalhoso além de perderem verdadeiros talentos para a puberdade.

Para evitar esses problemas, foi instituída a cruel prática da castração dos jovens talentos para que não mudassem de voz. Assim surgiram os castratti.

Tempos depois esta prática foi abolida e a necessidade fez com que fossem desenvolvidas técnicas artificiais e não mutiladoras para manter o canto masculino afeminado.

Estes que utilizam destas técnicas são conhecidos até hoje por CONTRATENORES.

O CONTRATENOR

Texto extraído da revista Classic CD nº 21

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No princípio era Alfred Deller (foto) continuou a ser a primeira palavra em contratenores durante anos, depois de ter sido “descoberto” por Michael Tippett e Walter Goehr no início dos anos 40. Embora outros, como o estadunidense Russell Oberlin, tenham participado do destaque dado à voz do contratenor durante o renascimento da música antiga no pós-guerra, foi o som inconfundivelmente puro e a enorme musicalidade de Deller que estabeleceram os padrões para a avaliação das futuras gerações de contratenores.

Antes de Deller deixar o coro da catedral da Cantuária para seguir uma bem-sucedida carreira como solista, a voz masculina em falsete era mais associada ao teatro de comédias que à sala de concertos. Constant Lambert empregou um contratenor de voz pouco potente na gravação de 1930 de sua obra “The Rio Grande”, uma das poucas oportunidades de solo na época imediatamente anterior a Deller. Embora os frequentadores de concertos raramente ouvissem esse tipo de voz, as congregações anglicanas estavam bem familiarizadas com seu timbre agudo e um tanto sobrenatural. Na Inglaterra, os coros de catedrais e faculdades eram santuários dos membros do clube dos contratenores, preservando uma tradição da voz em falsete que parece ter-se mantido ininterrupta, e talvez necessariamente inalterada, dos fins da Idade Média ao século XX.

O talento excepcional de Alfred Deller ajudou a estabelecer a vobowman[1]z do contratenor para além dos limites da catedral, atraindo o interesse e o apoio de compositores como Tippett e Benjamin Britten, que escreveram uma nova música, desafiadora e significativa, para um tipo de voz que já fora considerado arcaico. Jovens cantores eventualmente seguiram os passos de Deller, como James Bowman (foto) formando-se no Coro do New College, Oxford, para se tornar um dos melhores (e mais duradouros) contratenores.

O generoso incentivo oferecido por Bowman aos cantores mais jovens ajudou a multiplicar o número de contratenores britânicos de primeira linha, com o trabalho didáditico do belga René Jacobs inspirando bons cantores em outras partes da Europa. Nesse ínterim, as oportunidades de trabalho foram-se multiplicando, juntamente com o crescente número de grupos de música antiga e a correspondente demanda de cantores que pudessem interpretar os agudos e desafiadores papéis operísticos originalmente escritos para os castrattis.

Como os instrumentos cirúrgicos não mais podem ser aplicados para preservar a voz masculina anterior à puberdade, como é possível que os bons contratenores consigam competir com os contraltos femininos e atingir notas muito acima do alcance confortável de simples mortais com voz de tenor e barítono? Em poucas palavras, o som do contratenor é obtido pelo cantor usando apenas parte de suas cordas vocais (sic – o nome correto é pregas vocais), para gerar o que é conhecido como voz de cabeça, uma técnica artificial que empresta uma qualidade “falsa” e aguda à voz do homem adulto.

Exames radiográficos e estroboscópios mostram que o contratenor não é um capricho da natureza; em vez disso, ele desenvolve e aperfeiçoa a facilidade de criar sons em falsete por meio de uma prética acessível a quase todos os homens adultos.

Embora Deller e outros contratenores pioneiros fossem, em boa parte, autodidatas, seus sucessores mais recentes beneficiaram-se da experiência coletiva e da assistência de artistas do calibre de James Bowman, Jacobs, Paul Esswood, Christopher Robson e Michael Chance. Uma grande discografia abrangendo execuções boas, ruins e indiferentes de contratenores desenvolveu-se durante os últimos 80 anos, durante os quais a voz deixou de interessar como novidade para evoluir para uma parte aceita e até indispensável da vida musical moderna.

 

Os Melhores da Atualidade

 

blazehighres[1] Derek Lee Ragin Derek_Lee_Ragin[1] Michael_Chance[1] minter[1] photo_home[1]

andreas-scholl[1]

Na ordem: Robin Blaze, Derek Lee Ragin, Michael Chance, Drew Minter e Brian Asawa.

Destaque: Andreas Scholl

AUDIÇÃO COMENTADA

Andreas Scholl interpreta de J. S. Bach – Winderstehe doch der Sünde

Depois de quase seis anos a serviço do duque de Weimar, Bach foi promovido ao cargo de Konzertmeinster. Ele agora devia produzir para a boa orquestra de seu patrão e escrever uma cantata por mês para a capela particular do duque.

Winderstehe doch der Sünde, BWV 54, que pode datar de março de 1714, tem um texto em três partes da autoria de G. C. Lehms, poeta da corte de Damstadt. Bach havia recentemente explorado novas formas e técnicas musicais provenientes da Itália, especialmente as que contrastavam um grupo de instrumentos com um solista. A sequência à italiana de dissonâncias nas cordas durante o início da cantata BWV 54 representa os pecados do mundo que, como deixa clara a eloquente e decidida prece de Scholl 00:44, devem ser rechaçados 00:57, a menos que seu veneno se apodere de nós.

02:57 – Não deixe que Satã o engane; 03:01 – pois sobre aquele que profanar a honra de Deus 03:05 – recairá um castigo mortal. Bach apresenta o texto completo mais uma vez 03:55 , em uma repetição sublime e ligeiramente modificada da parte inicial da ária.

´té mais!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Ella Fitzgerald

ella%20fitzgerald%2002[1] SÁBADOS DE JAZZ APRESENTA:
ELLA FITZGERALD

25 de abril de 1917 a 15 de junho de 1996.

Esta senhora é considerada a maior cantora de jazz de todos os tempos por muitas pessoas. Dona de um timbre incomum, boa tessitura vocal, técnica e interpretação impressionantes, começou sua carreira pelas ruas, cantando de graça.

Abandonada pelo pai e judiada pelo padrasto, vivia quase sempre na rua cantando. Um dia resolveu participar do concurso do teatro Apollo, que daria ao vencedor um contrato de duas semanas de apresentações no local.

Ella surpreendeu a platéia com seu canto ainda cru mas com enorme potencial e ganhou o concurso. Só não levou o prêmio pois o dono do teatro a julgou muito feia e achou que não atrairia o público.

Tempos depois, Chick Webb, baterista e dono da big band negra mais famosa do circuito da casa Savoy do Harlem, resolveu que precisaria de uma cantora para acompanhar a nova tendência das big bands mais bem sucedidas do momento e incumbiu um integrante da banda de confiança para selecioná-la. Ele escolheu Ella e a indicou ao chefe.

Chick Webb não aprovou à princípio a cantora, pois também a julgara extremamente feia (irônico pois Webb era anão, corcunda e tinha os membros desproporcionais, ou seja, lindo!), mas diante da pressão dos integrantes da banda, acabou aprovando. O sucesso foi enorme!

Em um primeiro momento, Ella cantava músicas de apelo popular e letras infantis pois era muito nova para interpretar canções mais “profundas” e sofridas, além de estar aperfeiçoando sua voz.

American Masters: Ella Fitzgerald - Something to Live For

Ella performa with Louis Armstrong.
Photo: AP/Wide World

Quando o produtor e descobridor de talentos Norman Granz a trouxe para o seu rol de artistas, passou a lapidar seu gosto e potencial, conduzindo Fitzgerald a seu auge com as gravações dos songbooks dos maiores compositores estadunidenses como Rogers & Hart, Cole Porter, Gershwin, etc.

Outras gravações memoráveis foram as em dueto com o grande mestre Louis Armstrong (foto).

 

EM AÇÃO!

AUDIÇÕES

ella[1]

té mais!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Top 15 - Filmes

Nesse post listo os 15 melhores e os 15 piores filmes que assisti esse ano. Os títulos em vermelho são links para as resenha dos filmes postadas por aqui.

OS MELHORES

15º – O Star Trek – O Futuro Começa

star_trek_xi_ver16_xlg[1]

 Apesar de não ter nenhuma atuação brilhante, a produção e o roteiro são bons e confesso que sou fã de ficção científica e da série6c2aa-postagem-anticristo[1].

14º –  Anticristo

Filme obscuro, polêmico, pesado e Lars Von Trier; do jeito que gosto. Direção excelente, atuações idem e roteiro doidão. SaladaCultural.com.br-intrigas-de-estado-cartaz[1]

13º – Intrigas de Estado

Política metida com jornalismo e vice-versa. up-altas-aventuras-poster[1]Trama inteligente e ótimas atuações.

12º – Up Altas Aventuras

Uma bela história, cheia de valores positivos e sacadas cômicas bem legais.

11º – Amantestwo-lovers[1]

Um romance tumultuado. Joaquim Phoenix excelente. Filme muito bem escrito e com apelo emocional na medida certa.

10º – ensaio-sobre-a-cegueira-poster09[1]Ensaio Sobre a Cegueira

Baseado no livro de José Saramago com excelente interpretação de Juliane Moore e ótima direção de Fernando Meirelles.duvida-poster01[1]

 9º – Dúvida

Com Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman, nem precisa a história ser boa…Mas ela é!

8º – Quequem-quer-ser-um-milionario-poster07[1]m Quer Ser um Milionário?

Produção que mostra o mundo cão sem precisar ser apelativo como certos sombras-de-goya[1]filmes brasileiros…

7º – Sombras de Goya

Javier Barden, Natalie Portman e Stellan Skarsgard em atuações brilhantes. História pesada e comovente.

 SaladaCultural.com.br-na-mira-do-chefe-cartaz[1]– Na Mira do Chefe

Não gosto muito de comédia, a não ser que seja como Na Mira do Chefe. Humor negro eposter20o20lutador1[1] sutil. Ralph Fiennes hilário.

5º – O Lutador

Nunca pensei que conseguiria me sensibilizar com um brutamontes como Mickey Rourke. Atuação soberba, infelizmente tinha como concorrente ao Oscar omilk-poster[1] Harvey Milk de Sean Pean que é imbatível.

4º – Milk – A Voz da Igualdade

A melhor atuação de um ator/atriz dos últimos anos. Sean Penn numa performance incrível.

watchmen_72[1]

O filme é uma obra maiúscula.

3º – Watchmen

Sou aficcionado por histórias em quadrinhos e este filme é a transposição da melhor de todos os tempos. Os créditos da abertura são os mais legais que já vi.

2º – bastardos_inglorios_poster3[1]Bastardos Inglórios

Tarantino em ótima forma. 

12293541391a_troca1[1]

1º – A Troca

Direção formidável de Clint Eastwood e a melhor atuação feminina do ano com Angelina Jolie.

OS PIORES

Estes são tão ruins que nem é necessário estabelecer uma ordem, digamos que todos estão em último lugar. Lembrando que esta é apenas a minha opinião e que todos esses filmes eu infelizmente vi.

14joygj[1] 1245087829_jogoentreladroesposter03[1] c132938833[1] crepusculo_poster01[1] Desonra[1] diariodosmortos[1] FILME_2444_capitulo27[1] Filme-Garota-Infernal-Download[1] GRD_156_invasores[1] incendiario[1] max_payne_poster4[1] O-Sequestro-Do-Metro-123[1] passageiros_32[1] x_men_origins_wolverine_movie_poster4[1] transformers-a-vinganca-dos-derrotados[1]

Na Ordem das imagens:

  • The Spirit (Pobre Will Eisner…)
  • Jogo Entre Ladrões (Pobre Morgan Freeman…)
  • O Último Trem (sem palavras)
  • Crepúsculo (dizem que Lua Nova é ainda pior, mas não tive coragem de ver)
  • Desonra (fim de carreira para John Malkovich)
  • Diário dos Mortos (eu gosto dos filmes do George Romero, mas esse é de doer!)
  • Capítulo 27 (Jared Leto está insuportável)
  • Garota Infernal ( Diablo Cody acertou em Juno mas nesse cai do precipício)
  • Invasores (remake oportunista que vai na onda de filmes de zumbis e vírus)
  • Incendiário (ridículo, fresco e piegas. Pior que novela)
  • Max Payne (péssima história)
  • O Sequestro do Metrô (desperdício de dois bons atores)
  • Passageiros (trama óbvia e idiota)
  • X-Men Origens – Wolverine (a maior concentração de atores canastrões em um único filme. Mais até que os filmes da Xuxa).
  • Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados (por falta de um roteiro decente, exploraram a beleza de Megan Fox).

OBSERVAÇÕES:

É evidente que não assisti toda a produção cinematográfica de 2009, o que significa que muita coisa boa e muita coisa péssima não foi citada.

Apesar de levar em consideração a qualidade dos filmes, sem dúvida minhas escolhas também são baseadas no meu gosto pessoal.

Alguns filmes citados não são necessariamente de 2009, mas são de anos recentes e foram incluídos por eu os ter assistido em 2009.

Fiquem à vontade para comentar mas insultos e palavrões serão deletados!

té mais!

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